Categoria: Carreira

  • Como Seu Cliente Sabe Que Você Está Agradecido?

    Como Seu Cliente Sabe Que Você Está Agradecido?

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    Um serviço ao cliente de baixa qualidade pode custar muito caro a uma empresa. A satisfação do cliente não é algo sem importância – pense nisso:

    • No mundo todo, cerca de 2/3 de todos os clientes deixam de negociar com uma empresa por causa do mau serviço ao cliente.
    • Em média, a maioria das empresas perde metade de seus clientes a cada cinco anos.
    • As atividades de relacionamento com o cliente têm maior impacto sobre a retenção de clientes. Todo encontro de prestação de serviço ao cliente tem potencial para ganhar novos negócios ou afastá-los.

    Criar um excelente serviço ao cliente é responsabilidade de cada funcionário. A impressão que os funcionários de uma empresa podem criar pode fazer ou quebrar, não só a venda atual, mas as vendas futuras.

    A maioria dos relacionamentos com os clientes não terminam de uma forma dramática, eles são simplesmente ignorados até que caiam fora de sua tela de radar. Nas empresas que criam experiências “WOW” para os seus clientes não considera uma concessão quando se tem um relacionamento valioso e, além disso, constantemente procuram maneiras de demonstrar gratidão por essas relações.

    Você … envia cartões de aniversário a todos os clientes atuais e do passado? Você inclui clientes especiais em um evento importante ou reunião em sua empresa? Você envia-lhes notas escritas à mão agradecendo-lhes por fazer negócio com você? Você envia-lhes um cartão mesmo que não seja apenas no mês de Dezembro? Você fala com cada cliente pessoalmente regularmente? Você procura maneiras de ajudar cada cliente pessoalmente, proporcionando-lhe o valor que não encontrará em outro lugar?

    Nesta época de festas, procure formas de mostrar a seus clientes mais gratidão e agradecimento.

    Boas Festas!

     

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  • O preço de se deixar para amanhã

    O preço de se deixar para amanhã

    postergar

     

    “O amanhã pode não existir. Cuidado com as postergações”

     

    Esta semana eu perdi um amigo. Marcelo Dias, um cara de um caráter ímpar. Uma pessoa do bem, carismática, honesta e amiga. Convivi com o Marcelo profissionalmente por 2 anos. Depois que saí da empresa, perdemos o contato por alguns anos. Voltamos a nos falar recentemente porque nos achamos por acaso em uma rede social. Fiquei sabendo que casou, mudou de São Paulo para Itu e que estava muito feliz. Vi fotos do casal, lindo e feliz. Relembramos, por telefone, muitas coisas boas da época em que trabalhamos juntos. Sabe aquela pessoa que você passa anos sem ver, mas quando encontra sente uma alegria enorme e uma proximidade semelhante a que sente com alguém que convive com frequência? Assim eu me senti ao falar com ele de novo. Nesta conversa, fiquei responsável por tentar organizar um encontro entre nós mais algumas pessoas (Wagner, Renata, Fernanda, Carol, Rodrigo, Fabi e Geraldo) que faziam parte da nossa equipe de anos atrás. Até consegui falar com alguns. Ensaiamos até uma data para nos encontrarmos na minha casa e fazermos um churrasco. Que delícia que seria!

    Quem me conhece sabe que quando assumo um compromisso, levo a cabo. Mas, neste caso específico, a correria desse segundo semestre e, principalmente, a minha incompetência de não executar até o fim este “projeto” e reunir todos, fez com que o assunto morresse. – Em breve retomo o contato e faço este churrasco acontecer, pensei eu.

    Pois bem, quando cheguei em casa um dia desta semana, fiquei sabendo que o Marcelo passou mal à noite e faleceu. Não acreditei e confesso que a ficha não caiu ainda. Ele simplesmente se foi. De uma hora para outra. Chorei muito e confesso que escrevi este texto enxugando lágrimas. Chorei porque uma pessoa muito especial se foi. Mas chorei também de arrependimento. Isso mesmo. Arrependimento, porque eu posterguei uma coisa importante e agora não posso mais tê-la. Eu deveria ter marcado esse churrasco. Eu não poderia ter deixado isso de lado. Como pude cometer este erro? Sei que eu não sabia que ele iria morrer, mas eu não deveria ter postergado. Agora não dá mais. Posso até promover este encontro, mas ele não estará…

    Isso me fez refletir um pouco sobre esta palavra – postergação. Deixar para depois. Empurrar com a barriga. Deixar para amanhã. Todos fazem isso, em maior ou menor escala. Não tenho estatísticas, mas acredito que 99% da população deve ter uma lista de coisas que quer fazer, mas que fica postergando. Sempre dá para deixar pra depois, não é mesmo? Tudo pode esperar, certo? Errado. Umas coisas podem sim, outras não.

