Categoria: Carreira

  • SE PREPARE PARA O DIA EM QUE SUA CARREIRA DEIXAR DE EXISTIR

    Desde Tempos Modernos – filme estrelado por Charlie Chaplin -, o cinema e também a literatura vêm nos mostrando que é só uma questão de tempo até que as máquinas substituam completamente a força de trabalho humano, bem como seu conhecimento e habilidades. E, de acordo com o jornalista David Baker, seu emprego pode já não existir amanhã.

    A RELAÇÃO TECNOLOGIA X MERCADO DE TRABALHO

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    Baker, cofundador da revista de inovação tecnológica Wired esteve no Brasil recentemente para divulgar sua pesquisa acerca do futuro das profissões. Nela, ele afirma que em breve seremos substituídos por máquinas, não importa qual seja a sua especialidade ou quão bom seja o seu nível profissional.

    Atualmente, já podemos observar essa substituição em diversas profissões que não necessitam mais de humanos para desenvolver. Além das sempre citadas automatizações em fábricas, onde operários apertando parafusos foram trocados por máquinas, temos outras profissões que estão extintas ou em vias de extinção.

    A previsão é que, em cerca de 20 anos, profissionais como montadores na indústria de elétricos e eletrônicos, operadores de telemarketing, relojoeiros, caixas de banco, árbitros, analistas de crédito, caixas de supermercado, entre outras, sejam substituídas por robôs. E este é apenas o começo.

    Casas e até membros humanos são construídos por completo e em poucas horas, com o trabalho de impressoras 3D, envolvendo geralmente uma ou duas pessoas no processo. Portanto, é ingenuidade pensar que profissões de renome como médicos, engenheiros ou advogados estão ilesos. A revolução está presente e chegará para todos.

    COMO NOS PREPARAMOS PARA ESSA REVOLUÇÃO?

    Brincando com a própria profissão, David Baker afirma que nem jornalistas como ele serão poupados da substituição. “Nós somos vaidosos e achamos, por exemplo, que nenhuma máquina será capaz de escrever de forma tão elegante e bonita como nós”, diz. E esta realidade prevista por David já começou para ele. No site da revista Forbes, por exemplo, notícias sobre o mercado são redigidas em nanossegundos por um robô.

    Em outras realidades que vivenciamos atualmente, as máquinas acabam por se aperfeiçoarem a partir de nosso próprio esforço, como em serviços do Google, onde o usuário sinaliza quais as mensagens a serem marcadas como spam e também ao sugerir traduções melhores ao Google Tradutor. Deste modo, tornamos a tecnologia mais inteligente. Sendo assim, algo deve ser feito para que esse impacto não nos tire nossos meios de sobrevivência. Mas o quê?

    A resposta é inovação. De acordo com Baker, este paradoxo pode nos fazer repensar sobre nosso trabalho e como ele pode ser útil de alguma outra maneira, avaliando seus propósitos e pensando em novas maneiras de atuar. A revolução não se resume a apenas pessimismos. “Talvez os robôs nos deem tempo livre para fazermos aquilo de que realmente gostamos e fazemos bem”, diz David, apontando um ponto positivo para a automatização da mão de obra. Processos burocráticos e sem sentido, por exemplo, poderão ser realizados talvez sem a necessidade de sair de casa, otimizando tempo e, com isso, abrindo margem para explorar novos conhecimentos e aperfeiçoar habilidades.

    E QUANDO CHEGAR O DIA EM QUE MINHA CARREIRA DEIXAR DE EXISTIR?

    Sim, o pessimismo acerca do desemprego avassalador e da má distribuição de renda são reais. Mas com planejamento, curiosidade e força de vontade, será possível colocar suas ideias e habilidades de volta no mercado em forma de empreendedorismo.

    Mais tempo, menos burocracias e mais acesso a todo e qualquer tipo de informação serão suas ferramentas no futuro para ter fome de inovação e ganhar destaque entre homens e máquinas, mostrando que você realmente possui um diferencial a ser recompensado.

     

    Fonte: http://www.e-konomista.com.br

  • AS COMPETÊNCIAS E HABILIDADES MAIS PROCURADAS NOS CURRÍCULOS

    Anualmente a rede social LinkedIn lança uma lista com as competências e habilidades mais procuradas em sua base de dados, com essas informações é possível identificar o padrão de funcionário que as empresas buscaram em 2015 e provavelmente vão continuar buscando em 2016.

