Autor: Portal Emprega

  • “Algumas recomendações para comemorações de fim de ano no trabalho”.

    “Algumas recomendações para comemorações de fim de ano no trabalho”.

    Cuidados para não destruir seu ‘marketing pessoal’ em poucas horas…

    ou, em outras palavras,

     “Algumas recomendações para comemorações de fim de ano no trabalho”.

     

    Há alguns anos presenciei uma cena que me marcou bastante. Eu estava em uma festa de final de ano na empresa de um cliente, e conversava com um dos sócios da organização. A certa altura ele apontou um engenheiro sênior e me disse: “Você vê esse profissional? Eu não tenho menor intenção de promovê-lo a gerente da engenharia. Ele é muito competente, tem ótimo relacionamento com a equipe, mas não tem postura social. Veja como ele bebe excessivamente e como se comporta de forma inconveniente. Não quero que ele ocupe um cargo que faça a imagem da empresa ser prejudicada em eventos com nossos clientes”. É preciso dizer algo mais? Mesmo profissionais experientes estão sujeitos a isso.

    Quero deixar aqui algumas recomendações para serem compartilhadas principalmente com aqueles que estão iniciando sua carreira profissional:

    1) Eventos sociais da empresa são uma extensão do trabalho. Considerar que aquela festa descontraída de fim de ano é apenas um evento social qualquer é um erro. Seu comportamento continua a deixar impressões profissionais nessas ocasiões, e será notado.

    2) Descontração na medida certa. A cultura da empresa diz muito a respeito de como se deve se comportar em ocasiões festivas. Não é necessário ser formal em um momento de descontração. Entretanto, a forma de se vestir, as maneiras à mesa, o consumo de álcool, etc. devem estar alinhados à cultura da organização.

    3) Especificamente, moderação no consumo de álcool é a regra. Várias são as razões, mas posso destacar que isso evitará uma série de comportamentos inconvenientes que todos conhecemos. E hoje, esses comportamentos são registrados nas mais variadas formas, e estarão nas redes sociais em segundos.

    4) Cuidados na forma de se vestir. Erros nesse quesito afetarão negativamente sua imagem profissional, e por um bom tempo.  Quer uma referência? Espelhe-se em executivo(a)s de sucesso do mercado e também da sua organização. Mesmo em ocasiões festivas não se vestem de forma vulgar ou desleixada. Pense nisso.

    5) Compareça sempre às comemorações da organização, a menos que tenha uma boa razão para não ir. Trata-se de uma oportunidade de celebrar conquistas do ano, fortificar o senso de equipe, permitir aproximação entre colegas em um ambiente mais informal, ampliar a rede de contatos, etc. Muitas vezes as comemorações são agendadas com bastante antecedência, e é possível se programar para comparecer. E, se não desejar mesmo assim participar, é melhor fazer uma reflexão interna e descobrir o porquê…

    6) Nada de flertar com colegas ou convidados de colegas nas festas. Esse comportamento pode ser ainda mais prejudicial se combinado com o excesso no consumo de álcool. Já vi situações em que subordinados acusaram seus superiores de assédio sexual por comportamentos desse tipo, por exemplo.

    7) Fofocas, piadas com palavreado grosseiro, discussões (seja sobre o que for) e comportamentos afins deixam uma péssima impressão profissional.  Quem deseja isso?

    8) Se levar convidados (nos casos em que isso seja claramente permitido), essas recomendações se estendem naturalmente a eles.

    9) E lembre-se: trata-se de uma festa. Comemore, participe, divirta-se!! 😉

     

    Abraços, e sucesso!

    Adriano Pedro Bom

    Foto Adriano Pedro Bom

    Adriano Pedro Bom é consultor, docente universitário e palestrante nas áreas de Gestão de Pessoas. 

    www.propterdg.com.br

  • Nada é para sempre – parte II

    Nada é para sempre – parte II

     

    “Ah, você precisa apenas de um empurrãozinho? Então aí vai!” 