    Pois bem, a reflexão de hoje é esta. Saiba e assuma que postergar tem um risco. E ele se chama ”o risco de não poder mais fazer”. Quem posterga tem que saber que o amanhã talvez não exista. Na vida e na carreira, alguns trens passam bem rápido. E quem não pega, dança. Quantas oportunidades não são perdidas por pessoas que deixam para amanhã e este amanhã não chega? Muitas.

    Neste fim de ano este será o meu principal tema de reflexão. Não quero cometer um erro semelhante em 2014. Sugiro que você faça o mesmo. Pense na sua lista de coisas importantes, na vida pessoal e profissional, que você está empurrando com a barriga. Coloque data e horário. E faça! Até o fim. Se envolver uma pessoa, então, faça mesmo. Porque se você demorar demais, esta pessoa pode não estar mais aqui quando você menos esperar.

    Marcelo Dias, meu amigo, desculpe-me pela minha incompetência! Estou profundamente arrependido. Eu deveria ter feito aquele churrasco. Aprendi de vez a lição. “O amanhã pode não existir”. Dedico este artigo a você. Vai com Deus! Espero te reencontrar um dia. 

    Até o próximo!

     

    Prof. Marcelo Veras
    VERAS
  • O que 2014 nos reserva

    O que 2014 nos reserva

    copa

    “A Copa do mundo será só um detalhe em 2014”

     

    2013 acabou. E já sei o que passa pela sua cabeça: – Nossa, esse ano voou! É assim todo ano. Com a vida cada vez mais corrida e a carreira cada vez mais desafiante e competitiva, a dimensão do tempo muda. Parece que tudo passa mais rápido.

    Mas todo fim de ano é mais ou menos igual. Momento de refletir um pouco sobre o que foi feito e, principalmente, o que não foi feito. Hora de renovar os votos, os sonhos, os objetivos, olhar no espelho e dizer: – Ano que vem vou fazer diferente! Muitos realmente fazem, mas a imensa maioria fica apenas no discurso e encerrará 2014 exatamente como está encerrando 2013. Uma pena. Esta “habilidade” que o ser humano tem de fazer declarações de intenções e não executarem o que prometem é triste. Mas talvez isso garanta um equilíbrio global da nossa espécie. Já imaginou se todo mundo fizesse o que fala. Não haveria espaço para tanta gente bem sucedida. Digo isso porque é a execução que gera resultados, na vida e na carreira, e não promessas.

    Se você está neste momento de reflexão sobre como foi o seu ano de 2013 e planejando 2014, hoje quero deixar a minha visão sobre o que penso deste ano que se aproxima. O futuro, mesmo que próximo, é sempre imprevisível. Mas se nada de muito estratosférico acontecer, 2014 é mais ou menos previsível. E quem planeja a sua vida e a sua carreira com uma boa percepção do que vem pela frente, tem mais chances de ter sucesso.

    Bom, 2014 é ano de copa de mundo. A princípio, parece que este evento vai congelar várias coisas por aqui. Logo na sequência vem as eleições presidenciais, que também geram uma enorme expectativa de grandes mudanças e transformações. De fato, são dois eventos bem importantes e isso é inegável. Mas o mundo seguirá o seu curso atual e, na minha visão, nada de extraordinário deve acontecer. Talvez, se “o gigante acordar” de novo e tivermos uma forte onde de manifestações como as do último mês de junho, tenhamos alguns fatos novos e relevantes. Mas confesso que estou preparando o meu ano de 2014 como se nada fosse acontecer. Em outras palavras, não deixarei de fazer nada em função destes dois eventos ou de uma expectativa de alguma mudança mais drástica.

    No final de 2014 veremos se estou certo ou não. Guarde as pedras ou os parabéns para a nossa conversa de dezembro do ano que vem. Posso estar redondamente errado, e não seria o primeiro e nem o último a errar em previsões. Mas não vejo nenhum motivo que hoje me motiva a enxergar 2014 de forma diferente.

