Categoria: Carreira

  • Pinte seus textos para aprender melhor

    Pinte seus textos para aprender melhor

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    Você sabia que os marcadores de texto coloridos podem ser um dos melhores auxílios para você estudar, compreender e memorizar melhor qualquer idioma que quiser estudar?

    A técnica para isso é muito simples, se aplica a praticamente qualquer língua que você quiser estudar e ainda pode ser adaptada ao seu gosto.

    Vamos a ela! Explicaremos em partes, uma por semana, para facilitar que você comece hoje mesmo a pôr em prática o que aprender.

    Você precisará apenas ter um jogo de canetas ou pincéis marcadores de texto, com três ou quatro cores. (Sugestão: amarelo, azul, verde, vermelho, e outras a gosto.)

    Somos capazes de assimilar bem informações que se apresentam de maneira diferente em um meio (seja no papel ou na tela do computador) desde que haja diferenciações bem destacadas que nos façam utilizar ambos os lados de nosso cérebro. Texto comum e cores são duas dessas diferenciações úteis para nós.

    Então, escolha um texto no idioma estudado (não precisa ser longo) ou pegue um texto da sua lição de idioma ou do seu livro predileto.

    A primeira coisa é marcar os elementos gramaticais que costumam ser os mais importantes na maioria dos idiomas: os verbos. Com eles descrevemos ações, mudanças de estado, intenções e situações, e eles constituem a base de comunicação das línguas. Eles têm variações amplas, como modos, tempos, conjugações etc. Ou seja: são, de fato, essenciais. Sugerimos que você marque em amarelo. Veja no texto abaixo.

    A intenção, principalmente no caso da língua inglesa, é atentarmos para o fato de que uma mesma palavra pode aparecer escrita de maneira idêntica, mas com funções diferentes:

    a) como verbo mesmo (ação);
    b) como substantivo (nome);
    c) e até como adjetivo (qualidade).

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    Há no texto outras palavras com a mesma situação. Isto nos mostra que é fundamental sermos craques em identificar bem (praticando muito!) quando a palavra é utilizada, de fato com função de verbo e quando não o é — como auxílio para compreendermos melhor o sentido do texto. Isso pode fazer grande diferença, por exemplo, em um texto que nos dá instruções sobre algo que precisamos fazer no trabalho. (Um e-mail, um pedido de um cliente, uma norma ou um procedimento.)

    Estude bem os exemplos, compare várias vezes os trechos do original e da tradução mais interessantes para você, preste atenção nas pequenas adaptações feitas em alguns trechos na tradução (para não ficar literal e facilitar a compreensão) e pratique bastante você mesmo, depois, em seus próprios textos. São três as regras para aprender: praticar, praticar e praticar!

    Aproveite bem! Na semana que vem traremos a segunda parte desta técnica.

     

    Um abraço a todos!

     

    Dorival Santos Scaliante

    Administrador e Tradutor

     

     

     

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    Fonte: Wikipédia, http://en.wikipedia.org/wiki/Quality_management_system (tradução nossa)

  • O mundo dá voltas

    O mundo dá voltas

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    “Nunca fechar portas – um sinal de inteligência”

     

    Recentemente uma amiga veio se aconselhar comigo sobre uma situação profissional. Ela estava saindo de uma empresa por vontade própria, após não acreditar mais no projeto e no rumo que a mesma estava tomando. Nos últimos meses, a decepção, descontentamento e desencanto foram tão grandes, que ela estava saindo da empresa realmente convicta e sem querer deixar qualquer possibilidade de voltar para aquela empresa nas suas próximas cinco vidas. Nesta conversa ela me disse que gostaria de dizer “umas verdades” ao líder da empresa e até fazê-lo por escrito. Seria uma espécie de desabafo e, ao mesmo tempo, uma mensagem de que nunca mais queria saber daquela empresa. Eu desaconselhei.

    Um pouco antes, outro conhecido me pediu uma opinião sobre uma ação judicial que estava pensando em mover contra a empresa que acabara de deixar. Sem entrar no mérito da ação e dos motivos, estava claro que o que estava em jogo era muito mais uma mágoa e um desejo de vingança do que outra coisa.  Após ouvir textualmente que a coisa era muito mais pessoal do que técnica e corporativa, desaconselhei.

