Autor: Portal Emprega

  • Coaching de Agenda

    Coaching de Agenda

    tempo

    Uma das grandes demandas no trabalho com o coaching é atuar com a Gestão do Tempo dos coachees (clientes), o chamado Coaching de Agenda. É muito comum altos executivos não ter mais tempo para nada no cenário corporativo. Mesmo tendo uma secretária, que fica responsável por administrar seus compromissos, torna-se tarefa árdua buscar um espaço para uma reunião, e quando o encontra, ele se restringe a poucos minutos, que requer objetividade e clareza em sua utilização.

    Brigar contra o tempo já não tem sido mais tarefa exclusiva dos altos executivos. Quantas pessoas que você conhece que não tem a habilidade de gerir seu próprio tempo em suas atividades de vida pessoal e profissional? Chegar atrasado ao trabalho, deixar o cliente esperando pelo início da reunião, não entregar os serviços dentro do prazo ou ter que ficar trabalhando um período extra por não dar conta de terminar todas as demandas no tempo hábil. Você já se deparou com alguma dessas situações? Parece inevitável não vivenciar um desses episódios, quando se aceita viver neste ambiente organizacional. Vivemos em uma época multitasking, onde todos são cobrados a fazer várias coisas ao mesmo tempo: atender um telefone, enviar um e-mail, entregar um relatório, falar com o chefe, atender o cliente, enviar um torpedo. Quem não tiver a competência de dominar estas tarefas simultaneamente, já ficam para trás no processo seletivo.

    Então, como o Coaching pode me ajudar a ter uma melhor organização?  A premissa inicial é que você passe pelo processo de conscientização de que só você é responsável pela mudança. Certamente você pode me responder que outras pessoas participam do seu dia e que você depende de alguns processos e pessoas para desenvolver suas atividades. Sim, também concordo que suas atividades se desenvolvem de forma interacionista, mas vamos tratar aqui o que só você pode fazer e se fizer bem feito você pode inclusive apresentar o seu diferencial competitivo. Assumindo a responsabilidade pela mudança e identificando as atividades que só você pode desenvolver, escolha o seu objetivo: para que você quer mudar? Qual o seu foco de mudança? O que precisa impactar? Quais os resultados esperados? Se posicione mentalmente em seu objetivo e estabeleça uma data específica para alcança-lo. Feito isso, busque evidências que comprovariam que seu objetivo foi alcançado. A próxima etapa é descrever suas atividades do dia, sua rotina. Você pode começar descrevendo com intervalo de uma hora, desde o momento que você acorda, até a hora de ir dormir. Após concluir o descritivo de sua agenda, vamos fazer o ABCDE. Ao lado de cada atividade, você vai colocar: A – Atividades que geram alto impacto, em relação ao seu objetivo; B – Atividades que geram médio impacto; C – Atividades que geram baixo impacto; D – As atividades que são delegáveis. A quem você pode delegar esta tarefa? Aqui inclui não só pessoas, mas você pode delegar suas atividades para sistemas operacionais (Google Agenda, por exemplo); E – Atividades que são elimináveis. Agora você pode riscar as atividades das categorias C; D e E. Quanto tempo livre você encontrou em seu dia? Agora você pode substituir esse tempo livre com atividades que gerem alto e médio impacto.

    A princípio parece simples, mas desenvolvendo essas etapas você terá em mãos um planejamento estratégico para melhoria do seu tempo. Agora tudo dependerá de você! Agir com foco, disciplina e ação te ajudará a obter excelentes ganhos.

    Compartilhe sua dúvida ou comentário por e-mail: filipe@lopesrh.com.br

     

    Filipe Lopes

    Executive Coaching

    FilipeLopes_II

    Psicólogo

    www.lopesrh.com.br

  • Pessoas insubstituíveis

    Pessoas insubstituíveis

    insubstituivel

    “Existem pessoas insubstituíveis nas empresas? Sim”

     

