Categoria: Carreira

  • Pessoas insubstituíveis

    Pessoas insubstituíveis

    insubstituivel

    “Existem pessoas insubstituíveis nas empresas? Sim”

     

    Esta semana revi um grande amigo. Fui a Piracicaba ministrar uma palestra no SIMESPI (Sindicato patronal da indústria de Piracicaba e região) e tive a oportunidade de tomar um café e bater um papo com o Roberto Soriano, gestor administrativo do sindicato. Uma pessoa que conheço e convivo há oito anos. Um jovem de 64 anos, profissional extremamente comprometido com o seu trabalho, uma pessoa muito simpática e de caráter ímpar. Quase uma marca registrada do sindicato. Na nossa conversa, falávamos do falecimento recente do meu pai e ele me dizia que às vezes se vê pensando na vida (frágil) e se vale a pena, na idade que tem, fazer tantos planos ou se preocupar com determinadas coisas. No meio da conversa, me contou que até já colocou o cargo à disposição da diretoria do sindicato, deixando-os a vontade para trazer alguém mais jovem ou com outras características. Não me causou surpresa saber que ele sempre ouviu um sonoro NÃO. – O que é isso, Roberto! Nem pensar! Eu também não abriria mão do Roberto nem sob tortura. O Roberto parece aquela pessoa que você entrega uma responsabilidade e esquece, com a certeza de que a coisa vai acontecer.

    Daí a conversa tomou outro rumo, lastreado pela pergunta: Existem pessoas insubstituíveis nas empresas? Sim ou não? Chegamos a ela porque em um editorial recente do Jornal de Piracicaba (JP), o seu nome foi textualmente citado em uma matéria sobre o SIMESPI como “o insubstituível Roberto Soriano”. Ele me disse que ficou surpreso e muito lisonjeado, guardando (para sempre) aquela edição. E então seguimos adiante, com um belo café nãos mãos, debatendo sobre o tema antes da minha palestra. E a minha conclusão, embora já saiba que alguns não irão concordar, é que existem sim pessoas que dificilmente são substituíveis quando deixam uma empresa. Não que as competências que alguém tenha não possam ser encontradas no mercado. É lógico que podem, e até melhores.  Mas quando falamos do pacote completo (competências, atitudes, comprometimento, paixão pelo que faz, responsabilidade, carisma, caráter, valores pessoais etc), cada um é único. Não tem jeito. E em função disso, eu realmente acredito que algumas (poucas) pessoas valem ouro nas empresas, independente do nível que ocupam. Não é a toa que algumas empresas “afundam” ou entram em crises pesadas após a saída de um determinado profissional. Os casos não são raros. Em times de futebol, bandas de música ou equipes de atletismo, acontece a mesma coisa.

    Portanto fica aqui um belo tema para reflexão de líderes e empresários. Será que na sua empresa/organização não existem algumas “peças insubstituíveis”? Será que alguns profissionais, quando analisados sob a ótica do “pacote” completo, não são mesmo únicos? Creio que cada um deve formar a sua opinião e gerenciar seus recursos humanos estratégicos da forma que achar melhor. Quem achar que ninguém é insubstituível, ok. Aposte nisso e ponto. Quem achar o contrário, encontre formas de manter estas pessoas motivadas, felizes e com o devido reconhecimento. O que não dá para aceitar é a falta de convicção a respeito do tema. Eu tenho a minha. Você precisa ter a sua.

    Assim é a vida e assim é o mundo dos adultos. Fazemos escolhas e pagamos o preço ou colhemos o bônus delas. Atrair e reter pessoas competentes nas as empresas é tarefa dura. Quase uma arte. E quando encontramos alguém ímpar e esta pessoa é “textualmente” chamada de insubstituível, alguma coisa de muito valiosa ela tem. Cuide bem de pessoas assim. Elas valem ouro, como o Roberto Soriano. Até o próximo!