    Depois de quase 200 semanas contínuas escrevendo neste espaço, já consigo avaliar quais temas serão mais quentes, provocativos e, também, inspiradores. Eu sabia que falar de “fins de ciclos” iria tocar a mente e o coração de muitos leitores, mas não imaginava que fosse causar tanto “estrago”. Muitas pessoas compartilharam o texto, me escreveram e conversaram comigo nesta última semana, o que me motivou a retomar o assunto hoje novamente. O interessante é que quase 100% do que li e ouvi de comentários ia numa mesma direção, que pode ser resumida em uma frase: “Admiro a sua capacidade de mudar, mas confesso que é muito difícil e o medo da mudança, na maioria das vezes, vence e ficamos onde estamos”. Entendo perfeitamente essa estatística e essa enorme barreira que prende muitas pessoas a uma vida e carreira infelizes. Aliás, deixei bem claro que não nasci com este “chip da capacidade de mudar”. Sofri muito, apanhei muito e errei algumas vezes. Mudar dá um medo danado. E se der errado? Não é melhor garantir o que se tem, mesmo que seja ruim? Pra que correr tantos riscos? E se ficar pior do que está?

    Já que falei em estatística, deixe-me apresentar uma que talvez lhe faça mudar de ideia, caso você se inclua nessa lista de pessoas que preferem carregar algumas âncoras a correr o risco de mudar. Das pessoas que conheço e que, mesmo depois de muito tempo presas a uma situação ruim, decidiram mudar, seguramente mais de 90% me disseram, após um tempo, que só se arrependeram de uma coisa – de não ter feito antes. Isso mesmo! Quem muda e sai de relações ruins, depois de um tempo, se culpam por não ter promovido a mudança antes. Pessoas que acabam relacionamentos fracassados e que não têm a menor perspectiva de melhora só dizem uma coisa após algum tempo: “Por que demorei tanto?”. Quase a totalidade de quem pediu demissão de um emprego que só lhe trazia insatisfação e foi em busca de novos ares diz o mesmo. Em outras palavras, afirmo categoricamente que o custo da mudança é, na imensa maioria das vezes, compensador. É quase como se dizer “Pior do que está não vai ficar e vai melhorar. Portanto, mude!”.

    Que tal você mesmo ratificar (ou não) esta minha estatística? Vamos lá! Faça você mesmo o teste. Procure 10 pessoas do seu círculo pessoal e profissional, que tenham realizado uma grande mudança na sua vida e faça esta pergunta: – Você se arrepende de ter mudado? Sou capaz de apostar (em dólar, que está em alta) que você ficará de boca aberta e surpreso com a maioria das respostas. Só tenho uma ressalva a fazer: Busque pessoas que fizeram mudanças radicais e que o fizeram porque o estado anterior estava realmente o consumindo e onde uma mudança representava um risco grande ou um forte questionamento social (família, amigos etc). Aí sim você poderá tirar conclusões mais apuradas.

    O fim de ciclos é uma condição natural da vida. Nada é mais certo do que isso. Nada é para sempre. “O pra sempre sempre acaba”, como diz a música cantada por Cássia Eller. Aliás, deve ser muito chato não ter histórias de mudanças e recomeços para contar. As pessoas mais interessantes são aquelas que têm boas histórias para contar, principalmente histórias que envolvam grandes experiências novas.

    Digo e repito, a vida é muito curta para carregarmos âncoras. O tempo é um recurso escasso e não merece ser mal usado. Pode parecer egoísta, mas não quero ao meu lado pessoas, coisas ou empresas que me afundem ou que me tirem o sono. Dessas âncoras, quero distância. Prefiro correr o risco de errar do que me resignar na infelicidade. Até o próximo!

     

    Prof. Marcelo Veras
    VERAS

     

  • Menor aprendiz faz jus à estabilidade gestante

    Menor aprendiz faz jus à estabilidade gestante

     

    A menor trabalhava num supermercado como menor aprendiz na função de empacotadora. Em setembro de 2012, passou para a função de pesagem de produtos no setor de hortifrúti, quando já estava grávida.

    A menor deu à luz em março de 2013 e foi convocada a devolver o uniforme e formalizar a rescisão do contrato de trabalho durante a licença maternidade.

    Inconformada, ajuizou reclamação trabalhista cuja decisão reconheceu seu direito à estabilidade provisória concedida às gestantes.

    Todavia, a decisão foi reformada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região (MT) que negou a estabilidade à menor por entender que o contrato de aprendizagem tem natureza diversa do contrato de trabalho típico.