    Poderia aqui citar mais uns três ou quatro casos semelhantes nos últimos anos, de pessoas que me pediram opinião sobre o que fazer em situações de encerramento de relações, sejam profissionais ou afetivas. Em todas, a minha opinião, quando a vontade era de “chutar a canela do outro” no momento final, foi: – Não faça!

    Quem me conhece deve estar pensando: – Ué, o cara tá louco? Que versão “Marcelinho Paz e Amor” é esta?  Cadê aquele Marcelo assertivo e que chuta a canela de quem tiver que chutar? Quem não me conhece, também pode estar se questionando por que desaconselhei este momento de “prazer” que estas pessoas poderiam ter. Afinal, a relação está acabando mesmo. Por que não descarregar e devolver um pouco do que me causaram de sentimentos ruins?

    Hoje trato deste assunto com muita frieza e tranquilidade, de quem está perto de completar 20 anos de carreira (pós formatura), sem contar os 5 anos de aulas em cursinho na época da faculdade. Já fiz coisas parecidas com as que acabo de desaconselhar. Só entrei na justiça uma vez, contra um vizinho que bateu no meu carro na garagem do prédio e se negou a pagar. Foi divertido fazê-lo pagar o dobro na frente de um juiz. Mas confesso que já chutei algumas poucas canelas no passado, em situações semelhantes às citadas. E sabe de uma coisa? Não serviu para nada. Aliás, serviu sim. Serviu para fechar portas com estas pessoas e ter a chance de vê-las depondo contra mim sempre que pudessem. Ou seja, não ganhei nada.

    Esta é a principal razão de hoje eu desaconselhar qualquer um a ter atitudes que fechem portas. Depois de 20 anos de carreira, aprendi uma coisa muito simples e que muitos teimam em não enxergar  – o mundo dá muitas voltas. Pessoas que hoje não significam nada para você e que poderiam muito levar um chute na canela, amanhã podem ser decisivas em algum aspecto da sua vida ou da sua carreira. Sei que as estatísticas podem mostrar que as chances de você precisar de algumas pessoas no futuro são mínimas, mas acredite, não são nulas. E parece que o mundo conspira para colocar determinadas pessoas novamente na nossa estrada. Faça uma pesquisa você mesmo. Converse com pessoas mais velhas e pergunte se isso já aconteceu com elas ou não. Você vai se surpreender.

    Portanto o meu recado de hoje é este. Sempre que algum relacionamento seu acabar, pessoal ou profissional, e te der vontade de mandar aquela pessoa ou empresa para aquele lugar, lembre-se de duas coisas: Primeiro, que você não vai ganhar nada com isso. Segundo, que o mundo dá voltas. Até o próximo!

     

    Prof. Marcelo Veras

    VERAS

  • A ARTE DE FALAR EM PÚBLICO

    A ARTE DE FALAR EM PÚBLICO

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    No cenário corporativo muito se discute sobre a habilidade da comunicação, sendo considerada como aspecto básico no escopo dos cargos de qualquer organização. Com o passar do tempo, as empresas têm entendido que a base do seu crescimento organizacional está pautada no capital humano e intelectual. Mas, como administrar a diversidade dos indivíduos na unidade institucional? Afinal, de quem é a responsabilidade por direcionar os objetivos individuais, antes fragmentados, rumo aos objetivos globais da empresa? Certamente, a comunicação será uma forte aliada neste processo.

    Tudo bem, já entendemos que a comunicação é essencial para qualquer progresso profissional; mas, frente a esta necessidade, surge a dúvida: os profissionais do mercado são hábeis na arte de se comunicar? Segundo a Revista Exame: “… num mercado tão competitivo como o de hoje, aqui e em qualquer lugar do mundo, os profissionais dos mais diversos ramos de atividade têm de estar preparados para tomar a palavra e argumentar de forma convincente…”. Mas, infelizmente, não é bem este o quadro da grande maioria dos profissionais. Oportunidades, portanto, é que não falta: dirigir ou participar de reuniões, fazer exposição de produtos e serviços, proferir palestras e conferências, ministrar aulas e treinamentos, falar diante de subordinados e superiores, dar entrevistas para rádio, televisão, etc. Todavia, falar em público ainda ocupa o topo da lista, quando se questiona sobre os maiores medos das pessoas, superando outros medos clássicos da humanidade, tais como: medo de morrer, de altura, de insetos e de voar.