     

    Prof. Marcelo Veras
    VERAS
  • Relações curtas x Impactos duradouros

    Relações curtas x Impactos duradouros

    positivo

    “Nunca perca uma oportunidade de causar uma boa impressão”

     

    Na semana passada eu e a minha noiva fomos a uma barraca de praia em Natal – RN. Mais precisamente na praia de Ponta Negra. Estávamos de volta de outra praia e paramos para comer algo. Como o horário já não era mais o de pico, embora a praia ainda estivesse cheia, escolhemos a barraca mais vazia, até porque não queríamos esperar muito para comer algo. Pedi um camarão à milanesa, que logo chegou. Quando peguei o primeiro camarão e mordi, a surpresa. Imagine que o pedaço inteiro era do tamanho de um dedo indicador, mas o tamanho do camarão por dentro da grossa massa era quase da largura de um fio de cabelo. Os mais críticos diriam que ali não havia camarão algum. Pensei que fosse apenas um dos pedaços, mas estava errado. Todos, absolutamente todos, eram 95% massa e 5% camarão. Considerando o preço que estavam cobrando, eu poderia perfeitamente chamar a polícia em fazer um B.O. Pedi a conta, pagamos e fomos embora. Até gosto de uma briga dessas, mas resolvi preservar a minha tranquilidade.

    Antes de sair, começamos a discutir sobre o fato e os motivadores de tamanha falta de vergonha na cara de algumas pessoas, empresários e profissionais em geral. É fácil concluir que, tratando-se de uma cidade turística, o que deve se passar na cabeça do dono dessa barraca de praia é: – É tudo turista mesmo. Nunca mais vão voltar aqui. Então vamos fazer o que der para ganhar o máximo na “única” vez que vamos vender. Este raciocínio, infelizmente, permeia muitas mentes por aí.

    Ao mesmo tempo que discutíamos o caso, a minha noiva me contou que nos últimos dois meses do seu primeiro estágio em um banco, ela viveu pessoalmente uma situação muito inusitada. Uma cliente do banco, empresária, ia à agência em que ela estagiava duas vezes por semana para fechar uma série de assuntos bancários da sua empresa, mas chegava sempre 5 minutos antes da agência fechar e com uma pilha de coisas para resolver. Quem desse o azar de pegar o caso naquele dia ficaria na agência 30 minutos após o término do expediente. Segundo ela, o comentário dos demais estagiários era sempre o mesmo: – Por que essa louca só chega nesse horário e com essa pilha de coisas? Um deles chegava a dizer:  – Eu não vou ficar aqui atendendo essa mulher até depois do meu horário de saída. Afinal, o meu estágio está acabando mesmo. Ela me disse que a mulher era muito simpática e que resolveu, ao contrário dos demais, “assumir” a senhora sempre que ela chegasse nesse horário. Assim foi até o dia em que ela terminou o estágio e se foi. Três meses depois, ainda na faculdade, recebeu uma ligação de uma pessoa. Quase desligou porque não sabia que era. Depois viu que se tratava desta senhora empresária. Ela explicou que estava há mais de dois meses tentando conseguir o telefone dela sem sucesso. O banco, por questões de políticas internas, não repassava telefone de ex-estagiários. Depois de insistir com vários funcionários, um deles procurou e repassou o telefone. O mais interessante era o motivo da ligação. Esta empresária ligou para agradecer o atendimento que tinha recebido durante os últimos meses dela no estágio, reclamou que nunca mais teve um atendimento igual e que gostaria de oferecer um emprego na sua empresa. Na semana seguinte, ela estava iniciando o trabalho nesta empresa, não mais como estagiária, mas como efetiva.

    Bom, estes dois casos mostram que, ao contrário do que muitos pensam, relações curtas nem sempre têm impactos curtos. Pessoas que aparentemente nunca mais veremos, podem contribuir de forma significativa para construir (ou destruir) a nossa imagem ou a do nosso negócio. No caso da barraca da praia, eu era apenas mais um que poderia ser enganado. No outro caso, que diferença faria assumir uma bronca daquela faltando dois meses para acabar o estágio? Em ambos os casos vemos claramente como se materializa uma das coisas que mais tenho repetido: O mundo dá voltas.

    Agora entendo porque aquela era a barraca mais vazia da praia e porque algumas pessoas crescem mais rapidamente do que outras. Nunca desperdice uma oportunidade de fazer bem feito. De onde você menos espera, podem sair grandes oportunidades. Até o próximo!

     

    Prof. Marcelo Veras

    VERAS

  • Como destruir a sua imagem em um post

    Como destruir a sua imagem em um post

    imagem

    “Será que é tão difícil entender que as redes sociais formam (ou destroem) a imagem profissional?”