    O processo foi para o Tribunal Superior do Trabalho e a menor seguiu argumentando que fazia jus à estabilidade, ainda que o contrato fosse de aprendizagem, uma vez que bastaria a confirmação da gravidez durante a vigência do contrato de trabalho para que o direito à estabilidade fosse reconhecido.

    O entendimento da Oitava Turma foi no sentido de que o direito à estabilidade é assegurado pela Constituição Federal à empregada gestante e “e tem por escopo maior a garantia do estado gravídico e de preservação da vida, independentemente do regime e da modalidade contratual”.

    A Ministra Relatora do recurso, Dora Maria da Costa, reforçou ainda que existe pacificação do entendimento do TST no sentido de que se assegura à gestante a estabilidade provisória mesmo que o início da gravidez tenha ocorrido no período de vigência de contrato por prazo certo ou de experiência.

    O entendimento da ministra foi de que o contrato de aprendizagem é uma modalidade de contrato por prazo determinado, lhe sendo aplicável a estabilidade à gestante.

    Assim, a sentença original foi restabelecida e o supermercado condenado a pagar à menor aprendiz, de forma indenizada, os salários e todos os demais direitos aos quais faria jus durante o período de estabilidade.

     

    Depto. Trabalhista

    Barini De Santis Advogados

  • Você sabia que pode ser um gênio?

    Você sabia que pode ser um gênio?

     

    Frases incríveis de gênios incríveis estão por toda a parte nas redes sociais.  São sempre marcantes, muitas vezes inspiradoras e partem da simplicidade das coisas para impactarem nosso modo de enxergar o mundo. Isso é genialidade.

    Frases de Einstein, Da Vinci, dentre tantos personagens geniais da história mundial decoram rodapés de agendas, calendários, cartões comemorativos, livros, teses e diversas outras fontes de boas ideias. Isso é até terapêutico em algum sentido… Milton Erikson, renomado terapeuta americano costumava afirmar que a terapia nada mais é do que a substituição de ideias ‘ruins’ por ideias ‘boas’.

    Em mais de quinze anos estudando biografias de grandes realizadores (em grande parte considerados gênios) chamou-me a atenção o fato de que muitos exemplos de genialidade teriam permanecido no anonimato não fossem alguns ingredientes essenciais: dedicação ao que gostam; determinação extraordinária em busca do que desejam (contrariando muitas adversidades), foco em seus objetivos, crença em sua capacidade a despeito das opiniões alheias, persistência, persistência, persistência, persistência. E persistência. Sem esses elementos não teríamos Thomas Edison, Irineu Evangelista de Sousa (Visconde de Mauá), Bruce Lee, Nelson Gonçalves, Fred Astaire, dentre tantos outros.

    E para não ficarmos ‘restritos’ à história, quero destacar o feito do brasileiro Artur Ávila, pesquisador do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), do Rio de Janeiro, que aos 35 anos se tornou o primeiro brasileiro vencedor da Medalha Fields, considerada o “Nobel de Matemática“, em agosto de 2014. Em suas entrevistas o premiado matemático se nega a aceitar o título de gênio, muito embora tenha acumulado feitos incríveis, como por exemplo, o doutorado iniciado aos 19 anos sobre sistemas dinâmicos, e uma coleção de premiações em competições de matemática.  O que podemos observar o tempo todo em suas entrevistas e depoimentos de orientadores é que seu sucesso advém de fazer o que gosta, dedicar-se ao extremo, manter o foco e ser humilde. Genial?

     

    A sua genialidade pode estar à espera dos ingredientes essenciais para emergir. Já pensou nisso?

     

    Abraço, e sucesso!

     

    Adriano Pedro Bom

    Foto Adriano Pedro Bom

    Adriano Pedro Bom é consultor, docente universitário e palestrante nas áreas de Gestão de Pessoas. 

    www.propterdg.com.br

  • Ministério do Trabalho publica atos normativos sobre trabalho temporário

    Ministério do Trabalho publica atos normativos sobre trabalho temporário

     

    O MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) publicou neste mês de novembro duas instruções normativas referentes ao trabalho temporário: a Instrução Normativa Nº114, de 05 de novembro de 2014 que estabelece diretrizes e disciplina a fiscalização do trabalho temporário e a Instrução Normativa Nº17, 07 de novembro de 2014 que dispõe sobre o registro de empresas de trabalho temporário, solicitação de prorrogação de contrato de trabalho temporário e outras providências.