    Segundo Alves Mendes, orador sacro português, “A oratória é a mais típica e a mais gráfica manifestação da arte, porque é a arte da palavra — da palavra que é a vestidura do pensamento, da palavra que é a forma da ideia, da palavra que é nítida voz da natureza e do espírito… e que por seus rendilhados e riquezas, por suas graças e opulências, aclama a oratória, rainha das artes, e o orador — rei dos artistas!”. Dominar esta arte, portanto, requer muito treinamento, dedicação e atualização. Mas, assim como toda boa arte, seus frutos se manifestam pela satisfação do artista e reconhecimento do seu público.

    O caminho da excelência na arte de se comunicar é um percurso árduo e complexo, mas repleto de ganhos e descobertas. Portanto, dedique-se, planeje, pratique, e se descubra como um verdadeiro artista e encante o seu público, ao se comunicar com excelência.

    Filipe Lopes

    Psicólogo

    FilipeLopes_II

    Executive Coaching

    www.lopesrh.com.br

  • Nunca é tarde para mudar

    Nunca é tarde para mudar

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    “Agora é tarde para mudar! A desculpa dos fracos”

     

    Toda vez que discuto com alguém o tema mudança, duas perguntas entram na pauta: Até quando devemos promover mudanças radicais na nossa vida ou na nossa carreira? Será que existe uma idade limite para determinadas mudanças? Você já pensou nisso? Qual é a sua opinião sobre o tema? Como você já deve imaginar, eu tenho a minha. E quero dizê-la, e ao mesmo tempo provocá-lo(a), com um caso atual.

    Nesta semana, o meu grande amigo há 23 anos, Max Franco (43 anos, dois filhos, residente em Fortaleza desde que nasceu e há 25 anos na mesma empresa), promoveu uma mudança na sua vida que fez muita gente morder a língua. Aceitou um convite para um novo e grande desafio – Implementar o seu maior projeto profissional (viagens pedagógicas) em um novo grupo educacional de Campinas e região. Mudou de empresa, de casa, de cidade, de cultura, de ambiente profissional…. de tudo. Vai ficar este ano longe da família, visitando quinzenalmente, até todos virem também para a nova cidade.

    Há muita gente o chamando de louco e irresponsável. Mas tenho certeza que engrossarão a fila dos que estão fazendo curativo na língua. O seu conhecimento e experiência irão promover uma revolução que ainda não foi vista aqui por estas bandas. Tenho certeza disso. Ele vai fazer um belo projeto nesta nova empresa. Vai ganhar visibilidade e fazer novos contatos. Decidiu fazer também, de cara, uma Pós Graduação em “Inovação na Educação”. Ou seja, o cara está realmente decidido a crescer, experimentar novos desafios e construir uma nova história. Louco para alguns, empreendedor para mim.

    Pode ser que dê errado? Claro que pode. Pode ser que ele decida, em algum momento, voltar para a sua cidade e retomar projetos de lá? Claro que pode. Mas eu duvido. As oportunidades que, com certeza, aparecerão por aqui vão fazê-lo se encantar cada vez mais com esta nova vida. O tempo vai mostrar quem está certo. Aliás, acabo de me lembrar de uma frase muita usada pelo meu sócio e amigo Luis Rasquilha, de autoria de um colega dele de Portugal: “Quando desafiamos o futuro, a ignorância do presente se revolta. Mas o tempo acaba por premiar os mais ousados”.

    Pois é, quem acha que há limite de tempo ou de idade para grandes mudanças na carreira, tem aqui mais um belo exemplo de que a vida nos faz convites o tempo todo. Uns para pequenas festas e outros para grandes bailes. A maioria recusa estes convites, por medo, insegurança ou por acharem que a partir de uma determinada idade não cabem mais mudanças radicais. Uma pena para quem pensa assim.

