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  • A ARTE DE FALAR EM PÚBLICO

    A ARTE DE FALAR EM PÚBLICO

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    No cenário corporativo muito se discute sobre a habilidade da comunicação, sendo considerada como aspecto básico no escopo dos cargos de qualquer organização. Com o passar do tempo, as empresas têm entendido que a base do seu crescimento organizacional está pautada no capital humano e intelectual. Mas, como administrar a diversidade dos indivíduos na unidade institucional? Afinal, de quem é a responsabilidade por direcionar os objetivos individuais, antes fragmentados, rumo aos objetivos globais da empresa? Certamente, a comunicação será uma forte aliada neste processo.

    Tudo bem, já entendemos que a comunicação é essencial para qualquer progresso profissional; mas, frente a esta necessidade, surge a dúvida: os profissionais do mercado são hábeis na arte de se comunicar? Segundo a Revista Exame: “… num mercado tão competitivo como o de hoje, aqui e em qualquer lugar do mundo, os profissionais dos mais diversos ramos de atividade têm de estar preparados para tomar a palavra e argumentar de forma convincente…”. Mas, infelizmente, não é bem este o quadro da grande maioria dos profissionais. Oportunidades, portanto, é que não falta: dirigir ou participar de reuniões, fazer exposição de produtos e serviços, proferir palestras e conferências, ministrar aulas e treinamentos, falar diante de subordinados e superiores, dar entrevistas para rádio, televisão, etc. Todavia, falar em público ainda ocupa o topo da lista, quando se questiona sobre os maiores medos das pessoas, superando outros medos clássicos da humanidade, tais como: medo de morrer, de altura, de insetos e de voar.

    Segundo Alves Mendes, orador sacro português, “A oratória é a mais típica e a mais gráfica manifestação da arte, porque é a arte da palavra — da palavra que é a vestidura do pensamento, da palavra que é a forma da ideia, da palavra que é nítida voz da natureza e do espírito… e que por seus rendilhados e riquezas, por suas graças e opulências, aclama a oratória, rainha das artes, e o orador — rei dos artistas!”. Dominar esta arte, portanto, requer muito treinamento, dedicação e atualização. Mas, assim como toda boa arte, seus frutos se manifestam pela satisfação do artista e reconhecimento do seu público.

    O caminho da excelência na arte de se comunicar é um percurso árduo e complexo, mas repleto de ganhos e descobertas. Portanto, dedique-se, planeje, pratique, e se descubra como um verdadeiro artista e encante o seu público, ao se comunicar com excelência.

    Filipe Lopes

    Psicólogo

    FilipeLopes_II

    Executive Coaching

    www.lopesrh.com.br

  • CASO 04 – COMO RESOLVER O TRANSTORNO DE UMA BATIDA DE TRÂNSITO.

    CASO 04 – COMO RESOLVER O TRANSTORNO DE UMA BATIDA DE TRÂNSITO.

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    A CMAC – Câmara de Mediação e de Arbitragem de Campinas volta hoje com mais um de seus casos solucionados.

    Caso 4: A Batida no trânsito.

    Recentemente a CMAC ajudou um grupo de pessoas envolvidas em um conflito havido no trânsito de Campinas. Numa tarde chuvosa, 5 carros se envolveram em um engavetamento.

    Todos nervosos culpando-se uns aos outros, a chuva, ao farol, ao asfalto liso, ao pneu careca do carro amarelo, à imprudência do motorista do carro vermelho, ao excesso de velocidade do carro azul etc…

    O fato é que ninguém se entendeu. As seguradoras também não se entenderam. Todos querendo descobrir um culpado para que sobre ele, caísse todo aquele prejuízo, até que um aluno de uma faculdade de Direito, filho de um dos motoristas envolvidos, falou a respeito dos métodos alternativos de solução de conflitos.

    Convencido, seu pai convenceu mais outros 2 motoristas envolvidos e juntos foram até a Câmara de Mediação e Arbitragem de Campinas. Lá na secretaria da câmara, após pagarem a taxa de abertura de procedimento, souberam quando seria o encontro com os outros 2 motoristas e as seguradoras.

    Na data marcada todos vieram com seus respectivos advogados e dentre eles 4 já haviam participado de outras sessões de mediação ou de arbitragem. Logo, o caso foi resolvido sem que se apontassem culpados. Todos assumiram seus deveres e receberam seus direitos.