    Portanto a minha dica para você é: Faça a sua análise de 2013 e seus planos para 2014. Estabeleça objetivos claros, mensuráveis e com prazo de execução. E concentre-se no maior desafio que você terá neste novo ano – executar aquilo que planejar. Quem fizer isso, chegará ao final de 2014 em outro estágio, na vida e na carreira. Quem não planejar muita coisa em função destes eventos e adiar objetivos pessoais e investimentos na carreira, perderá um ano.

    Não se deixe levar pela “manada” que vai gerenciar 2014 como se canta aquela música do Zeca Pagodinho (Deixa e vida me levar, vida leva eu!). Está cada vez mais evidente que crescimento é resultado de planejamento e execução. Desculpem-me alguns, mas o rumo da minha vida e os meus objetivos pessoais e profissionais não serão afetados por uma copa do mundo e muito menos por uma eleição presidencial. A minha vida é maior que isso. Quem tem objetivos claros, tem mais o que fazer. Tem planos para executar e não perde tempo lamentando bobagens ou adiando projetos em função de eventos de qualquer natureza..

    E que venha 2014! Com copa, sem copa, com eleição ou sem eleição, eu vou é cuidar da minha vida e da minha carreira. E sugiro fortemente que você faça o mesmo. Até o próximo!

     

    Prof. Marcelo Veras
    VERAS
  • O Resultado Final – Seu Balanço Financeiro

    O Resultado Final – Seu Balanço Financeiro

    resultado

    Você acorda um dia e percebe que fez menos dinheiro no ano passado, do que colocou em suas declarações fiscais. Mas espere, como um empresário, você não deveria saber quanto dinheiro você fez no ano passado, no último trimestre, ou no mês passado?

    Se você não tem o controle de quanto dinheiro você está fazendo, você não tem ideia se o seu negócio é bem sucedido ou não. Você não pode dizer o quão bem o seu marketing está funcionando. E eu não me refiro apenas que você deve saber a quantidade de suas vendas totais ou receita bruta, você precisa saber qual é o seu faturamento e o seu lucro. Se você não fizer isso, não há nenhuma maneira de poder saber como aumentá-los.

    Se você quiser que seu negócio seja bem sucedido, você precisa ter um plano financeiro e confrontá-lo com os resultados reais mensalmente e, em sequência, tomar medidas imediatas para corrigir eventuais problemas.

     

    Aqui estão os passos que você deve tomar:

     

    Crie um plano financeiro para o seu negócio. Calcule o quanto de receita que você espera ter, em cada mês, e projete quais serão suas despesas. Se você precisar de ajuda, contrate um Business Coach, adquira um software de planejamento – faça o que for preciso, mas obtenha os números.

    Reveja o plano mensal. Muitos empresários investem tempo para preparar um plano financeiro com as projeções de lucros e perdas e, depois, eles muitas vezes os deixam em uma gaveta. Não basta criar o seu plano, você tem que revê-lo regularmente.

    Lembre-se que os lucros perdidos não podem ser recuperados. É como o tempo – uma vez que passou, ele se foi para sempre! Quando os empresários comparam suas projeções com a realidade e encontram um lucro muito baixo ou despesas muito altas, muitas vezes eles concluem: “Eu vou fazer isso mais tarde.”. O problema é que você realmente não pode fazê-lo mais tarde pois, todos os meses que seus lucros forem muito baixos terá sido um mês que se foi para sempre.

    Faça os ajustes imediatamente. Se os seus rendimentos forem mais baixos do que o esperado, aumente seus esforços em vendas e marketing ou procure maneiras de aumentar seus preços. Se os custos indiretos são muito altos, encontre maneiras de cortá-los. Há outras empresas como a sua à sua volta. Qual é o segredo delas para operarem lucrativamente?

    Pense antes de gastar. Ao considerar qualquer nova despesa do negócio, incluindo atividades de marketing e de vendas, avalie o aumento de salários que terá que agregar ao seu custo antes de prosseguir e fazer uma compra. Sempre realize uma análise do ponto de equilíbrio das campanhas de marketing. Muitas vezes você pode aumentar a sua rentabilidade simplesmente postergando uma despesa em um mês, trimestre ou ano mais tarde.