     

    AS COMPETÊNCIAS E HABILIDADES MAIS PROCURADAS NOS CURRÍCULOS

     

    A lista começa com as mesmas competências e habilidades mais procuradas de 2014, o que mostra que essas provavelmente serão as mais buscadas em 2016 também. Alguns itens novos aparecem ao longo da lista.

    1. Análise estatística e mineração de dados: líder desde 2014, essa competência manteve-se líder pela necessidade de organizar, classificar e analisar dados gerados e colhidos pelas empresas.

    2. Desenvolvimento Mobile: o Brasil tem mais de 160 milhões de smartphones ativos, o mercado em forte expansão aumentou a busca em 9% por pessoas que possam criar conteúdo de qualidade para os dispositivos.

    3. Segurança de qualidade (QA) de software e teste de usabilidade: com uma busca 9% maior o que a do ano anterior, empresas buscam cada vez mais funcionários capazes de identificar problemas antes dos clientes os encontrarem.

    4. Logística: com aumento de 1%, a capacidade de organizar comprar, vendas e armazenamento é muito valorizada.

    5. Arquitetura da web e frameworks de desenvolvimento: cada vez mais brasileiros têm acesso a internet e essa demanda precisa ser atendida pelas empresas, apesar da diminuição de 2% nas buscas, essas competências e habilidades ainda ficam no topo.

    6. Middleware e softwares de integração: a pequena queda de 2% não é um indicador ruim para os especialistas da área.

    7. Engenharia e armazenamento de dados: engenheiros de dados tiveram um aumento de 3% nas buscas na rede em 2015.

    8. Segurança da informação: apesar da queda de 2%, os especialistas em segurança de informações são muito procurados por recrutadores.

    9. Recursos humanos (benefícios e compensações): com um aumento de 15%, pessoas com capazes de calcular benefícios e compensações é o reflexo das empresas buscando fidelizar e gratificar seus funcionários.

    10. Direito empresarial e governança: uma das competências e habilidades estreantes na lista, surgiu em resposta as repetidas denuncias de escândalos e corrupção.

    IMPACTO NO SEU CURRÍCULO

    Esses dados vêm diretamente do LinkedIn, cada vez mais empresas estão buscando seu próximos funcionários na rede. Caso seu perfil esteja desatualizado, não ativo ou não criado, este é um bom momento para rever suas competências e habilidades e assim poder ser encontrado por um emprego novo ao invés de ficar procurando.

     

    Fonte: http://www.e-konomista.com.br

  • IDEIAS CRIATIVAS PARA GANHAR DINHEIRO SEM MUITO ESFORÇO

     

    Está à procura de ideias criativas para ganhar dinheiro? Em 2016, será preciso ser cada vez mais inovador e inventivo para ganhar o seu, mas não é por isso que as chances serão nulas. Aprenda ideias criativas para ganhar dinheiro e salve a sua pele esse ano.

    IDEIAS CRIATIVAS PARA GANHAR DINHEIRO: O QUE FAZER

    Veja a seguir uma lista de coisas que você pode fazer, com dicas para quem não tem e precisa de ideias criativas para ganhar dinheiro e quem tem dinheiro e procura uma maneira de investir diferente da poupança.

    PARA QUEM PRECISA DE DINHEIRO

    Quem precisa de dinheiro pode vender objetos, roupas, livros e artigos fora de uso na internet e em comércio especializado em segunda mão. Outra opção é trabalhar com a renovação de mobiliário e confecção de móveis reciclados a partir de palets e caixas de feira. Aqui vão algumas ideias criativas para ganhar dinheiro sem fazer muito esforço.

    1. Vender artigos usados na internet

    Uma alternativa para se livrar de artigos que já não têm valor para você, mas podem ter para outros é usar sites de vendas em segunda mão para fazer dinheiro com aquilo que não tem mais uso para você. Isso vale especialmente para os móveis, roupas adquiridas no exterior, peças de coleções, edições limitadas e raridades.