     

    Pensei três vezes se deveria ou não voltar a este tema. Escrevi um artigo no ano passado sobre redes sociais e impactos na carreira. Acabei de reler e acho que disse tudo. Mas sigo colecionando o que chamo de “Pérolas do Facebook”, posts de pessoas que são profissionais de mercado e que estão em fase de construção da carreira, mas que conseguem postar coisas absolutamente inacreditáveis. E o pior, achando que quem irá ler são apenas seus amigos íntimos, esquecendo que seus contatos profissionais e possíveis futuros empregadores poderão ter acesso. Creio que o raciocínio deve ser:  O que acontece no facebook não tem nada a ver com a minha carreira. A é A, B é B, certo? Errado, 100% errado!

    Somente nesta semana eu recebi duas solicitações de colegas para fazer indicações de alunos ou ex-alunos para vagas. Em uma delas, postei na minha página e pedi para que os interessados (e que tivessem o perfil da vaga) me enviassem o currículo por email. Combinei com a minha colega que eu faria um breve filtro e repassaria para ela apenas os melhores. Recebi vários currículos. Alguns já eram meus contatos no Facebook e outros não. Em todos os casos, ao receber o currículo, visitei suas páginas no Facebook e LinkedIn. Um pouco de curiosidade, até para conhecer melhor os eventuais futuros indicados, mas também para ver de perto como eles usavam as redes sociais. Isso dá muitas pistas, além do que está escrito no currículo. E digo mais, todos os profissionais de recrutamento fazem o mesmo. Quanto mais oportunidades um recrutador tem de conhecer seu candidato, melhor. E, neste sentido, as redes sociais representam uma fonte maravilhosa para se ter uma primeira impressão sobre um profissional. No meu caso, é mais relevante ainda. Indicar pessoas é uma responsabilidade enorme. Até hoje, acertei mais do que errei nas minhas indicações, mas um erro numa indicação afeta também a imagem de quem indicou, concorda?

    Bom, mas vamos lá. Das pessoas que me enviaram currículos, três delas eu não indico nem sob tortura. Na página do Facebook de uma delas, o último post era do exame de sangue que acabara de fazer. No comentário, ela dizia que era muito bom saber que não está com Aids depois de uma loucura que fez. Quase pinguei colírio nos olhos para ver se as minhas lentes de contato não estavam embaçadas. Este caso é um extremo, mas a média geral está muito ruim. Em outra página, todos (100%) dos últimos vinte posts eram compartilhamentos de piadas, algumas bem polêmicas. Nada contra, até ri e gostei de algumas. Mas me diga uma coisa, caro leitor, que imagem profissional você acha que um recrutador fará de um profissional ao ver isso? Alguns poderão até dizer que isso não tem relação direta com o possível desempenho do profissional no ambiente de trabalho. Pode até não ter, mas a imagem que se forma de uma pessoa é construída a partir do que se tem. E se o que vemos é isso, a projeção é péssima. Na dúvida, melhor não arriscar. Eu também não arriscaria contratar uma pessoa que usa desta forma a rede social.

    A minha dica, aliás, a minha “ordem” (se é que tenho este crédito) é para que você use as redes sociais a favor da sua carreira, não contra. Como? Postando conteúdos de forma equilibrada e sensata. Pense sempre, antes de dar o “enter” em um post, que seus contatos profissionais e eventuais futuros empregadores poderão ler e formar um juízo sobre você. Pergunte-se sempre: – Que imagem transmitirei com este conteúdo. Não estou dizendo que não se pode postar conteúdos engraçados ou alguns até polêmicos, mas isso não pode ser a regra. Criei até uma métrica. Para mim, a cada conteúdo ou compartilhamento desse tipo, você deve ter dez conteúdos “sérios” ou não comprometedores. Evite fotos suas com pouca roupa, bebendo ou fazendo coisas que não vão agregar nada na sua imagem profissional. Não se iluda, a sua página hoje é um dos seus cartões de visita. Cuide bem dela. A sua carreira agradece.  Até o próximo!

     

    Prof. Marcelo Veras
    VERAS
  • Pretensão Salarial

    Pretensão Salarial

    salário

    Um assunto que gera incômodo para a maioria dos candidatos é a questão da pretensão salarial. Na maioria dos casos, até mesmo antes de você conhecer a vaga proposta em sua essência, os recrutadores já perguntam: qual é a sua pretensão salarial?

    Agora me responde: quem não gostaria de ganhar mais? Quanto eu quero ganhar? O máximo que vocês podem oferecer… Mas o que tiramos como base para responder a esta pergunta clássica? É ético falar a verdade? Mas será que eu não vou ser desclassificado do processo se eu realmente falar o quanto quero ganhar?