    Isso é o que uma câmara de solução de conflitos pode fazer pelas pessoas. Ajudar a resolver seus problemas sem o desgaste de um processo judicial e de forma rápida e segura.

     

    Conheça mais a respeito dos nossos serviços no site:

    CMAC – Câmara de Mediação e Arbitragem de Campinas
    Rua Barbosa da Cunha nº 03 – Jd. Guanabara – Campinas – SP
    Fones: (19) 33250004/33250006 – e-mail: cmac.secretaria@cmacps.com.br
    www.cmacps.com.br

    Facebook: https://www.facebook.com/groups/cmac2012/

  • CTPS – entrega, devolução e extravio

    CTPS – entrega, devolução e extravio

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    A CTPS (Carteira de Trabalho e Previdência Social) é um documento de identificação do trabalhador que permite ao governo analisar a mão de obra empregada e a desempregada. Além disso, através da CTPS, o empregador pode obter informações sobre o trabalhador analisando os contratos de trabalho nela registrados.

    Já para o trabalhador, a CTPS demonstra o tempo de serviço pelo qual este contribuiu para fins de aposentadoria, assim como, comprova a existência de contrato de trabalho e suas condições como salários e sua evolução, férias, etc.

    Atualmente, a CTPS é usada pelos trabalhadores urbanos, domésticos, rurais, temporários, dentre outros.

    As anotações na CTPS devem ser feitas pelo empregador que deve exigir que a mesma seja apresentada pelo trabalhador. Nenhum trabalhador pode se negar a apresentar a CTPS para as devidas anotações.

    O trabalhador deve entregá-la ao empregador mediante recibo. O empregador deve fazer as anotações pertinentes e devolver o documento ao trabalhador no prazo de 48 horas, também mediante recibo.

    O fornecimento de recibo pelo empregador quando recebe a CTPS, assim como, pelo trabalhador quando a recebe de volta é de extrema importância para evitar alegações de extravio.

    A não devolução da CTPS ao empregado é passível de condenação do empregador a indenizá-lo pelos danos decorrentes.

    Os danos ao empregado podem ser o comprometimento de sua recolocação no mercado de trabalho e a perda das informações sobre vínculos anteriores que estavam anotados na CTPS. O empregado deverá comprovar os danos suportados em eventual reclamação trabalhista.

    O empregado deverá comprovar também que entregou a CTPS ao empregador, daí a importância de pedir recibo quando da entrega.

    Assim como, o empregador deverá provar que devolveu a CTPS ao empregado, por isso, é de extrema importância que ambas as partes tenham recibo de entrega e de devolução do documento.

    Caso o empregado comprove a entrega da CTPS para o empregador e este não comprove a devolução poderá ser condenado ao pagamento de indenização por danos morais.

    Nossos Tribunais têm entendido que o extravio da CTPS do empregado lhe causa danos de ordem moral na medida em que o documento registra suas experiências e os salários anteriores.

    O valor das condenações tem sido em torno de R$ 5.000,00 a R$ 10.000,00.

    Por isso, não deixe de exigir o recibo de entrega de sua CTPS ao seu empregador!

     

    Depto. Trabalhista

    Barini De Santis Advogados

  • Nunca é tarde para mudar

    Nunca é tarde para mudar

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    “Agora é tarde para mudar! A desculpa dos fracos”

     

    Toda vez que discuto com alguém o tema mudança, duas perguntas entram na pauta: Até quando devemos promover mudanças radicais na nossa vida ou na nossa carreira? Será que existe uma idade limite para determinadas mudanças? Você já pensou nisso? Qual é a sua opinião sobre o tema? Como você já deve imaginar, eu tenho a minha. E quero dizê-la, e ao mesmo tempo provocá-lo(a), com um caso atual.

    Nesta semana, o meu grande amigo há 23 anos, Max Franco (43 anos, dois filhos, residente em Fortaleza desde que nasceu e há 25 anos na mesma empresa), promoveu uma mudança na sua vida que fez muita gente morder a língua. Aceitou um convite para um novo e grande desafio – Implementar o seu maior projeto profissional (viagens pedagógicas) em um novo grupo educacional de Campinas e região. Mudou de empresa, de casa, de cidade, de cultura, de ambiente profissional…. de tudo. Vai ficar este ano longe da família, visitando quinzenalmente, até todos virem também para a nova cidade.