    O mundo atual tem muitos problemas, mas uma coisa é inegável e só não enxerga quem não quer: As oportunidades pipocam todo dia ao nosso lado. Basta ficar atento, escolher e embarcar para novas jornadas. O medo é justificável e não pode ser condenado. É claro que dá medo mudar. É claro que, depois de uma certa idade, este medo aumenta. Mas coragem não é ausência de medo. Ter coragem é ter consciência do medo e enfrentá-lo. Quando se tem competências bem desenvolvidas e reconhecidas, o medo se dissipa. Ele desiste e vai procurar pessoas despreparadas. O medo tem dessas coisas. Ele é chato, insiste em nos fazer desistir, nos provoca, mas uma hora desiste.

    É isso. Pense nisso durante esta semana. Esqueça essa bobagem de que agora é tarde. Mude. Mude o que tiver que mudar. Não se esquive das oportunidades que aparecerem. Faça como o Max. Não tenha medo do novo. Ele pode mudar a sua vida para muito melhor. Até o próximo!

     

    Prof. Marcelo Veras
    VERAS
  • Como se destacar no Mercado de Trabalho em Ano Eleitoral e Copa do Mundo?

    Como se destacar no Mercado de Trabalho em Ano Eleitoral e Copa do Mundo?

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    Cada ano que se inicia traz consigo novos projetos profissionais, novas expectativas e a busca de novos horizontes. Todavia, 2014 é um ano que se projeta como um período muito especial para todos os brasileiros, pois o Brasil será sede de um dos maiores eventos mundiais: a Copa do Mundo. Este é um momento quase mágico para todos os torcedores, e muitas pessoas que até não se classificam como fãs do futebol, ainda sim, dedicam-se a torcer e vibrar com essa competição.

    Nesse contexto o Brasil passa a ser o foco das atenções, pois o mundo inteiro quer saber como andam as preparações, como será a recepção aos estrangeiros, a evolução da construção dos estádios, as instalações físicas das cidades que irão receber seleções e hospedá-las. Enfim, a imprensa mundial direciona suas lentes para o chamado “País das Oportunidades”, o Brasil. Consequentemente começam surgir diversas críticas internas e externas: Afinal, estamos preparados?

    Comumente escutamos o velho ditado: “Fale bem ou fale mal, mas fale de mim”. Seria essa, de fato, a nossa intenção? Repercutir a ideia de que não temos planejamento, estrutura e preparação de pessoal pelo simples prêmio de consolação de estarmos em evidência? Destacar-se pelas falhas e despreparo, isto sim, seria jogar contra o próprio patrimônio nacional. Pelo contrário: podemos transformar a Copa do Mundo no Brasil em um evento encantador.

    Muitas pesquisas que apontam um prognóstico do Mercado de Trabalho Brasileiro tendem a considerar este ano como um bom momento, apesar de ainda termos uma taxa de desemprego que alcança o índice de 6,7%. Algumas pessoas ainda se arriscam em um discurso pessimista, no qual tendem a piorar essa taxa; todavia, ainda priorizo posicionar-me no time dos otimistas, que enxergam o nosso País como altamente competitivo, desde que saibamos utilizar todo nosso potencial — que infelizmente acaba sendo mal administrado tanto em gestão pública e organizacional como na esfera individual de planejamento de vida.

    Em ano de Copa do Mundo, o país sede já tem uma tendência a camuflar muitos aspectos de sua própria realidade, com o intuito de apresentar apenas o que se considera relevante para uma exposição saudável e amigável. Concomitantemente, este ano também será ano eleitoral, no qual representantes políticos se lançam como “amigos do povo” para buscar uma confiança, que é depositada na hora do voto.