    Existem dois momentos que o profissional passa, dos quais interferem diretamente para este contexto. O primeiro deles é quando o candidato está trabalhando, e o selecionador, como forma de hunting, aborda o candidato oferecendo uma nova proposta de trabalho. Nesta situação, obviamente você não vai sair por menos do que ganha no emprego atual. E quantos por cento seria o ideal em minha petição?

    Estudos apontam que você pode pedir entre 20 e 30% a mais, levando sempre em consideração o quanto está ganhando e o quanto se paga para sua profissão no mercado atual.

    A segunda situação, geralmente mais típica, é quando o candidato está desempregado. Neste contexto o empregador leva a melhor na maioria dos casos, pois o candidato está fragilizado, precisando se recolocar.

    É neste caso que o empregador se ver na possibilidade de colocar o preço que ele quer, o que geralmente acarreta em aceitação da outra parte. Vale salientar que deve-se levar em consideração o pacote de benefícios que a empresa oferece, sua posição no mercado e a possibilidade de se fazer carreira nela.

    Bom, você já pode perceber que esta é uma fase essencial de qualquer processo seletivo, portanto a dica é: tenha cautela, observe o que vai te agregar e não deixa passar a oportunidade, que pode ser a melhor escolha para sua carreira.

     

    Confira algumas dicas que reservamos para você, exibido no Quadro Sua Chance do Bom Dia Cidade da EPTV Campinas, afiliada da Rede Globo.

    Filipe Lopes

    Psicólogo

    FilipeLopes_II

    Executive Coaching

    www.lopesrh.com.br

  • Recrutadores levam 15 minutos para escolher candidato

    Recrutadores levam 15 minutos para escolher candidato

    Uma matéria muito interessante publicada no Uol Economia mostra que recrutadores levam 15 minutos para escolher um candidato numa entrevista.

    A pesquisa, divulgada pelo site americano CareerBuilder, revela que a maioria (87%) dos empregadores não gasta mais do que 15 minutos para “filtrar” os melhores candidatos para preencher determinada vaga de emprego.

    O estudo, realizado com 2.201 gerentes de contratação e profissionais de recursos humanos que atuam em empresas de diversos setores, mostra, ainda, que 47% dos selecionadores conseguem saber logo nos primeiros cinco minutos de uma entrevista se o candidato é adequado ou não para ocupar a vaga.

    Veja a matéria completa no link http://economia.uol.com.br/empregos-e-carreiras/noticias/redacao/2014/02/12/recrutadores-levam-15-minutos-para-escolher-candidato-veja-o-que-nao-fazer.htm e diga se já cometeu alguma dessas ‘gafes’.

  • Falta de assertividade ou de educação?

    Falta de assertividade ou de educação?

    conversation

    “Um belo exemplo do que nunca fazer”

     

    Tenho procurado não fazer deste espaço um muro de lamentações, mas confesso que não faltam exemplos e situações que me levam a pensar: – Não, essa eu tenho que dividir com os meus leitores!Vamos lá. Desde novembro do ano passado estou em uma cruzada de visitas a empresas e entidades de classe para apresentar um novo projeto de Educação que estou envolvido, visando firmar parcerias e propor soluções em Educação executiva. Pois bem, como tenho uma grande rede de contatos, em muitas empresas não é difícil começar a conversa no nível de diretoria. Entretanto, como este assunto, via de regra, é conduzido pela área de Recursos humanos, sempre procuro ficar atento para não atropelar ninguém e conduzir o processo respeitando a hierarquia e as responsabilidades de cada área. Pois bem, em uma empresa (grande, diga-se de passagem) que conheço o Vice presidente, fiz questão de perguntar a este meu colega a indicação da pessoa responsável pelo RH, para que eu pudesse agendar a reunião e apresentar o projeto e a proposta de parceria. Peguei o contato com ele e enviei um email, no início de dezembro do ano passado. Nenhuma resposta. Até aí, tudo bem. Pode ser que o meu email tenha ido para a caixa de span, sei lá! Um dia encontrei com este meu colega e ele me perguntou se a coisa tinha andado. Eu disse que não tinha recebido resposta, mas que iria tentar de novo. Enviei outro email logo na sequência. A resposta veio uma semana depois. Já era quase semana do Natal. Nela, este gerente de RH propôs uma data para me receber – 06 de fevereiro. Achei estranho porque ainda estávamos em dezembro. Mas tudo bem. Vai ver a agenda de janeiro desta pessoa é muito complicada, sairia de férias ou coisa do gênero. Precisamente no dia 05 de fevereiro (um dia antes da tardia reunião), recebo um email dele alegando um imprevisto e propondo uma nova data. Quanto ao imprevisto, tudo bem. Isso acontece. Mas a nova data proposta foi 13 de março, mais de um mês adiante. Quase não acreditei quando li. Respondi que iria checar a minha agenda e que responderia. Esqueci o assunto e não entrei mais em contato.