    Sites: Enjoei.com, mercadolivre.com.br, olx.com.br, bomnegocio.com

    2. Vender livros em sebos

    Os sebos são locais geralmente empoeirados que vendem livros em segunda, terceira, vigésima sétima mão. Quem tem coleções completas que não têm mais uso pode vende-las no sebo e conseguir uma graninha extra com isso. Versões antigas e raras têm especial destaque e podem receber um pagamento mais atrativo. Para livros recentes, que são facilmente encontrados, o preço por unidade costuma ficar em torno dos R$ 3. Já os livros acadêmicos que ainda são procurados podem ter um preço melhor. O livro Administração de Marketing pode ser vendido por R$ 30, dependendo do seu estado de conservação.

    3. Mobiliário reciclado

    Reformar peças e artigos de decoração e dar um novo ar a elas é um trabalho que pode ser divertido e relaxante e requer um investimento baixo. O ideal é começar com peças pequenas. Quem tem vontade de seguir com a atividade, pode apostar na construção de móveis com objetos reciclados, especialmente palets e caixas de feira. Outra ideia legal é reformar esses itens e colocá-los a venda nos sites já citados acima. Há chances de lucrar até 10 vezes mais sobre o investimento, mas o mercado é pequeno e exige divulgação constante.

    4. Vender roupas em brechós

    Sabe aquela peça única que você tem no armário, mas já enjoou? Ela pode ser de outra pessoa. Destaque especial às peças de vestuário de marcas do exterior não existentes no Brasil, desde o segmento luxo ao popular. Em São Paulo, é possível encontrar bons brechós na Vila Madalena, mas é importante vender peças em bom estado de conservação.

    5. Consultor Natura Digital

    Sem ter o trabalho de recolher os pedidos e distribuir entre os clientes, ser um consultor da Natura online é muito mais simples e garante 20% de lucros sobre todas as suas vendas. Basta criar o seu espaço, vender online e receber os lucros. Você pode fazer a divulgação via Facebook e, quanto mais vendas fizer, mais vai aparecer no top de consultores para quem acessa a página de todo o Brasil.

     

    Fonte: http://www.e-konomista.com.br

  • Mindfulness pode ajudá-lo a ser um profissional melhor

    Liderar a si mesmo, retomar o comando de sua mente, de suas emoções, do seu foco, do seu tempo e de sua vida, quem não quer?

     

    Não tem jeito. O mundo não vai ficar mais simples, a quantidade de informações com que temos que lidar não vai diminuir, nosso dia não vai ter mais do que vinte e quatro horas, as distrações a que estamos submetidos a todo instante não vão dar descanso e vamos sempre ter muito mais coisas a fazer do que damos conta.

    E sua mente já está pedindo férias! Talvez o estresse já esteja à sua porta com suas conhecidas consequências: insônia, irritabilidade, ansiedade, sensação de culpa por não estar se dedicando ao que deseja, dentre outras.

    O que fazer diante deste quadro? Se o contexto não vai ficar mais fácil, só nos resta encontrar alguma ferramenta para lidar com ele, de forma a deixarmos de ser escravos das circunstâncias e nos tornarmos senhores de nós mesmos e de nossa vida.

    A boa notícia é que esta ferramenta existe: chama-se Mindfulness. Sem uma palavra adequada em Português, tem sido traduzida aqui como “Atenção Plena”. Trata-se de um conjunto de técnicas meditativas, comprovadas cientificamente, que estão ganhando mais e mais adeptos a cada dia no mundo todo, inclusive em empresas, por duas razões: é simples e altamente eficaz. Mindfulness é pura neurociência. Embora tenha sua inspiração em práticas ancestrais, não tem qualquer conotação religiosa. E o melhor: pode ser praticada por qualquer pessoa, em qualquer lugar, nem que seja por apenas um minuto.

    Manter o foco talvez seja a habilidade mais valiosa nos dias de hoje para qualquer profissional. As pesquisas mostram que em quase 47% de nosso tempo estamos desconectados do que estamos fazendo. Ou seja, estamos fazendo uma coisa e a nossa mente está pensando em outra. Talvez remoendo algo que aconteceu ou pensando em algo que ainda vai acontecer. Em grande parte do tempo estamos desatentos ao momento presente. Esta situação produz uma incrível perda de energia mental, baixa produtividade e decisões equivocadas, além de diminuir incrivelmente nossa capacidade de escuta, de perceber a nós mesmos e aos outros, empobrecendo nossos relacionamentos.