    Não tenha medo de contratar. Atacadistas e varejistas não consideraram funcionar sem empregados, mas muitas empresas de serviços limitam-se por terem insuficiência de funcionários. Quase todo negócio pode se beneficiar ao admitir (ou contratar) ajuda. Empresários, quase sempre, podem usar melhor seu talento na geração de receita do que para dar recados ou fazer arquivamentos.

    Pague-se um salário regular. Se você estiver incorporado, você já pode estar fazendo isso. Se não, atribua um valor a remuneração do proprietário mensalmente. A cada mês que a sua empresa cumprir sua meta de rentabilidade, pague-se o valor total (salários + lucros). Quando você não alcançar sua meta, retire apenas o seu “salário” e quando você ultrapassá-la, paga-se um “bônus”. Reservar um salário mensal irá lhe dar um forte incentivo para manter seu negócio rentável.

    Avalie o sucesso do seu negócio com base no lucro, e não na receita. Não importa quantos milhares de reais você está fazendo mensalmente, se suas despesas forem quase tão altas, ou superiores. Muitas empresas de alto rendimento têm decaído por isso mesmo – não seja um deles.

    O Resultado Final: Revise seu resultado final e suas demonstrações financeiras em uma base regular para garantir que você está gerenciando o que já tem para obter o domínio do seu negócio.

     

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  • Conhecimento tem prazo de validade

    Conhecimento tem prazo de validade

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    “Quem não se renovar continuamente, não chegará competitivo em 2020”

     

    Um conhecimento adquirido serve e será útil para a vida toda? Sim ou não? Se você nunca pensou nisso, está na hora de refletir um pouco e chegar a uma conclusão, até porque a sua resposta para esta pergunta irá impactar diretamente a sua carreira nos próximos anos e décadas.

    Sempre ouvi falar, desde a minha infância, que o nosso maior patrimônio é o nosso conhecimento. Dizia a minha mãe, sempre que queria enfatizar a importância do estudo: – Isso, nunca poderão nos roubar. Sem sombra de dúvidas, a não ser que façam uma lobotomia em nós, os nossos conhecimentos e as nossas experiências são 100% nossas e levaremos para o resto da vida. Mas o ponto aqui é outro. Não me refiro a “roubarem” o nosso conhecimento. A questão aqui é “qual é o prazo de validade dele”. Até quando um determinado conhecimento terá utilidade prática. Até quando um conhecimento adquirido terá o poder de alavancar a minha carreira ou minimamente garantir a minha empregabilidade.

    A resposta para estas perguntas está cada vez mais clara e óbvia no mundo atual. Já há estudos que comprovam que, em determinadas áreas de conhecimento, 100% do conhecimento se renova em sete anos. Ou seja, em sete anos tudo o que você aprendeu vira pó e não serve mais para muita coisa. Parece loucura, mas a velocidade com que tudo está mudando, desde a tecnologia, as relações sociais, o clima, o mapa geopolítico mundial, entre outros fatores, tem feito com que os profissionais fiquem desatualizados numa velocidade nunca vista.

    Estes dias eu estava dando uma olhada nas minhas pastas e arquivos impressos do meu primeiro MBA Executivo, concluído em 1999. Grande parte daquilo que aprendi sobre estratégias de marketing e comunicação, se fossem usados hoje, talvez levariam uma empresa à falência bem rápido. O consumidor mudou, as leis mudaram, a tecnologia nem se fala, as redes sociais surgiram e são hoje o “grande palco” etc. Enfim, tenho absoluta convicção de que grande parte deste conhecimento não serve para muita coisa hoje. Se formos falar de outras áreas, como a medicina, engenharia de materiais e ciências da computação, garanto que o cenário é o mesmo, se não for pior.

    Não é à toa que os meus amigos Head Hunters me contam que uma das primeiras perguntas que fazem em uma entrevista com um executivo para uma vaga de topo é: – O que você fez nos últimos 6 meses para ampliar a sua fronteira de conhecimento? Já dei esta dica aqui há algum tempo. Eu mesmo, quando pego um currículo para analisar, uma das primeiras coisas que quero ver é a data que o candidato fez o último curso de atualização. É simples, alguém que há mais de 3 anos não fez um curso sequer, na minha visão, é um profissional que não está preparado para os desafios que temos e para os que virão no futuro. Este é um belo termômetro para mostrar quem entende ou não que o mundo muda e os conhecimentos se renovam.