    Pode ser que eu esteja exagerando, mas confesso que determinadas posturas de pessoas que se escondem atrás de uma marca corporativa para serem arrogantes e mal educadas com todos ainda me assustam. Tanto pelo absurdo em si, como pela burrice generalizada destes profissionais. Chamo isso de burrice porque estas pessoas não têm ideia do quanto elas detonam a imagem da empresa em que trabalham, como também a sua própria. Acho que elas acreditam que sempre poderão se esconder atrás deste (falso) escudo e agir desta forma com quem quiserem. Ah, que inocência. Como já escrevi aqui em artigo recente, o mundo dá voltas.  Um dia esta conta chega e terá que ser paga.

    Quando o meu amigo me perguntar de novo se consegui fazer a reunião, a minha resposta será: –  Infelizmente nada andou e nem vai andar, porque existe na sua empresa uma pessoa que conseguiu,  em dois emails,  dar o maior exemplo de falta de educação e de arrogância, falando em nome da sua empresa. Se uma pessoa responsável pelo RH trata um parceiro desta forma, imagino como não deve pensar e agir internamente em relação às políticas e práticas de atração e retenção de talentos. Dá até arrepio só de pensar.

    Veja, não há nenhum problema em se ter assertividade. Eu ficaria muito satisfeito se, desde o primeiro contato, esta pessoa tivesse me dito que não tinha interesse em conhecer o projeto neste momento. Perfeito, deixaríamos para uma outra oportunidade, sem problemas. Mas tratar a mim ou quem quer que seja, com um descaso que beira a falta de educação, é realmente lamentável. Faço questão de ter este tipo de empresa longe da minha lista de parceiros.

    Por isso sempre digo e repito: Nunca use o seu cargo, o seu poder ou a marca corporativa para tratar as pessoas com arrogância, descaso ou falta de educação. Esta é uma das maiores demonstrações de burrice que alguém pode dar. O mundo dá voltas, muitas voltas… Até o próximo!

     

    Prof. Marcelo Veras
    VERAS
  • UMA QUESTÃO DE ATITUDE

    UMA QUESTÃO DE ATITUDE

    mudanca

    Quantas oportunidades você já perdeu por falta de atitude? Você, de fato, se considera uma pessoa de atitude? Empresas buscam freneticamente por pessoas de atitude, que sabem aproveitar cada oportunidade como única, que entendem que precisam fazer a diferença. Mas, infelizmente, o mercado está repleto de pessoas medrosas, com medo do desconhecido, que se arriscam pouco e preferem escolher os métodos tradicionais.

    Conforme disse Jack Welch: “Você não pode fazer o trabalho de hoje com os mesmos métodos de ontem se pretende estar no mercado amanhã.” Quais os seus projetos profissionais futuro? E quais têm sido as suas atitudes no presente para alcançar tais resultados? Comumente, em minhas palestras e cursos, recebo diversas pessoas de segmentos diferentes e posições hierárquicas distintas. Mas sabem o que muitas delas têm em comum? Falta de atitude! Quantas oportunidades estas pessoas não acabam perdendo? Costumo falar nestas oportunidades que vir aos cursos e não sair com, ao menos, um cliente é desperdício de tempo. Grandes parcerias podem surgir de eventos através de novos relacionamentos instituídos. Mas as pessoas insistem em ter atitudes medíocres e sem proatividade, pois apenas se contentam em absorver boa parte do conteúdo, quando conseguem. Outro episódio costumeiro: por que as pessoas têm tanto medo ou receio de pegar o microfone e participar nos cursos? Medo da exposição? Tenha atitude, saia na frente, inove e provoque mudanças em você e em quem está a sua volta.

    Você tem um mar de oportunidades a sua frente, as quais esperam de você uma pessoa de atitude, que sabe decidir, encara os desafios e se arrisca para buscar o autodesenvolvimento. Entenda que você pode alcançar o seu melhor, apenas com uma questão de atitude.