    Analisando muitos casos de sucesso, as principais pessoas bem-sucedidas profissionalmente são aquelas que se permitiram sonhar, fizeram o seu planejamento, implementaram as ações e buscaram aperfeiçoamento contínuo. No sentido oposto, migram as pessoas malsucedidas, que bloqueiam os seus sonhos, por não se sentirem capazes, que pecam por falta de planejamento, reclamam mais do que fazem, e param no tempo no quesito qualificação profissional. Por fim, ainda questionam o porquê de não haverem obtido sucesso.

    É lamentável deparar-se com pessoas que se recusam a aceitar oportunidades por julgarem estar em um contexto desfavorável, seja financeiramente, por indisponibilidade de tempo ou compromissos pessoais. Esperar que as coisas melhorem para poder começar um curso de qualificação, por exemplo? Não seria mais assertivo, primeiro, buscar uma melhoria pessoal e, posteriormente, você mesmo mudar positivamente o ambiente a sua volta?

    Em um ano que se projeta como um mar de oportunidades tangenciais, fica à sua escolha: deixá-lo passar novamente despercebido, ou tornar-se um destaque na sua área de atuação. Portanto: Sonhe, Planeje, Execute e se Aprimore constantemente, pois você não será mais escolhido; pelo contrário: VOCÊ escolherá os lugares onde irá atuar e, desta forma, será livre e bem-sucedido.

     

    Filipe Lopes

    Psicólogo

    FilipeLopes_II

    Executive Coaching

    www.lopesrh.com.br

  • Eficiente e eficaz: tem diferença?

    Eficiente e eficaz: tem diferença?

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    Olá, novamente, pessoal! Prosseguindo com nossos artigos, hoje vamos falar sobre duas palavras parecidas que às vezes até são utilizadas juntas, confundindo-nos. Muita gente tem dificuldade para diferenciar “eficiente” de “eficaz” (e seus equivalentes em inglês) — e isso não é nenhum problema! Então, vamos a elas.

    Em português, uma definição simplificada para começarmos a compreender é dada por: a) ser “eficiente” significa ‘fazer corretamente’ e b) ser “eficaz” significa ‘fazer o correto’. Seus sentidos são também similares nos substantivos “eficiência” e “eficácia”. Em inglês, as palavras são “effective” (termo que não deve ser confundido com “efetivo” em português) e “efficient” (que parece “eficiente”, mas é, justamente, “eficaz”, o que nos confunde ainda mais). Respectivamente, seus substantivos são “effectiveness” (eficiência) e “efficiency” (eficácia).

    Explicando mais: “eficiente” (‘effective’) indica algo que causa o efeito pretendido e o melhor depois de determinado esforço; “eficaz” (‘efficient’) indica a qualidade com que algo é executado e o quanto o resultado foi criativo ou superou a meta inicialmente desejada. Exemplo de situação: Uma empresa não está indo bem e decide dar treinamento para seus funcionários sobre determinada tecnologia nova. O treinamento corre muito bem: todos os funcionários são treinados em tempo recorde, e suas notas nas provas mostram que absorveram o conteúdo de maneira ótima. Mas a produtividade final no trabalho como um todo ainda não melhora. Neste caso, isso mostra que a estratégia da empresa foi eficaz, mas não eficiente. Ou seja, a ação foi feita de maneira correta (dar um bom treinamento) e deu bom resultado em si (as boas notas nas provas). Mas, ainda assim, não era a ação exata mais indicada — embora não se saiba ainda qual será o “remédio” certo. Ou seja, o resultado não foi eficaz. (Não foi gerado o ganho desejado.) Também podemos pensar que ‘eficiência’ se relaciona a um bom processo, e ‘eficácia’, a um resultado de alta qualidade, acima até da expectativa.

    As definições de alguns dicionários de português informam as duas palavras como sinônimos, ou como tendo sentidos muito parecidos, sem distinções muito claras — mas acabamos de ver que seus significados não são iguais. Ex.: a) “eficiência” = ‘produzir bem o efeito desejado ou realizar bem tarefas’; b) “eficácia” = ‘capacidade de produzir o efeito desejado ou esperado’ (Dic. Aulete). O dicionário não está errado, mas é importante pensarmos de maneira mais ampla na diferença em termos de conceito dessas expressões.