    Há muita gente o chamando de louco e irresponsável. Mas tenho certeza que engrossarão a fila dos que estão fazendo curativo na língua. O seu conhecimento e experiência irão promover uma revolução que ainda não foi vista aqui por estas bandas. Tenho certeza disso. Ele vai fazer um belo projeto nesta nova empresa. Vai ganhar visibilidade e fazer novos contatos. Decidiu fazer também, de cara, uma Pós Graduação em “Inovação na Educação”. Ou seja, o cara está realmente decidido a crescer, experimentar novos desafios e construir uma nova história. Louco para alguns, empreendedor para mim.

    Pode ser que dê errado? Claro que pode. Pode ser que ele decida, em algum momento, voltar para a sua cidade e retomar projetos de lá? Claro que pode. Mas eu duvido. As oportunidades que, com certeza, aparecerão por aqui vão fazê-lo se encantar cada vez mais com esta nova vida. O tempo vai mostrar quem está certo. Aliás, acabo de me lembrar de uma frase muita usada pelo meu sócio e amigo Luis Rasquilha, de autoria de um colega dele de Portugal: “Quando desafiamos o futuro, a ignorância do presente se revolta. Mas o tempo acaba por premiar os mais ousados”.

    Pois é, quem acha que há limite de tempo ou de idade para grandes mudanças na carreira, tem aqui mais um belo exemplo de que a vida nos faz convites o tempo todo. Uns para pequenas festas e outros para grandes bailes. A maioria recusa estes convites, por medo, insegurança ou por acharem que a partir de uma determinada idade não cabem mais mudanças radicais. Uma pena para quem pensa assim.

    O mundo atual tem muitos problemas, mas uma coisa é inegável e só não enxerga quem não quer: As oportunidades pipocam todo dia ao nosso lado. Basta ficar atento, escolher e embarcar para novas jornadas. O medo é justificável e não pode ser condenado. É claro que dá medo mudar. É claro que, depois de uma certa idade, este medo aumenta. Mas coragem não é ausência de medo. Ter coragem é ter consciência do medo e enfrentá-lo. Quando se tem competências bem desenvolvidas e reconhecidas, o medo se dissipa. Ele desiste e vai procurar pessoas despreparadas. O medo tem dessas coisas. Ele é chato, insiste em nos fazer desistir, nos provoca, mas uma hora desiste.

    É isso. Pense nisso durante esta semana. Esqueça essa bobagem de que agora é tarde. Mude. Mude o que tiver que mudar. Não se esquive das oportunidades que aparecerem. Faça como o Max. Não tenha medo do novo. Ele pode mudar a sua vida para muito melhor. Até o próximo!

     

    Prof. Marcelo Veras
    VERAS
  • Como se destacar no Mercado de Trabalho em Ano Eleitoral e Copa do Mundo?

    Como se destacar no Mercado de Trabalho em Ano Eleitoral e Copa do Mundo?

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    Cada ano que se inicia traz consigo novos projetos profissionais, novas expectativas e a busca de novos horizontes. Todavia, 2014 é um ano que se projeta como um período muito especial para todos os brasileiros, pois o Brasil será sede de um dos maiores eventos mundiais: a Copa do Mundo. Este é um momento quase mágico para todos os torcedores, e muitas pessoas que até não se classificam como fãs do futebol, ainda sim, dedicam-se a torcer e vibrar com essa competição.

    Nesse contexto o Brasil passa a ser o foco das atenções, pois o mundo inteiro quer saber como andam as preparações, como será a recepção aos estrangeiros, a evolução da construção dos estádios, as instalações físicas das cidades que irão receber seleções e hospedá-las. Enfim, a imprensa mundial direciona suas lentes para o chamado “País das Oportunidades”, o Brasil. Consequentemente começam surgir diversas críticas internas e externas: Afinal, estamos preparados?

    Comumente escutamos o velho ditado: “Fale bem ou fale mal, mas fale de mim”. Seria essa, de fato, a nossa intenção? Repercutir a ideia de que não temos planejamento, estrutura e preparação de pessoal pelo simples prêmio de consolação de estarmos em evidência? Destacar-se pelas falhas e despreparo, isto sim, seria jogar contra o próprio patrimônio nacional. Pelo contrário: podemos transformar a Copa do Mundo no Brasil em um evento encantador.