    Esta semana revi um grande amigo. Fui a Piracicaba ministrar uma palestra no SIMESPI (Sindicato patronal da indústria de Piracicaba e região) e tive a oportunidade de tomar um café e bater um papo com o Roberto Soriano, gestor administrativo do sindicato. Uma pessoa que conheço e convivo há oito anos. Um jovem de 64 anos, profissional extremamente comprometido com o seu trabalho, uma pessoa muito simpática e de caráter ímpar. Quase uma marca registrada do sindicato. Na nossa conversa, falávamos do falecimento recente do meu pai e ele me dizia que às vezes se vê pensando na vida (frágil) e se vale a pena, na idade que tem, fazer tantos planos ou se preocupar com determinadas coisas. No meio da conversa, me contou que até já colocou o cargo à disposição da diretoria do sindicato, deixando-os a vontade para trazer alguém mais jovem ou com outras características. Não me causou surpresa saber que ele sempre ouviu um sonoro NÃO. – O que é isso, Roberto! Nem pensar! Eu também não abriria mão do Roberto nem sob tortura. O Roberto parece aquela pessoa que você entrega uma responsabilidade e esquece, com a certeza de que a coisa vai acontecer.

    Daí a conversa tomou outro rumo, lastreado pela pergunta: Existem pessoas insubstituíveis nas empresas? Sim ou não? Chegamos a ela porque em um editorial recente do Jornal de Piracicaba (JP), o seu nome foi textualmente citado em uma matéria sobre o SIMESPI como “o insubstituível Roberto Soriano”. Ele me disse que ficou surpreso e muito lisonjeado, guardando (para sempre) aquela edição. E então seguimos adiante, com um belo café nãos mãos, debatendo sobre o tema antes da minha palestra. E a minha conclusão, embora já saiba que alguns não irão concordar, é que existem sim pessoas que dificilmente são substituíveis quando deixam uma empresa. Não que as competências que alguém tenha não possam ser encontradas no mercado. É lógico que podem, e até melhores.  Mas quando falamos do pacote completo (competências, atitudes, comprometimento, paixão pelo que faz, responsabilidade, carisma, caráter, valores pessoais etc), cada um é único. Não tem jeito. E em função disso, eu realmente acredito que algumas (poucas) pessoas valem ouro nas empresas, independente do nível que ocupam. Não é a toa que algumas empresas “afundam” ou entram em crises pesadas após a saída de um determinado profissional. Os casos não são raros. Em times de futebol, bandas de música ou equipes de atletismo, acontece a mesma coisa.

    Portanto fica aqui um belo tema para reflexão de líderes e empresários. Será que na sua empresa/organização não existem algumas “peças insubstituíveis”? Será que alguns profissionais, quando analisados sob a ótica do “pacote” completo, não são mesmo únicos? Creio que cada um deve formar a sua opinião e gerenciar seus recursos humanos estratégicos da forma que achar melhor. Quem achar que ninguém é insubstituível, ok. Aposte nisso e ponto. Quem achar o contrário, encontre formas de manter estas pessoas motivadas, felizes e com o devido reconhecimento. O que não dá para aceitar é a falta de convicção a respeito do tema. Eu tenho a minha. Você precisa ter a sua.

    Assim é a vida e assim é o mundo dos adultos. Fazemos escolhas e pagamos o preço ou colhemos o bônus delas. Atrair e reter pessoas competentes nas as empresas é tarefa dura. Quase uma arte. E quando encontramos alguém ímpar e esta pessoa é “textualmente” chamada de insubstituível, alguma coisa de muito valiosa ela tem. Cuide bem de pessoas assim. Elas valem ouro, como o Roberto Soriano. Até o próximo!

     

    Prof. Marcelo Veras
    VERAS
  • Relações curtas x Impactos duradouros

    Relações curtas x Impactos duradouros

    positivo

    “Nunca perca uma oportunidade de causar uma boa impressão”

     

    Na semana passada eu e a minha noiva fomos a uma barraca de praia em Natal – RN. Mais precisamente na praia de Ponta Negra. Estávamos de volta de outra praia e paramos para comer algo. Como o horário já não era mais o de pico, embora a praia ainda estivesse cheia, escolhemos a barraca mais vazia, até porque não queríamos esperar muito para comer algo. Pedi um camarão à milanesa, que logo chegou. Quando peguei o primeiro camarão e mordi, a surpresa. Imagine que o pedaço inteiro era do tamanho de um dedo indicador, mas o tamanho do camarão por dentro da grossa massa era quase da largura de um fio de cabelo. Os mais críticos diriam que ali não havia camarão algum. Pensei que fosse apenas um dos pedaços, mas estava errado. Todos, absolutamente todos, eram 95% massa e 5% camarão. Considerando o preço que estavam cobrando, eu poderia perfeitamente chamar a polícia em fazer um B.O. Pedi a conta, pagamos e fomos embora. Até gosto de uma briga dessas, mas resolvi preservar a minha tranquilidade.