    Pois bem, está na hora (aliás, passando da hora) de você pensar neste assunto e se posicionar. Por quanto tempo um conhecimento é válido e terá o poder de alavancar a sua carreira? Com que frequência você acha que deve se atualizar em relação aos conhecimentos da sua área. Não há verdade nem mentira absolutas. Não há uma fórmula matemática que dê a resposta. O que há de fato, e não só enxerga quem não quiser, é uma velocidade de mudança gigantesca e que tem exigido de cada um de nós uma capacidade de se renovar continuamente, de se atualizar e de se preparar para um novo mundo que surge a cada dia. As posições de liderança no futuro estão reservadas para quem tiver esta capacidade. Até o próximo!

     

    Prof. Marcelo Veras
    VERAS
  • Empresas e equipes que viram palcos de teatro

    Empresas e equipes que viram palcos de teatro

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    “Mais autenticidade, por favor! Ninguém é trouxa”

     

    Acho que nunca escrevi tanto sobre liderança ineficaz, (indi)gestão de pessoas e insatisfações no trabalho. Mas garanto que não é implicância e nem coincidência. É que tem tanta gente, mas tanta gente, insatisfeita onde está e que me conta horrores que acontecem no seu ambiente de trabalho, que é inevitável dissecar cada vez mais este cadáver chamado “empresa atrasada”. As histórias pipocam, uma atrás da outra, sem intervalo comercial. E quando eu acho que não pode piorar, descubro que realmente as pessoas conseguem se superar mais para o mal do que para o bem.

    Hoje quero tratar (quase com raiva, confesso) de uma “doença” que tem atingido muitas empresas e, principalmente, pessoas que ocupam cargos de liderança. Falo de “falta de autenticidade”. Esta doença é contagiosa e se materializa em discursos vazios, sem credibilidade e que subestimam a inteligência das pessoas. Líderes fracos e despreparados, que fomentam um clima de teatro na empresa, onde quem for melhor ator vence e quem for autêntico e verdadeiro nas suas opiniões e posturas, dança.  Você já viu este filme? Pois se depender do que tenho ouvido, ele tem Óscar garantido.

    A falta de autenticidade nas empresas tem crescido muito. Nas empresas globais e gigantes então, nem se fala. Eu calculo que uns 30% do tempo das pessoas nas empresas hoje é dedicado a coisas que não estão relacionadas a trabalho e resultados. É tanto jogo de interesse, tanta gente querendo puxar o tapete de outras, tanta gente tentando subir usando a cabeça de outros como degrau, tanta falsidade e tantas palavras sem credibilidade, que a coisa vira um “salve-se quem puder”. O problema disso é que os melhores e mais autênticos profissionais se mandam. Vão embora. E quem perde? Nem preciso responder.

    O que fico me perguntando, ainda sem achar uma resposta completa, é: Por que algumas empresas ou departamentos viram verdadeiros palcos de teatro? Quem ganha com isso? Por que alguns líderes simplesmente não conseguem ser verdadeiros e autênticos? Por que não deixam as pessoas serem quem são e cobra apenas aquilo que mais importa – resultados? Por que muitos líderes premiam mais os melhores atores e menos os melhores gestores? Por que ? Por que? Por que? Isso é tão insano, tão nocivo para a empresa e seus resultados, que fica difícil formular uma resposta única e clara. E o pior de tudo é que quem está no comando e, por definição, é o maior prejudicado com este desperdício de tempo e energia, muitas vezes não enxerga que a sua empresa ou sua área virou uma gaiola das loucas.

    Este problema está longe de ser fácil de resolver. Isso exigiria uma limpeza geral nas posições de comando de muitas áreas. Há muita gente despreparada no comando de equipes. Mas uma coisa eu consigo vislumbrar com uma certa clareza – por onde o problema poderia começar a ser atacado. Na minha humilde visão, o primeiro nó a ser desatado chama-se “autoconhecimento”. Quando a gente investe pesado nisso e passamos a nos conhecer melhor, logo passamos a nos aceitar mais e enxergar melhor nossas qualidades e limitações. Isso ajuda muito. Quando uma pessoa não se conhece bem e não se aceita bem, tende a não gostar de pessoas autênticas e, quando se tornam líderes, criam esse palco onde o principal palhaço é ele próprio.