    As vantagens trazidas pela tecnologia, que nos mantém o tempo todo conectados e nos dá velocidade de resposta, estão sendo suplantadas por seus malefícios: excesso de interrupções, sobrecarga de informações irrelevantes e entulho mental. Nosso dia está cada vez mais fragmentado. Isso tem nos roubado horas preciosas que poderíamos dedicar de forma concentrada a trabalhar por nossos próprios objetivos e interesses, pessoais ou profissionais. E o pior, roubam-nos a liberdade mental e o espaço de que necessitamos para criar e inovar.

    Praticar Mindfulness não significa que iremos nos alienar do mundo. Pelo contrário, significa que iremos reconquistar nossa capacidade de priorizar, de focar e de responder às pressões de maneira mais eficaz e assertiva. E de encontrar paz em meio ao caos.

    Portanto, aprender a praticar Mindfulness tornou-se indispensável para qualquer pessoa que queira ter mais presença, mais foco, mais clareza mental, mais disponibilidade para perceber a si e aos outros, mais serenidade e equilíbrio emocional. E, principalmente, tornou-se uma ferramenta estratégica para aqueles profissionais que desejam diferenciar-se, focar em seus objetivos e realizar algo de fato significativo e inovador.

     

    Ana Marchi

    www.vocedebemcomseutrabalho.com

    AnaMarchi

  • As contas sempre chegam

    “Podem demorar, mas chegam”

    O Brasil é o país da impunidade e da roubalheira. Isso não há como negar. Como cantava o Renato do Legião urbana, “Na favela, no senado, sujeira pra todo lado…. Que país é esse? Que país é esse?”. Está difícil acompanhar as notícias sem um saco de vômito na mão. É triste, muito triste ver um país com tantas coisas maravilhosas, muita gente do bem e tanto potencial sendo pilhado por corruptos em todos os níveis da sociedade. A pergunta que sempre me faço é: Será que um dia haverá mudança? Eu ou a minha filha a veremos?

    Mas uma coisa temos que concordar – Os tapetes estão sendo levantados. E além da sujeira, que é muita, alguns rostos estão aparecendo e sendo desmascarados. A impunidade é forte, mas não eterna. Como já escrevi aqui neste espaço, “a mentira tem vontade própria”. Não adianta tentar escondê-la. Um dia, quando você menos espera, ela se mostra. A mentira gosta de palco.

    Hoje o meu sentimento é um só, e acho que uma boa parte dos brasileiros pensa como eu. Quero mesmo é que todos sejam pegos e sofram as piores consequências pelo que fizeram de mal ao país. Políticos, empresários, profissionais liberais, lobistas, parentes e qualquer outro que tenha conta pra pagar. Que paguem e paguem caro.

    Sempre quando penso nisso é inevitável não fazer uma ponte com a vida profissional. Quem já foi meu aluno sabe que abro toda e qualquer conversa sobre planejamento de carreira com uma frase: “A carreira é uma maratona, não uma prova de 200 metros”. No curto prazo, tudo funciona. Puxar o saco do chefe, roubar uma ideia de um colega, puxar o tapete de outro e outras táticas medonhas. Mas no médio e longo prazos só uma coisa funciona: Resultados. Ou seja, a meritocracia está sempre no comando e de olho em todos nós. Cada um colhe o que planta, na vida e na carreira. Depois de 25 anos de estrada e 10 anos estudando o tema, não tenho mais dúvida alguma.

    Com a assertividade que me é peculiar, digo sempre aos meus alunos: – Se você não está satisfeito com o que está rolando na sua carreira ou com o rumo dela, a primeira coisa a fazer é olhar para trás e fazer um balanço das suas atitudes, posturas e decisões. Só se for muito cego não vai ver que o que acontece hoje é fruto de decisões (ou indecisões) do passado. É quase matemático.

    Entretanto, fazer esse balanço só ajuda a ter consciência da situação, mas não a muda. O que muda o rumo de uma carreira são decisões e ações concretas. E nunca, nunca mesmo, é tarde para fazê-lo. Conheço inúmeros casos de pessoas que promoveram mudanças enormes na forma de conduzir a sua carreira e colheram frutos bem rápido. Basta querer, querer mesmo e, óbvio, colocar os exércitos no campo de batalha.