    Antes de sair, começamos a discutir sobre o fato e os motivadores de tamanha falta de vergonha na cara de algumas pessoas, empresários e profissionais em geral. É fácil concluir que, tratando-se de uma cidade turística, o que deve se passar na cabeça do dono dessa barraca de praia é: – É tudo turista mesmo. Nunca mais vão voltar aqui. Então vamos fazer o que der para ganhar o máximo na “única” vez que vamos vender. Este raciocínio, infelizmente, permeia muitas mentes por aí.

    Ao mesmo tempo que discutíamos o caso, a minha noiva me contou que nos últimos dois meses do seu primeiro estágio em um banco, ela viveu pessoalmente uma situação muito inusitada. Uma cliente do banco, empresária, ia à agência em que ela estagiava duas vezes por semana para fechar uma série de assuntos bancários da sua empresa, mas chegava sempre 5 minutos antes da agência fechar e com uma pilha de coisas para resolver. Quem desse o azar de pegar o caso naquele dia ficaria na agência 30 minutos após o término do expediente. Segundo ela, o comentário dos demais estagiários era sempre o mesmo: – Por que essa louca só chega nesse horário e com essa pilha de coisas? Um deles chegava a dizer:  – Eu não vou ficar aqui atendendo essa mulher até depois do meu horário de saída. Afinal, o meu estágio está acabando mesmo. Ela me disse que a mulher era muito simpática e que resolveu, ao contrário dos demais, “assumir” a senhora sempre que ela chegasse nesse horário. Assim foi até o dia em que ela terminou o estágio e se foi. Três meses depois, ainda na faculdade, recebeu uma ligação de uma pessoa. Quase desligou porque não sabia que era. Depois viu que se tratava desta senhora empresária. Ela explicou que estava há mais de dois meses tentando conseguir o telefone dela sem sucesso. O banco, por questões de políticas internas, não repassava telefone de ex-estagiários. Depois de insistir com vários funcionários, um deles procurou e repassou o telefone. O mais interessante era o motivo da ligação. Esta empresária ligou para agradecer o atendimento que tinha recebido durante os últimos meses dela no estágio, reclamou que nunca mais teve um atendimento igual e que gostaria de oferecer um emprego na sua empresa. Na semana seguinte, ela estava iniciando o trabalho nesta empresa, não mais como estagiária, mas como efetiva.

    Bom, estes dois casos mostram que, ao contrário do que muitos pensam, relações curtas nem sempre têm impactos curtos. Pessoas que aparentemente nunca mais veremos, podem contribuir de forma significativa para construir (ou destruir) a nossa imagem ou a do nosso negócio. No caso da barraca da praia, eu era apenas mais um que poderia ser enganado. No outro caso, que diferença faria assumir uma bronca daquela faltando dois meses para acabar o estágio? Em ambos os casos vemos claramente como se materializa uma das coisas que mais tenho repetido: O mundo dá voltas.

    Agora entendo porque aquela era a barraca mais vazia da praia e porque algumas pessoas crescem mais rapidamente do que outras. Nunca desperdice uma oportunidade de fazer bem feito. De onde você menos espera, podem sair grandes oportunidades. Até o próximo!

     

    Prof. Marcelo Veras

    VERAS

  • Bob’s deverá indenizar funcionária após discussão com gerente

    Bob’s deverá indenizar funcionária após discussão com gerente

    discu

    Uma lanchonete da rede Bob’s deverá indenizar uma ex empregada, menor de idade, após discussão entre ela e uma gerente de uma unidade.

    Conforme relatado pelas partes e pelas testemunhas, a funcionária teria ofendido a gerente na presença de clientes e funcionários quando esta solicitou que a pausa para lanche fosse feita mais tarde.

    A gerente então aplicou suspensão de 05 dias para a funcionária e ameaçou rasgar a sua folha ponto. Irritada a funcionária tentou tomar a folha ponto da gerente, tendo inclusive a arranhado. Depois da discussão, a funcionária registrou boletim de ocorrência e não voltou mais ao trabalho.