    O que mais tenho trabalhado e recomendado aos meus alunos e a quem quer chegar ao topo em suas carreiras é: Invista no seu autoconhecimento. Primeiro, escreva a sua autobiografia. Conte você mesmo a sua história de vida e coloque isso tudo no papel. Leia, releia e atualize pelo menos uma vez ao ano. Segundo, faça sempre uma auto avaliação de suas competências e compare com avaliações 360 graus uma vez por ano. Esta rotina, aliada ou não a outras técnicas, ajuda muito a fazer com que tenhamos cada vez mais autoconhecimento. E quem tem, tende a ser mais autêntico e fomentar ambientes mais autênticos e produtivos. Até o próximo!

     

    Prof. Marcelo Veras
    VERAS
  • Empresas não existem

    Empresas não existem

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    “Pessoas não confiam em empresas. Pessoas confiam em pessoas”

     

    Não faz muito tempo que tratei deste tema, mas tangenciando uma outra discussão sobre gestão de pessoas. Hoje quero dedicar uma análise completa sobre o que, na minha visão, é uma ficha que está demorando demais para cair na cabeça dos empresários e líderes. Falo do paradoxo mais maluco que já vi na minha vida desde que me formei e comecei a minha carreira. Por um lado, todos sabem e dizem por aí que está cada vez mais difícil montar um time de profissionais de excelência nas empresas. E quando conseguem encontrar pessoas acima da média, estas ficam pouco tempo e saem assim que aparece uma “oportunidade melhor”. Por outro lado, as empresas continuam achando que a marca corporativa, a história da empresa, o seu porte ou seus valores declarados servem para alguma coisa quando o assunto é atração e retenção de talentos. Lamento dizer, mesmo sabendo que muitos não concordam, mas estas coisas já serviram no passado. Hoje não valem nada. Ninguém mais fica em uma empresa porque ela é global, tem uma marca conhecida ou está entre as melhores em algum quesito. Não fica mesmo. Estes fatores podem até ajudar, mas não retém mais ninguém, muito menos os melhores.

    Quando comecei a minha carreira, há 20 anos, e fui trabalhar em gigantes multinacionais (passei por quatro), quase ouvi dos meus superiores que eu deveria “ajoelhar no milho todo dia e agradecer a Deus por estar ali”. Embora achasse que realmente era uma honra poder trabalhar em uma empresa centenária, global ou com uma marca forte, nunca achei que estas “coisas” eram suficientes para eu ficar ali dando o melhor de mim para sempre. Tanto é que não fiquei mais de cinco anos em nenhuma. E hoje, mais do que nunca, vejo meus alunos e ex-alunos deixando empresas como marcas fortíssimas para irem trabalhar em Start Ups (empresas que acabam de nascer) ou em empresas menores e não globais. E saem sem a menor cerimônia, sem a menor dor na consciência e com elevada convicção. E todos, absolutamente todos, com os quais tenho a oportunidade de conversar, saíram porque deixaram de acreditar ou respeitar algumas pessoas (principalmente seus líderes) da empresa anterior. Ou seja, quando as relações-chave de confiança, admiração e respeito se rompem, não há mais nada que segure um talento. Ele sai, sem dó.

    Bom, quem critica tem que sugerir. Portanto vamos à minha visão clara e pragmática sobre o que acho deste abismo. A minha conclusão é uma só: Empresas não existem! Neste século, mais do que nunca, empresas são apenas um logotipo em um pedaço de papel. Mais nada. As pessoas não confiam em empresas. As pessoas não acreditam em empresas. As pessoas não são fiéis a empresas. Até porque, empresas são compradas, vendidas, fundidas, mudam de estratégia ou de líderes. E isso pode, num piscar de olhos, jogar tudo o que as pessoas acreditavam no lixo. Perdi a conta das vezes que ouvi a seguinte frase: – Mudou tudo lá. A empresa não é mais a mesma. Não acredito mais naquilo.

    Agora me responda, então, qual é a única coisa que pode gerar atração e fidelidade? Minha resposta: As relações pessoais. São pessoas que atraem pessoas. Conheço muitos casos de pessoas que, ao saírem de uma empresa, levam uma legião consigo, porque estes sabem que onde aquela pessoa estiver, irá ser fiel aos seus valores e terá uma postura já conhecida e admirada.

    Esta é a minha visão. As empresas acabaram. O poder das marcas, no que diz respeito a atração e retenção de talentos, está diminuindo dia a dia. O que realmente importa e o que realmente gera atração e vontade de ficar são as relações pessoais. Infelizmente muitas empresas ainda não perceberam isso e não agem no sentido de fomentar este viés. Entendo as razões, mas sigo com a minha convicção de que, no final das contas, “pessoas não são fiéis a empresas. Pessoas são fiéis a pessoas”. Até o próximo!