    Pois hoje o que me rouba minutos de reflexão é isso. Sem qualquer conotação religiosa, acredito que o mundo é uma grande conta corrente. Se o saldo está positivo ou negativo, depende dos depósitos e saques que fazemos todos os dias. Sigo sem acreditar em obra do acaso, por mais que respeite as teses que a defendem. Acho que as nossas decisões de hoje moldam o que virá no futuro. E quem achar que consegue sentar no bar, beber e sair sem pagar a conta, vai se pego e vai ter que pagar de qualquer jeito ou com qualquer moeda.

    Essa forma de enxergar as relações de causa e efeito me faz ficar atento e me sinto bem assim. Quando a tentação de fazer algo errado me visita, como visita a todos, nunca perco a consciência de que, se aprontar, as consequências virão, mais cedo ou mais tarde. Hoje, mais do que nunca, prefiro não fazer. Isso, pelo menos, me permite colocar a cabeça no travesseiro e dormir em menos de 1 minuto, sem ficar olhando para o guarda-roupas com medo de algum fantasma sair dali no meio da madrugada. Pense nisso e guarde essa frase: “As contas chegam, sempre”. Até o próximo!

     

    Prof. Marcelo Veras
    VERAS

     

  • Pilares para 2016

    “Construa o seu ano de 2016 com base em alguns pilares”

    O passado, na maioria das vezes, é uma âncora. As pessoas que ficam presas a ele não evoluem. O que aconteceu já foi. Não volta mais, não dá para mudar. Ficar lamentando o que foi feito ou o que não foi feito é uma grande bobagem e perda de tempo. Guardar raiva, rancor ou arrependimento também trava a mente e nos impede de dar o foco no que realmente importa – no que virá. Nos momentos onde ainda posso agir e interferir.

    2015 acabou. Para muitos não foi um ano bom. Mas, como eu disse no artigo anterior, quem tem saúde tem que comemorar e seguir em frente. Quem não tem, lute para reconquistá-la. Agora é fazer 2016 acontecer. Esqueça o que passou e vamos olhar para frente. Tem um ano inteiro lhe esperando e curioso para saber qual será a sua postura perante ele. 2016 é uma folha branca. Escreva!

    Hoje quero propor seis pilares para quem deseja ter um bom ano. Fiz a síntese da síntese do que acredito que pode ajudá-lo. As seis dicas estão divididas nos três pilares – pessoal, financeiro e profissional. Veja se vale a pena. Se acredita que sim, abra a sua agenda 2016 e coloque data e hora para executar cada um deles.

    1. Dimensão pessoal

    – Alimentação: Coma mais vezes ao dia, em menores quantidades. O ideal é se alimentar 5 vezes ao dia. Nunca passe mais de 4 horas sem colocar algo na boca. Coma mais no café da manhã e menos à noite. Corte alimentos ricos em carboidratos depois das 21h. Você verá o resultado na balança em pouco tempo.

    – Atividade física: Reserve três dias por semana, 30-40 minutos, para fazer alguma atividade física. Se você não faz nenhuma, comece devagar. Procure ajuda com um profissional da área. Faça uma avaliação física completa, conheça seus indicadores (percentual de gordura, indicadores de condicionamento, flexibilidade e postura)  e estabeleça metas para 3 meses, 6 meses e a ano. Escreva essas metas e acompanhe a cada trimestre. Você vai se motivar a cada nova conquista.

    1. Dimensão financeira

    – Gaste menos do que ganha: Independente de quanto ganha, não gaste tudo. Crie o hábito de poupar, mesmo de seja R$ 50,00 por mês. Faça uma blindagem desse dinheiro para não se sentir tentado a gastar.

    – Estude finanças pessoais: Comece a estudar o assunto. Faça um curso ou peça a um amigo para lhe explicar os princípios das finanças pessoais. Você vai descobrir coisas incríveis e se sentir motivado a construir patrimônio para o futuro.

    1. Dimensão profissional

    – Cuide das suas relações: Marque na sua agenda espaços para contatar e conversar com os seus contatos profissionais. Busque sempre descobrir como você pode ajudar essas pessoas nos seus desafios e problemas. Faça o que estiver ao seu alcance para ajudá-las. Esse é um dos melhores investimentos que podemos fazer na nossa carreira – construir relações ganha-ganha.

    – Invista em educação continuada: Não pare de estudar. Coloque na sua agenda espaços para você desenvolver novos conhecimentos, seja com cursos ou com leituras, vídeos e até mesmo com amigos próximos. Educação é e sempre será o maior ativo de um profissional.