    Filipe Lopes

    Psicólogo

    FilipeLopes_II

    Executive Coaching

    www.lopesrh.com.br

  • Pequenos hábitos x Grandes resultados – Visão global

    Pequenos hábitos x Grandes resultados – Visão global

    criativo

    “Quanto maior o seu repertório, mais criativo e interessante é um profissional”

     

    Vamos a mais um da série “Pequenos hábitos x Grandes resultados”. Hoje quero falar de um hábito angular muito interessante e poderoso. Desde que comecei meus estudos, há 8 anos, sobre Sucesso profissional e Planejamento de carreira, uma coisa sempre me intrigou e me provocou. Posso resumi-la em uma pergunta: Terá mais sucesso quem for um especialista ou um generalista? É melhor saber mais sobre menos ou o contrário? Já ouvi várias teses, tanto defendendo uma posição como a outra. Não sei se existe uma resposta 100% correta, mas uma coisa é certa, o que vou chamar aqui de Visão global é uma arma poderosíssima para fazer com que uma pessoa se sobressaia e ganhe destaque perante seus pares em situações profissionais. Pare um pouco e pense. Que tipo de pessoa você acha mais interessante e gosta de se relacionar? Pessoas com conhecimentos muito restritos e que só sabem falar de um assunto que dominam ou pessoas que conseguem transitar por diversas áreas, mesmo que diferentes da sua? É mais legal conversar com alguém que tenha uma ótima cultural geral ou o contrário? Creio que se fizermos uma pesquisa formal, o resultado será bem previsível. As pessoas mais interessantes são aquelas que possuem a capacidade de discutir vários assuntos e que têm, em última instância, mais histórias para contar. Concorda? Estas pessoas são muito, mas muito mais interessantes do que pessoas que só abrem a boca para falar de um assunto.

    Esta competência tem um poder enorme de transformar alguém em um profissional mais completo e interessante, e que consegue, através desta característica, atrair mais e melhores relacionamentos.

    Se você também acredita nisso e quer se tornar alguém com maior repertório, maior visão global e mais criativo, tenho uma proposta de um hábito angular muito poderoso. Quero deixar claro que o mesmo já foi testado com vários alunos e ex-alunos, com resultados surpreendentes.

    Vamos a ele. Escolha um momento da semana e reserve 30 minutos na sua agenda. Nenhum grande sacrifício, concorda?  Pois bem, nestes 30 minutos semanais (sem exceção, todas as semanas), você vai escolher um tema totalmente (totalmente mesmo) fora da sua área de atuação e conhecimento. A única regra é: O assunto deve estar a “quilômetros” de distância do que você está normalmente acostumado a transitar. Exemplo: Se você trabalha na área comercial de uma empresa de eletrônicos, deixo aqui algumas sugestões de temas. Na primeira semana, leia por 30 minutos um artigo sobre produção de orquídeas. Na semana seguinte, um documentário sobre as montanhas do Nepal. Depois, leia uma revista técnica sobre implantação de próteses dentárias. Enfim, quanto mais longe da sua área de atuação e do seu dia a dia, melhor. Faça isso usando fontes diversas: Livros, filmes, documentários, artigos, portais na internet, Blogs e até mesmo pessoas. Isso mesmo, escolha em uma dessas sessões uma pessoa que trabalhe ou que domine uma área bem distante da sua e peça para lhe explicar, mesmo que superficialmente e em 30 minutos, como funciona este “mundo” que ela conhece bem.

    Faça isso durante 6 meses. A ideia não é ficar especialista em nada. Aliás, com 30 minutos dá apenas para “visitar” um assunto novo, concorda? Você não imagina o que vai acontecer com você ao longo desta jornada e deste hábito angular. A sua visão de mundo vai mudar bastante. Você desenvolverá uma cultura geral e uma visão tão mais ampla da vida, das coisas e das pessoas, que começará a enxergar oportunidades na sua área, a ter ideias cada vez melhores e mais ousadas e, como consequência, se tornará uma pessoa muito mais interessante. Você se sentirá mais confiante para colocar suas opiniões em situações profissionais, terá mais repertório e se tornará uma pessoa muito mais interessante. E, como já expliquei, este hábito irá desencadear no seu cérebro uma série de novos hábitos ligados à sua formação e ampliação das suas fronteiras e conhecimento. Experimente! Até o próximo!

     

    Prof. Marcelo Veras
    VERAS