    Em junho, o MTE também publicou a Portaria Nº789, de 02 de junho, que estabelece instruções para o contrato de trabalho temporário e o fornecimento de dados relacionados ao estudo do mercado de trabalho.

    A grande novidade trazida pelas publicações de 2014 é a permissão para a prorrogação do contrato de trabalho para o prazo máximo de 9 (nove) meses. Antes o limite era de 6 (seis) meses.

    O contrato celebrado entre a empresa de trabalho temporário e a empresa cliente, com relação a um mesmo empregado, não pode ser ultrapassar 3 (três) meses, salvo exceções previstas na Portaria nº 789, devendo ser indicadas expressamente as datas de início e término no contrato firmado entre a empresa de trabalho temporário e a empresa cliente.

    Conforme a Portaria, em casos de substituição transitória de pessoal regular e permanente, o contrato poderá ser pactuado por mais de três meses com relação a um mesmo empregado, nas seguintes situações:

    1. quando ocorrerem circunstâncias já conhecidas na data da sua celebração que justifiquem a contratação de trabalhador temporário por período superior a três meses, ou;
    2. quando houver motivo que justifique a prorrogação de contrato de trabalho temporário, que exceda o prazo total de três meses de duração.

    Observadas as condições indicadas acima, a duração do contrato de trabalho temporário, incluídas as prorrogações, não poderá ultrapassar um período total de nove meses.

    Outra novidade se refere ao controle no registro das empresas de trabalho temporário, além do esclarecimento de alguns termos usados e que possuíam interpretação subjetiva.

     

    Depto. Trabalhista

    Barini De Santis Advogados

  • Nada é para sempre

    Nada é para sempre

    “Quando um ciclo chega ao fim, é hora de mudar e seguir em frente” 

    Há duas semanas, ministrando a minha primeira aula de Life Design no Pós MBA da Inova Business School em Campinas, desafiei os alunos a escreverem uma frase que representasse a sua maior convicção em relação a três pilares: Vida, Finanças pessoais e Carreira. O meu parceiro e amigo Luis Rasquilha, que está fazendo o curso junto comigo, onde hora somos alunos e hora professores, escreveu para a dimensão pessoal a seguinte frase: “Nada é para sempre”. Até postou no dia seguinte na sua página no facebook e houve uma enorme repercussão e compartilhamentos. Este fato, aliado a uma história de término de relacionamento recente de um amigo próximo, que foi tema de longas conversas entre nós, me motivou a escrever hoje sobre fins de ciclos.

    O ser humano é estranho. Sabe que tudo é finito, a começar pela nossa vida. A única certeza que temos é que um dia iremos morrer. Só não sabemos quando. O ciclo da vida é estudado por todos. Ninguém normal imagina que a vida não teria fim. Daí me pergunto: – Se a vida, que é o bem mais precioso que uma pessoa pode ter, é finita, por que haveria de existir algo que não o fosse? Já parou para pensar nisso? Eu já, e muito.

    Já tratei disso outras vezes aqui neste espaço. A minha história de vida me condena. Depois de 25 anos de carreira, oito empresas, 13 cidades e 27 mudanças de endereço, tenho alguma autoridade para falar de mudança, fins de ciclos e recomeços. No meu caso, a coleção é grande. Nunca disse a ninguém que foi fácil. Mudar nunca é fácil. Abandonar coisas, pessoas, empresas, projetos e amigos não é fácil. Dói. Em alguns casos, dói muito. Mas nunca premeditei nenhuma dessas mudanças. Nunca quis colecionar estas marcas. A coisa comigo sempre aconteceu de forma muito pragmática, quase como uma conta matemática. A minha regra sempre foi a seguinte: No dia em que eu olhar para o lado e sentir que a conta não está fechando, ou seja, as coisas boas não estão sendo superiores às ruins, é porque chegou a hora de mudar. E ponto. Eu ia lá e mudava. Simples assim.