    É isso. Garanto que as seis dicas acima podem ajudar a construir um ótimo ano. Esqueça o que passou e construa o que virá. Até o próximo e sucesso em 2016!

     

    Prof. Marcelo Veras
    VERAS
  • As três faces da Empatia

    “Entender, sentir e cooperar”

     

    Na sua opinião, qual é um dos maiores males da atualidade? Na minha, não tenho dúvida, o fanatismo. Escrevi sobre isso no meu artigo anterior. E o segundo maior mal? Também não tenho dúvida – a falta de empatia. Esse é o meu assunto de hoje. O fanatismo sem controle tem quase produzido mais desgraça e insegurança do que algumas guerras. Já a falta de empatia, é o catalizador maior do primeiro mal. Quando o ser humano não é capaz de se colocar no lugar do outro, a intolerância e o desrespeito tomam o poder, controlam a mente e determinam as ações. O resultado é um só – cada um por si e ninguém pelo bem de todos.

    Chefes esquizofrênicos, políticos corruptos, colegas de trabalho que dedicam mais tempo a fazer o mal do que a trabalhar bem em equipe e produzir, empresários gananciosos que visam o lucro a qualquer custo e por aí vai. O mundo atual é um barril de pólvora. Não há como prever e evitar todas as explosões, elas vão ocorrer e vão trazer consequências ainda maiores. O limite está próximo.

    Empatia é algo fácil de entender, mas hoje quero me aprofundar no seu conceito, mostrar as suas três faces e como essa competência é tão importante para a vida e para a carreira. Embora, infelizmente, rara nos dias atuais, garanto que quem souber desenvolvê-la vai sair na frente e colher sempre bons frutos.

    Ter empatia é ser capaz de se colocar no lugar do outro. O conceito é fácil de entender, mas é amplo demais. O que significa “se colocar no lugar do outro”? Bom, quando discuto essa competência em sala de aula, sempre vejo um certo incômodo em relação ao real significado dessa competência e de como potencializá-la. Portanto hoje resolvi explorar as três atitudes práticas de quem tem uma boa empatia. Vamos lá:

    Primeira: Dimensão cognitiva. Traduzida em uma frase, seria: “Eu entendo a sua perspectiva”. Ou “eu entendo o seu sentimento”. Isso se consegue sendo um bom ouvinte, concentrado no que o outro está falando e procurando, a partir do sentimento exposto, entender perfeitamente por qual motivo aquele sentimento está ali.

    Segunda: Dimensão emocional ou afetiva. De novo, traduzida em uma frase, seria: “eu sinto o que você sente”. Em outras palavras, se você realmente compreendeu o porquê do sentimento da outra pessoa, tentar colocar o seu pé no sapato dela e sentir a dor que ela sente. Isso se consegue a partir da dimensão anterior. É como se eu saísse de mim e passasse a enxergar o mundo como o outro, mesmo que por um instante, apenas para sentir o que ele sente;

    Terceira: Dimensão comportamental. Essa é a dimensão da ação. Em outras palavras, “Conte comigo”. Eu entendo o seu sentimento, consigo sentir a sua dor e me coloco à disposição para lhe ajudar.

    Veja, essa quebra em três dimensões ajuda muito a entender como essa competência precisa ser materializada nas relações. Cada dimensão nos faz um convite claro para uma jornada de entendimento e ação em relação às pessoas que convivem conosco. Não sei se você enxergou o poder que a empatia tem de mudar um departamento, uma empresa, uma cidade, um país e até o mundo. Infelizmente, essa competência está pouco democratizada e não é trabalhada na preparação de profissionais para o mercado. Mas se analisarmos as corporações e sociedades mais desenvolvidas, a preocupação empática é mais evidente. Nas sociedades e empresas mais desenvolvidas, as pessoas têm posturas mais equilibradas e que visam o bem coletivo e não só individual. Mas isso, repito, é mais raro hoje do que político honesto.

    Portanto hoje fica essa dica. Invista nessa competência. Concentre-se em quem está a sua volta. Tenha interesse genuíno pelas pessoas com as quais convive. Não deboche dos sentimentos alheios. Não é porque algo não lhe toca ou dói que não pode estar fazendo um estrago em alguém perto de você. O mundo precisa de empatia. As empresas precisam de empatia. Os líderes precisam de empatia. Sem ela, estaremos cada vez mais nesse ciclo vicioso do “cada um por si”. Até o próximo!