    Muitas pesquisas que apontam um prognóstico do Mercado de Trabalho Brasileiro tendem a considerar este ano como um bom momento, apesar de ainda termos uma taxa de desemprego que alcança o índice de 6,7%. Algumas pessoas ainda se arriscam em um discurso pessimista, no qual tendem a piorar essa taxa; todavia, ainda priorizo posicionar-me no time dos otimistas, que enxergam o nosso País como altamente competitivo, desde que saibamos utilizar todo nosso potencial — que infelizmente acaba sendo mal administrado tanto em gestão pública e organizacional como na esfera individual de planejamento de vida.

    Em ano de Copa do Mundo, o país sede já tem uma tendência a camuflar muitos aspectos de sua própria realidade, com o intuito de apresentar apenas o que se considera relevante para uma exposição saudável e amigável. Concomitantemente, este ano também será ano eleitoral, no qual representantes políticos se lançam como “amigos do povo” para buscar uma confiança, que é depositada na hora do voto.

    Analisando muitos casos de sucesso, as principais pessoas bem-sucedidas profissionalmente são aquelas que se permitiram sonhar, fizeram o seu planejamento, implementaram as ações e buscaram aperfeiçoamento contínuo. No sentido oposto, migram as pessoas malsucedidas, que bloqueiam os seus sonhos, por não se sentirem capazes, que pecam por falta de planejamento, reclamam mais do que fazem, e param no tempo no quesito qualificação profissional. Por fim, ainda questionam o porquê de não haverem obtido sucesso.

    É lamentável deparar-se com pessoas que se recusam a aceitar oportunidades por julgarem estar em um contexto desfavorável, seja financeiramente, por indisponibilidade de tempo ou compromissos pessoais. Esperar que as coisas melhorem para poder começar um curso de qualificação, por exemplo? Não seria mais assertivo, primeiro, buscar uma melhoria pessoal e, posteriormente, você mesmo mudar positivamente o ambiente a sua volta?

    Em um ano que se projeta como um mar de oportunidades tangenciais, fica à sua escolha: deixá-lo passar novamente despercebido, ou tornar-se um destaque na sua área de atuação. Portanto: Sonhe, Planeje, Execute e se Aprimore constantemente, pois você não será mais escolhido; pelo contrário: VOCÊ escolherá os lugares onde irá atuar e, desta forma, será livre e bem-sucedido.

     

    Filipe Lopes

    Psicólogo

    FilipeLopes_II

    Executive Coaching

    www.lopesrh.com.br

  • Eficiente e eficaz: tem diferença?

    Eficiente e eficaz: tem diferença?

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    Olá, novamente, pessoal! Prosseguindo com nossos artigos, hoje vamos falar sobre duas palavras parecidas que às vezes até são utilizadas juntas, confundindo-nos. Muita gente tem dificuldade para diferenciar “eficiente” de “eficaz” (e seus equivalentes em inglês) — e isso não é nenhum problema! Então, vamos a elas.

    Em português, uma definição simplificada para começarmos a compreender é dada por: a) ser “eficiente” significa ‘fazer corretamente’ e b) ser “eficaz” significa ‘fazer o correto’. Seus sentidos são também similares nos substantivos “eficiência” e “eficácia”. Em inglês, as palavras são “effective” (termo que não deve ser confundido com “efetivo” em português) e “efficient” (que parece “eficiente”, mas é, justamente, “eficaz”, o que nos confunde ainda mais). Respectivamente, seus substantivos são “effectiveness” (eficiência) e “efficiency” (eficácia).

    Explicando mais: “eficiente” (‘effective’) indica algo que causa o efeito pretendido e o melhor depois de determinado esforço; “eficaz” (‘efficient’) indica a qualidade com que algo é executado e o quanto o resultado foi criativo ou superou a meta inicialmente desejada. Exemplo de situação: Uma empresa não está indo bem e decide dar treinamento para seus funcionários sobre determinada tecnologia nova. O treinamento corre muito bem: todos os funcionários são treinados em tempo recorde, e suas notas nas provas mostram que absorveram o conteúdo de maneira ótima. Mas a produtividade final no trabalho como um todo ainda não melhora. Neste caso, isso mostra que a estratégia da empresa foi eficaz, mas não eficiente. Ou seja, a ação foi feita de maneira correta (dar um bom treinamento) e deu bom resultado em si (as boas notas nas provas). Mas, ainda assim, não era a ação exata mais indicada — embora não se saiba ainda qual será o “remédio” certo. Ou seja, o resultado não foi eficaz. (Não foi gerado o ganho desejado.) Também podemos pensar que ‘eficiência’ se relaciona a um bom processo, e ‘eficácia’, a um resultado de alta qualidade, acima até da expectativa.