    Sei que o tema é polêmico e respeito (sempre) quem não concordar comigo, mas me reservo ao direito de fazer, frequentemente, meus balanços em relação às pessoas com as quais convivo, ao meu trabalho, aos meus relacionamentos pessoais e aos projetos com os quais estou envolvido. Se algo começa a me sugar mais do que me preencher, tchau!  Não gosto de carregar âncoras. Não gosto de relações que não estejam pautadas no ganha-ganha. Não tolero pessoas do mal e me recuso a conviver com elas. Não trabalho (somente) por dinheiro. E assim sigo, tocando a minha vida de forma (quase) sempre leve e feliz, sem grandes perdas de sono.

    Os meus alunos sabem e me conhecem bem. Nas minhas aulas sobre planejamento pessoal, financeiro e profissional sempre bato nesta tecla. Ninguém, absolutamente ninguém, merece viver infeliz. A vida é muito curta para cometermos este erro. Cair nessa vala e não sair dela é uma grande bobagem. A vida lá fora tem muitas oportunidades. Ninguém deve ficar amarrado a algo que lhe traz mais infelicidade do que felicidade. Nada é para sempre. Fins e recomeços fazem parte da vida, pessoal e profissional. As pessoas mais interessantes são aquelas que mais ousaram e mais tiveram a coragem de arriscar e vivenciar novas experiências.

    Aproveite que o fim do ano está chegando. Como esta é sempre uma época de reflexão para muitos, faça seus balanços. Analise friamente suas relações e veja se não existe alguma delas que lhe joga mais para baixo do que para cima. Se existir, veja se há como reverter e colocar o trem nos trilhos. Caso contrário, coloque data e hora para o fim. Não tenha medo. A vida premia mais os ousados do que os acomodados. Até o próximo!

     

    Prof. Marcelo Veras
    VERAS
  • Concentração até o fim

    Concentração até o fim

     

    “Nunca comemore antes do apito final” 

    Não sou muito fã de futebol. Nunca derramei uma lágrima por time algum e não tenho costume de acompanhar campeonatos de perto. Mas confesso que quando se aproximam as finais de alguns torneios o meu nível de interesse aumenta um pouco, principalmente os campeonatos nacionais como o Brasileirão e a Copa do Brasil. O legal nessas finais é fato de ambos garantirem vaga para a Libertadores, torneio das Américas, que também me atrai muito quando chega a fase de mata-mata.

    Bom, na semana passada houve um jogo muito interessante pela Copa do Brasil. Flamengo e Atlético-MG. O jogo era de semifinal e aconteceu em Belo Horizonte, cidade linda, que já morei e adoro. Este jogo era o de volta e valia vaga na final do campeonato, cujo campeão tem vaga garantida no torneio das américas. No jogo de ida, no Rio de Janeiro, o Flamengo havia vencido por 2×0. Desta forma, poderia empatar, perder de 1×0 ou até mesmo perder de dois gols de diferença se fizesse um gol, porque gol fora de casa era o primeiro critério de desempate. Pois bem, o jogo começou em Belo Horizonte com casa cheia e o time do Atlético “cuspindo marimbondo” para tentar marcar logo um gol e tirar a diferença.  O desafio já era enorme. Tinha que fazer 2×0 para levar a decisão aos pênaltis ou 3×0 para se classificar. Então, acontece o inesperado. O Flamengo faz 1×0 em um lance perdido e cala a boca de milhares de pessoas no estádio. Um balde de água fria. Agora, para se classificar para a final, Atlético precisava fazer 4 gols. Isso mesmo, 4 gols. Praticamente impossível. A cara dos torcedores era de dar pena. Um locutor de uma rádio carioca disse ao vivo que “acabou”. Para ele, “o flamengo é finalista da Copa do Brasil”. Este áudio circulou na internet logo nos dias após o jogo e o cara foi detonado nas redes sociais. Por que? Bom, neste jogo aconteceu algo inesperado e quase inacreditável. O Atlético, empurrado pela sua torcida que gritava “Eu acredito! Eu acredito!”, fez um, dois, três e, nos últimos minutos do jogo, quatro gols, eliminando o Flamengo e conquistando a vaga de forma absolutamente brilhante. Tinha que fazer quatro. Foi lá e fez. O Flamengo, com um pé na final, acomodou-se e dançou.