     

    Prof. Marcelo Veras
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  • Não se esconda na crise

    “Quem ficar na toca, vai dançar. Quem sair dela, vai colher”

    – Theo, Theo, onde você vai? Que cara é essa? Parece transtornado!

    – Vou sair por aí. Procurar comida, água e novos projetos.

    – Você bebeu? Estamos todos aqui, juntos. Pra quê se arriscar? O chefe falou para ficarmos juntos nessa crise e não nos arriscarmos muito. Tá faltando comida, água, tudo por aqui. Vamos esperar tudo isso passar e seguimos em frente!

    – Pois é, não concordo com ele. Ficar aqui, parado, esperando as coisas caírem do céu? Nem pensar. E tem mais, percebe o cheiro que fica no ar com todo esse bando junto, sem tomar banho há dias. Eu, heim! Vou nessa!

    E assim Theo se mandou, sozinho, no meio da seca e do calor dos infernos, mas confiante que a crise do momento não deveria lhe estagnar ou acomodar.

    Depois de algumas semanas, com o tempo melhor e a chuva dando sinais de que cairia, o bando de Gnus resolveu se mover. Todos sujos, entediados, desanimados e magros, saíram pelas savanas na direção da chuva e do verde. Depois de tanto tempo sem se exercitarem, alguns nem conseguiram mais levantar e morreram por ali mesmo. Os que conseguiram seguir, estavam magros, descontentes e com o raciocínio meio travado. Afinal, foram muitos dias sem encontrarem nada.

    Mais adiante, avistaram de longe um grupo pequeno de Gnus. Todos fortes, felizes e dançando. Ao chegarem perto, quem dá um sinal? Theo. Ele mesmo.

    – Theo! Tudo bem? Que bom vê-lo! Achávamos que você tinha morrido.

    – Olá, queridos! Bom revê-los também. Pois é, confesso que também tive medo de morrer, mas acho que o medo também me ajudou a enfrentar a situação.

    – O que você fez? Pra onde foi? Conta, conta!

    – Bom, o que fiz foi simples. Fui em busca dos meus amigos e parceiros. Fui procurá-los para saber se tinham alguma oportunidade para mim ou um espaço em seus bandos. No início, tive um pouco de vergonha, mas depois fui ganhando confiança e mostrando os meus talentos. Sou um bom farejador, sabia? E tenho persistência! Eles curtiram essas habilidades.  Até que achei esse grupo. Eles precisavam exatamente que eu tinha para oferecer. E aqui estou.

    – Caramba, Theo! Que legal. Parabéns pela coragem e iniciativa. Enquanto isso, nós ficamos lá, parados e esperando as coisas melhorarem. Que perda de tempo!

    Essa fábula me veio à cabeça depois de uma mensagem que recebi nessa última semana. Uma ex-aluna me escreveu pedindo ajuda para escolher entre duas propostas de emprego que tinha nas mãos. Duas empresas grandes, dois cargos legais, dois possíveis futuros chefes competentes e uma dúvida: Qual escolher?

    Veja:  no meio de uma crise, alguém com duas propostas fantásticas e tendo que escolher entre elas. Um caso raro? Não. Pode acreditar. Mesmo em momentos difíceis, há pessoas que estão encontrando oportunidades e crescendo. E a razão disso é que essas pessoas não estão enfiadas em uma toca esperando a crise passar. Estão ativando a sua rede de contatos, conversando com pares do mercado, estão atentas aos movimentos de algumas empresas e setores que já estão se preparando para retomar o crescimento.

    A crise vai acabar. Não tenha dúvida disso. Já ouço rumores de que alguns setores já começam a pensar no segundo semestre de 2016 com apetite de contratar e crescer. O Brasil não vai afundar. O mundo não vai acabar.

    Portanto, se você estiver na toca, saia já! Tome um banho, coloque suas armas (competências, habilidades) na cintura e vá encontrar um lugar onde possa fazer a diferença. Apresente-se, sem vergonha ou temor. Só não fique na toca, porque dali não sai nada. Até o próximo!

     

    Prof. Marcelo Veras
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