     

    Prof. Marcelo Veras
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  • Empregado x Empresário – os dois lados da moeda

    Empregado x Empresário – os dois lados da moeda

    Funcionário x Patrão

    “Toda moeda tem dois lados. Não seja ingênuo”

     

    Já li e ouvi muito sobre a capacidade que o ser humano tem de se autoiludir. Há muitas teses e estudos sobre isso. Às vezes, racionalmente sabemos o que fazer, mas a emoção domina e nos leva para a direção oposta, ignorando totalmente a razão e acreditando em coisas que, de fato, não existem ou são bem diferentes na realidade. Pessoas que não conseguem sair de um investimento financeiro mal sucedido porque acreditam que o jogo vai virar (mesmo tudo mostrando que não vai) e as perdas serão recuperadas. Pessoas que compram, em estado de profunda emoção e convicção, um produto caro e depois descobrem que fizeram um péssimo negócio. Isso é muito comum e creio que todos nós já cometemos um erro desses, em maior ou menor escala.

    Mas quando se trata de decisões envolvendo a nossa carreira, um erro desses pode custar bem caro. Uma interpretação equivocada ou uma crença em uma realidade que não existe representam um barril de pólvora quando o assunto é carreira. Refiro-me hoje a um ponto que tem me chamado cada vez mais a atenção – o número de pessoas que querem ter o seu próprio negócio, sejam jovens logo no início da carreira ou profissionais que cansaram de ser empregados e decidem virar empresários.

    O mundo atual é cheio de oportunidades, é verdade. E acho legítimo que todos queiram criar a sua própria empresa e construir o seu “império pessoal”. Ser dono do próprio negócio, não ter chefe, não precisar se envolver em “politicagens”, decidir o que fazer com o seu horário e, principalmente, ser dono de todo o resultado do sucesso do negócio é fantástico. Quem não quer isso? Quem, enquanto empregado, já não parou um dia e pensou que trabalha duro para outros ficarem ricos?

    O único problema que reside neste assunto é que muitas pessoas, pelos motivos citados no início, só querem enxergar um lado da moeda – o lado bom. A vontade de ser empresário de alguns é tão grande que ofusca a visão e impede uma análise mais realista dos fatos. Nem vou começar a contar casos de pessoas próximas a mim que falam constantemente que querem ou que vão fazer isso. Os discursos são sempre os mesmos. E o erro também. A maioria simplesmente não tem a menor noção do que é ser, de fato, dono de um negócio. Elas se recusam a virar a moeda e olhar para o outro lado.

    Pois bem, resolvi virar a moeda e contar algumas coisinhas básicas do mundo dos empresários, para que ninguém mais (pelo menos quem ler este artigo) tenha uma visão distorcida ou romântica de ter um negócio. Ser empresário é bom. Aliás, é muito bom. Mas não é só alegrias não. Não mesmo…

    Vamos começar pela mais importante de todas – a remuneração. Nenhum empresário tem garantias de quanto vai ganhar. No começo, na maioria dos casos, trabalhamos sem receber e tendo que gastar nossas economias até o negócio decolar. Empresário não tem direito a férias, 13º salário, salário-férias e FGTS. Ou seja, quem está acostumado a ver um depósito na conta todo dia 05, tem que pensar bem se vai ter estômago para perder isso.

    Empresário não é dono do seu tempo, como os ingênuos insistem em acreditar. Isso não é verdade. A empresa é dona do nosso tempo. E garanto que ela exige muito mais do que empregos tradicionais. Empresário trabalha muito, mas muito mais do que empregado. Esse papo de “fazer o horário que quer” está mais para piada do que outra coisa. Não acredita? Converse com alguns empresários e pergunte.

    Sem dúvida alguma ser dono do próprio negócio é muito bom. Quem pensa em trilhar este caminho, não desista. Mas tenha muita, mas muita mesmo, consciência de que a vida de empresário é muito dura, corrida e repleta de riscos decorrentes do negócio, do setor e da economia. É preciso ter muita disciplina, força, determinação e foco. Eu, que já sentei dos dois lados da mesa, falo com conhecimento de causa. A mudança é ótima, desde que feita com consciência e sem romantismo. Até o próximo!

     

    Prof. Marcelo Veras
    VERAS