    O esporte não é só muito bacana porque integra, une, diverte e desenvolve uma sociedade. O esporte também é um espaço para muitos aprendizados que devem servir de exemplo na vida pessoal e profissional. Este caso que acabo de contar é uma aula para todos nós. Uma aula clara e que mostra, na prática, que “o jogo só acaba quando termina”. Nunca, em hipótese algum e em situação alguma, devemos comemorar vitória antes do tempo. Quem acha que um jogo está ganho antes do apito final acaba como o Flamengo, chupando o dedo e se lamentando: “Nossa, mas estava tão perto”. É, estava perto, mas não estava garantido.

    Já perdi a conta de quantas situações parecidas eu vi ao longo da minha carreira. Profissionais que estavam bem próximos de atingir uma meta (de vendas, por exemplo), relaxaram por achar que “estava praticamente feito” e… morreram na praia. Desde cedo aprendi uma coisa com o meu pai e que, felizmente, uso diariamente na minha vida: “Nunca perca a concentração, mesmo que o objetivo esteja bem próximo”.

    Fica aqui, com esta história real e bastante didática, a minha dica de hoje. Por mais próximo que você esteja de um objetivo, seja ele qual for, nunca ache que ele está garantido. Não está. Um descuido seu e ele poderá ir para o ralo e você morrerá na praia, como o Flamengo na semifinal da Copa do Brasil. Até o próximo!

     

    Prof. Marcelo Veras
    VERAS
  • A equipe é realmente o reflexo do líder.

    A equipe é realmente o reflexo do líder.

     

    Certa vez resolvi almoçar em um restaurante próximo ao meu escritório. Tinha apenas uma hora disponível e não queria me deslocar muito. Procurei chegar antes do horário de pico, e deu certo. Não havia sequer um terço das mesas ocupadas.

    Aí coisas surpreendentes começaram a acontecer. Em primeiro lugar, não conseguia a atenção do único garçom disponível. Ele estava concentrado nas reportagens de futebol que a televisão apresentava. Levantei-me e interrompi seu momento hipnótico-esportivo. Ele me atendeu cordialmente, anotou meu pedido, e saiu para completar sua missão.

    Há quem diga que meu estado vibracional, quântico, ou algo assim possa ter atraído tudo isso. Mas o fato é que, depois de uma longa espera, o pedido veio errado. A bebida não era a que eu havia solicitado, e o prato veio frio. É de conhecimento popular que não é sensato fazer qualquer reclamação antes de se consumir em um restaurante. Segui a regra.

    Ao final do almoço pedi que fechassem a conta, que, como era de se esperar, veio incorreta. Valor acima do pedido… Tiveram que corrigi-la.

    Não me lembro de ter tido tantos contratempos juntos em um mesmo lugar. Ao final dessa notável experiência, pedi ao garçom que me indicasse o gerente. Foi fácil. Ele se encontrava no caixa do restaurante, próximo à entrada. Fui pagar minha conta e aproveitei para comentar o caso todo. O diálogo seguiu mais ou menos assim:

    Gerente: Entendo o transtorno… Mas isso tudo aconteceu porque tivemos muitos clientes.

    Eu: Na verdade quando cheguei não havia sequer um terço da ocupação. E o garçom estava assistindo televisão.

    Gerente: Olhe, eu estou ao lado da entrada, e posso assegurar que o nosso problema foi que chegaram muitos clientes.

    Eu: Vou lhe dizer uma coisa que pode te ajudar. O senhor está no ramo ERRADO. ‘Clientes chegando’ NÃO é problema. É bom. O problema talvez seja a INCAPACIDADE de atender aos clientes que chegam. Do contrário, para acabar com o problema bastaria fechar a porta.

    Gerente (pasmo): … !

    Eu: Ainda assim vou ajuda-lo. Não venho mais. É um problema a menos chegando.

    Realmente não voltei mais. Entretanto, o diálogo com o gerente foi esclarecedor. Toda a equipe do restaurante trabalhava alinhada ao discurso do líder, e agiam como se os clientes fossem problemas. E toda vez que observo a atuação de uma equipe, começo a vislumbrar o perfil do líder.

    Abraço, e sucesso!

    Adriano Pedro Bom

    Foto Adriano Pedro Bom

    Adriano Pedro Bom é consultor, docente universitário e palestrante nas áreas de Gestão de Pessoas. 

    www.propterdg.com.br