    As definições de alguns dicionários de português informam as duas palavras como sinônimos, ou como tendo sentidos muito parecidos, sem distinções muito claras — mas acabamos de ver que seus significados não são iguais. Ex.: a) “eficiência” = ‘produzir bem o efeito desejado ou realizar bem tarefas’; b) “eficácia” = ‘capacidade de produzir o efeito desejado ou esperado’ (Dic. Aulete). O dicionário não está errado, mas é importante pensarmos de maneira mais ampla na diferença em termos de conceito dessas expressões.

    Por outro lado, nos dicionários de inglês (idioma em que os conceitos dessas duas palavras não são tão similares como no português) os sentidos se mostram mais distintos: a) “effective” = ‘producing a result that is wanted : having an intended effect’ (eficiente = que produz um resultado que é desejado : que tem o efeito pretendido); b) “efficient” = ‘capable of producing desired results without wasting materials, time, or energy’ (eficaz = capaz de produzir resultados desejados sem desperdício de materiais, tempo ou energia).

    Outro exemplo de conceito é que se pode cavar um poço com técnica perfeita (com eficiência) e pode-se não encontrar água (ou seja, sem a eficácia que era pretendida no início).

    Com base nestas dicas, conseguiremos agora utilizar as palavras mais certas e em suas situações mais adequadas.

    Obrigado e até a próxima!

    eficiência

     

    Dorival Santos Scaliante

    Administrador e Tradutor

  • SOBREAVISO

    SOBREAVISO

    sobreaviso

    O trabalhador de sobreaviso é o que permanece em local convencionado com o seu empregador para eventuais chamados para a execução de serviços.

    O regime de sobreaviso está previsto pelo parágrafo 2º do artigo 244 da CLT que dispõe:

    “Considera-se de “sobre-aviso” o empregado efetivo, que permanecer em sua própria casa, aguardando a qualquer momento o chamado para o serviço. Cada escala de “sobre-aviso” será, no máximo, de vinte e quatro horas, As horas de “sobre-aviso”, para todos os efeitos, serão contadas à razão de 1/3 (um terço) do salário normal.”

    Assim, a essência do regime de sobreaviso é a existência de obrigação imposta ao empregado pelo empregador para que aquele permaneça em sua residência, esperando eventual chamado. Esta característica retira a liberdade de locomoção do empregado que permanece em constante expectativa durante seu descanso aguardando ser chamado a qualquer momento, ficando ainda impossibilitado de assumir compromissos.

    O empregado que entende permanecer sob o regime de sobreaviso e não percebe a remuneração correspondente de seu empregador deverá ajuizar reclamação trabalhista e provar que em algum momento teve restringida sua liberdade de locomoção durante o suposto período em que permaneceu à disposição.

    Cumpre destacar que os Tribunais têm entendido que o uso de celular fornecido pelo empregador com o atendimento a chamadas, por si só, não caracteriza sobreaviso.

    Nos casos em que o trabalho se restringe ao atendimento a chamadas, sem necessidade de presença do trabalhador no local de realização dos trabalhos, não há que se falar em regime de sobreaviso.

    Recentemente, um consultor de negócios de uma distribuidora de gás não conseguir provar que o uso constante de celular fornecido pela empresa restringia sua liberdade de locomoção e que era punido caso não atendesse às ligações de seus superiores.

    Isso porque, conforme as provas produzidas nos autos, o empregado não era obrigado a permanecer em determinado local à disposição do empregador. Os julgadores entenderam também que não fora provado que havia punição para o caso de não atendimento às chamadas de seus superiores, que comprovaria a falta de controle por parte da empresa.

    A Súmula 428 do TST dispõe que o uso de celular ou instrumentos informatizados fornecidos pela empresa, por si só, não caracteriza o regime de sobreaviso previsto pelo parágrafo 2º do artigo 244 da CLT.