    Por outro lado, nos dicionários de inglês (idioma em que os conceitos dessas duas palavras não são tão similares como no português) os sentidos se mostram mais distintos: a) “effective” = ‘producing a result that is wanted : having an intended effect’ (eficiente = que produz um resultado que é desejado : que tem o efeito pretendido); b) “efficient” = ‘capable of producing desired results without wasting materials, time, or energy’ (eficaz = capaz de produzir resultados desejados sem desperdício de materiais, tempo ou energia).

    Outro exemplo de conceito é que se pode cavar um poço com técnica perfeita (com eficiência) e pode-se não encontrar água (ou seja, sem a eficácia que era pretendida no início).

    Com base nestas dicas, conseguiremos agora utilizar as palavras mais certas e em suas situações mais adequadas.

    Obrigado e até a próxima!

    eficiência

     

    Dorival Santos Scaliante

    Administrador e Tradutor

  • Pequenos hábitos x Grandes resultados – Gastos

    Pequenos hábitos x Grandes resultados – Gastos

    gastos

    “A melhor receita para ser sempre pobre é não saber quanto se gasta”

     

    Vamos a mais um da série “Pequenos hábitos x Grandes resultados”. Se você não leu os artigos (parte I e II) onde explico os chamados “hábitos angulares”, pode me enviar um email que respondo com os textos. Hoje quero tratar de um hábito angular que conheço bem e tenho há mais de 14 anos. Trata-se de um hábito relacionado às nossas finanças pessoais. Há aproximadamente um ano, escrevi uma série bem completa (10 artigos) sobre Finanças Pessoais, onde todas as dimensões desta competência foram exploradas. Aliás, recebi inúmeros emails solicitando a planilha que desenvolvi e uso há mais de uma década. Mas sei que o tema é complexo e que é muito difícil desenvolver uma disciplina em relação ao tema. Muita gente, talvez a imensa maioria, quer ser financeiramente saudável, não ter dívidas, fazer poupança e investimentos, mas começar é sempre muito difícil.

    A notícia boa é que existe um hábito angular que tem um poder enorme de catalisar este processo e puxar novos hábitos ao longo do tempo. Este hábito é simples e fácil de iniciar e manter. Trata-se de anotar tudo o que se gasta. Simples assim – anotar tudo o que se gasta. Somente isso. Como iniciar? Você pode fazer isso de duas formas. A primeira, mais simples e acessível a qualquer pessoa, é andar com uma caderneta pequena e escrever em duas colunas o que gastou e o valor. Use uma folha por dia e pronto. Anote tudo o que gastar, mesmo que seja uma despesa de R$ 2,00 para comprar um chocolate na rua. A segunda forma é usar um dos vários aplicativos que existem para smartphones, tanto para quem tem Iphone quanto celulares com sistema Android. São aplicativos simples, baratos (média de US$ 2,00) que você baixa no celular e começa a registrar todas as despesas. A vantagem destes aplicativos é que eles já geram automaticamente um resumo mensal (sem precisar somar tudo que foi anotado) e permitem que você crie categorias de despesas (Ex: moradia, transporte, presentes, supermercado, lazer etc).

    Este hábito é poderosíssimo. Como expliquei nos textos sobre hábitos angulares, eles são chamados assim porque, quando desenvolvidos, puxam novos padrões de comportamento e novos hábitos mais complexos e que dificilmente seriam desenvolvidos isoladamente. Neste caso, garanto (e aposto com quem quiser) que o simples fato de anotar tudo o que gasta por dia, vai disparar um processo sem volta na direção da sua independência financeira. Se você começar e não parar, por pelo menos 5 meses, logo verá que, automaticamente, começará a analisar os resultados a cada mês, irá comparar o crescimento ou redução de despesas, se questionará sobre despesas excessivas ou desnecessárias e assim por diante. O passo seguinte vai ser calcular e planejar previamente as despesas, planejar poupança etc. Não tem mais volta, você vai ver com os seus olhos. Este hábito, sem bem desenvolvido, vai colocar você no caminho da sua independência financeira.