    Segundo a mesma súmula:

    “Considera-se em sobreaviso o empregado que, à distância e submetido a controle patronal por instrumentos telemáticos ou informatizados, permanecer em regime de plantão ou equivalente, aguardando a qualquer momento o chamado para o serviço durante o período de descanso.”

    Assim, é essencial para a configuração do regime de sobreaviso a ocorrência de restrição à liberdade de locomoção do empregado, sua permanência em determinado local aguardando chamado para a qualquer momento ser convocado para o trabalho e a caracterização do controle por parte da empresa.

     

    Depto. Trabalhista

    Barini De Santis Advogados

  • Pequenos hábitos x Grandes resultados – Gastos

    Pequenos hábitos x Grandes resultados – Gastos

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    “A melhor receita para ser sempre pobre é não saber quanto se gasta”

     

    Vamos a mais um da série “Pequenos hábitos x Grandes resultados”. Se você não leu os artigos (parte I e II) onde explico os chamados “hábitos angulares”, pode me enviar um email que respondo com os textos. Hoje quero tratar de um hábito angular que conheço bem e tenho há mais de 14 anos. Trata-se de um hábito relacionado às nossas finanças pessoais. Há aproximadamente um ano, escrevi uma série bem completa (10 artigos) sobre Finanças Pessoais, onde todas as dimensões desta competência foram exploradas. Aliás, recebi inúmeros emails solicitando a planilha que desenvolvi e uso há mais de uma década. Mas sei que o tema é complexo e que é muito difícil desenvolver uma disciplina em relação ao tema. Muita gente, talvez a imensa maioria, quer ser financeiramente saudável, não ter dívidas, fazer poupança e investimentos, mas começar é sempre muito difícil.

    A notícia boa é que existe um hábito angular que tem um poder enorme de catalisar este processo e puxar novos hábitos ao longo do tempo. Este hábito é simples e fácil de iniciar e manter. Trata-se de anotar tudo o que se gasta. Simples assim – anotar tudo o que se gasta. Somente isso. Como iniciar? Você pode fazer isso de duas formas. A primeira, mais simples e acessível a qualquer pessoa, é andar com uma caderneta pequena e escrever em duas colunas o que gastou e o valor. Use uma folha por dia e pronto. Anote tudo o que gastar, mesmo que seja uma despesa de R$ 2,00 para comprar um chocolate na rua. A segunda forma é usar um dos vários aplicativos que existem para smartphones, tanto para quem tem Iphone quanto celulares com sistema Android. São aplicativos simples, baratos (média de US$ 2,00) que você baixa no celular e começa a registrar todas as despesas. A vantagem destes aplicativos é que eles já geram automaticamente um resumo mensal (sem precisar somar tudo que foi anotado) e permitem que você crie categorias de despesas (Ex: moradia, transporte, presentes, supermercado, lazer etc).

    Este hábito é poderosíssimo. Como expliquei nos textos sobre hábitos angulares, eles são chamados assim porque, quando desenvolvidos, puxam novos padrões de comportamento e novos hábitos mais complexos e que dificilmente seriam desenvolvidos isoladamente. Neste caso, garanto (e aposto com quem quiser) que o simples fato de anotar tudo o que gasta por dia, vai disparar um processo sem volta na direção da sua independência financeira. Se você começar e não parar, por pelo menos 5 meses, logo verá que, automaticamente, começará a analisar os resultados a cada mês, irá comparar o crescimento ou redução de despesas, se questionará sobre despesas excessivas ou desnecessárias e assim por diante. O passo seguinte vai ser calcular e planejar previamente as despesas, planejar poupança etc. Não tem mais volta, você vai ver com os seus olhos. Este hábito, sem bem desenvolvido, vai colocar você no caminho da sua independência financeira.

    Já reforcei aqui por várias vezes que a nossa carreira não está isolada da nossa vida pessoal e financeira. Quem tem educação financeira também ganha pontos e desenvolve competências importantes para a carreira profissional, porque aprende a gerenciar recursos escassos e planejar melhor o seu trabalho e o seu tempo. A educação financeira começa por aí. Sabendo quanto se gasta e como se gasta, o gatilho é disparado. O resto, deixe que o seu cérebro e o incrível poder dos hábitos angulares irão comandar.

    Invista neste hábito angular. A sua carreira e, pincipalmente, o seu bolso agradecerão muito. Não tenha dúvidas. Até o próximo!

    Prof. Marcelo Veras
    VERAS