    Já reforcei aqui por várias vezes que a nossa carreira não está isolada da nossa vida pessoal e financeira. Quem tem educação financeira também ganha pontos e desenvolve competências importantes para a carreira profissional, porque aprende a gerenciar recursos escassos e planejar melhor o seu trabalho e o seu tempo. A educação financeira começa por aí. Sabendo quanto se gasta e como se gasta, o gatilho é disparado. O resto, deixe que o seu cérebro e o incrível poder dos hábitos angulares irão comandar.

    Invista neste hábito angular. A sua carreira e, pincipalmente, o seu bolso agradecerão muito. Não tenha dúvidas. Até o próximo!

    Prof. Marcelo Veras
    VERAS

     

  • O Líder do Futuro

    O Líder do Futuro

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    E quanto ao futuro, quais são as perspectivas do Mundo Corporativo? Teremos muitos líderes? Ou poucos líderes com um bom futuro? Você está disposto a quebrar paradigmas e romper barreiras para se adequar a realidade desse Novo Mundo?

    Um líder que não se dispuser a estar em constante atualização com as demandas atuais do cenário organizacional certamente estará fadado ao fracasso, pois os métodos e técnicas de sucesso utilizados no passado já não garantem a sua eficácia nos dias atuais; pelo contrário, podem, por si mesmos, já estar ultrapassados e, por hora, já ter que ceder lugar às novas abordagens e metodologias. A autossuficiência da abordagem técnica, tão valorizada pelos líderes do passado, vem demonstrando não ser mais suficiente – pois, mais do que saber o que devem fazer, as pessoas querem oportunidades para utilizar seu conhecimento, talentos e competências, e para sentirem-se importantes e envolvidas na construção do futuro da organização a que pertencem. Os líderes precisam descobrir que o seu papel mudou de forma significativa; como consequência, o comportamento também precisa mudar. (Lago, Regina et. al.).

    No contexto atual, liderar uma empresa é ter que gerenciar a mudança, o que significa enfrentar a velocidade e complexidade das mudanças rápidas, confrontar-se com as ambiguidades, compreender a necessidade de mercado e antecipar-se às suas expectativas, garantir um sentido de direção em meio ao caos (Motta, 1999:XV). Para fazer parte deste contexto de forma assertiva, o líder precisa, antes de tudo, ter uma sensibilidade humana no trato com as pessoas, pois este comportamento lhe fará entender que as pessoas estão sempre mudando e esse fator requer adaptação constante. Por este motivo, muitos líderes convivem com a famosa crise de liderança, em seu dilema existencial, no qual sempre se questionam “agora que sabemos as respostas, mudaram as perguntas…”.

    Quando pensamos no líder do futuro, pensamos em um líder que estará apto a quebrar paradigmas e superar as crenças limitantes. O que ainda vemos acontecer na prática das organizações é a valorização pela ação e da responsabilidade individual pelo resultado de trabalho que é coletivo, existindo por parte dos membros da equipe dificuldade em entender a totalidade e a união e, consequentemente, a importância da interação com o próximo. O novo paradigma do líder do futuro será fazer gestão que pressupõe troca, participação, rede de relações, aprendizagem individual e coletiva, favorecendo a conexão afetiva e intelectual entre as pessoas, tornando o trabalho um veículo de satisfação, realização e crescimento pessoal. Neste sentido, a relação do líder com sua equipe deve dar-se, não de forma impessoal e unilateral, mas em constante fluxo – no qual sonhos, aspirações, visões e valores são compartilhados para gerar o comprometimento necessário à realização de metas organizacionais. (Lago, Regina et. al.).

    Você que ainda se preocupa com o seu estilo de liderança lembre-se: como diria Drucker (2003), “Já não podemos olhar pelo retrovisor em busca de soluções para o presente, pois, embora o passado nos dê referência, é o futuro que nos dá direção.” Portanto, faça a diferença, construa o seu futuro e ajude a desenvolver uma nova geração.

    Filipe Lopes

    Psicólogo

    FilipeLopes_II

    Executive Coaching

    www.lopesrh.com.br

     

     

    Referências bibliográficas:

    CAVALCANTI, Vera L. et al. Liderança e motivação. 2ª ed. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2006.