    Um mês depois a funcionária acionou a justiça pleiteando indenização e a rescisão indireta do contrato de trabalho.

    Em primeira instância, fora reconhecida a rescisão indireta do contrato de trabalho e o dever do Bob’s em indenizar a funcionária em R$ 2.000,00, pois predominou o entendimento de que não importa quem começou a discussão, mas a gerente não poderia ameaçar rasgar a folha ponto da funcionária, devendo zelar pela conservação do bom ambiente de trabalho.

    Já em sede de recurso para o Tribunal Regional do Trabalho, os Desembargadores entenderam que a funcionaria também faltou com respeito à gerente perante terceiros e que a decisão de aplicar a suspensão foi proporcional à falta da empregada que também tentou resgatar a sua folha ponto com agressividade. Os desembargadores entenderam ainda que ficou provada a intenção da funcionária em ser demitida e excluíram da condenação a rescisão indireta, fazendo com que a funcionária perdesse o direito ao recebimento de aviso prévio, 13º salário e férias proporcionais, multa do FGTS e guias para recebimento de seguro desemprego. O valor da indenização foi reduzido para R$1.000,00.

    A funcionária recorreu ao TST que manteve a decisão do Tribunal Regional do Trabalho, pois entendeu que a referida decisão foi tomada observando-se todos os critérios necessários como culpa da gerente, extensão do dano suportado e a capacidade econômica das partes, restando assim, proporcional e razoável, não cabendo ao órgão rever o valor fixado a título de indenização.

     

    Depto. Trabalhista

    Barini De Santis Advogados

  • Como destruir a sua imagem em um post

    Como destruir a sua imagem em um post

    imagem

    “Será que é tão difícil entender que as redes sociais formam (ou destroem) a imagem profissional?”

     

    Pensei três vezes se deveria ou não voltar a este tema. Escrevi um artigo no ano passado sobre redes sociais e impactos na carreira. Acabei de reler e acho que disse tudo. Mas sigo colecionando o que chamo de “Pérolas do Facebook”, posts de pessoas que são profissionais de mercado e que estão em fase de construção da carreira, mas que conseguem postar coisas absolutamente inacreditáveis. E o pior, achando que quem irá ler são apenas seus amigos íntimos, esquecendo que seus contatos profissionais e possíveis futuros empregadores poderão ter acesso. Creio que o raciocínio deve ser:  O que acontece no facebook não tem nada a ver com a minha carreira. A é A, B é B, certo? Errado, 100% errado!

    Somente nesta semana eu recebi duas solicitações de colegas para fazer indicações de alunos ou ex-alunos para vagas. Em uma delas, postei na minha página e pedi para que os interessados (e que tivessem o perfil da vaga) me enviassem o currículo por email. Combinei com a minha colega que eu faria um breve filtro e repassaria para ela apenas os melhores. Recebi vários currículos. Alguns já eram meus contatos no Facebook e outros não. Em todos os casos, ao receber o currículo, visitei suas páginas no Facebook e LinkedIn. Um pouco de curiosidade, até para conhecer melhor os eventuais futuros indicados, mas também para ver de perto como eles usavam as redes sociais. Isso dá muitas pistas, além do que está escrito no currículo. E digo mais, todos os profissionais de recrutamento fazem o mesmo. Quanto mais oportunidades um recrutador tem de conhecer seu candidato, melhor. E, neste sentido, as redes sociais representam uma fonte maravilhosa para se ter uma primeira impressão sobre um profissional. No meu caso, é mais relevante ainda. Indicar pessoas é uma responsabilidade enorme. Até hoje, acertei mais do que errei nas minhas indicações, mas um erro numa indicação afeta também a imagem de quem indicou, concorda?

    Bom, mas vamos lá. Das pessoas que me enviaram currículos, três delas eu não indico nem sob tortura. Na página do Facebook de uma delas, o último post era do exame de sangue que acabara de fazer. No comentário, ela dizia que era muito bom saber que não está com Aids depois de uma loucura que fez. Quase pinguei colírio nos olhos para ver se as minhas lentes de contato não estavam embaçadas. Este caso é um extremo, mas a média geral está muito ruim. Em outra página, todos (100%) dos últimos vinte posts eram compartilhamentos de piadas, algumas bem polêmicas. Nada contra, até ri e gostei de algumas. Mas me diga uma coisa, caro leitor, que imagem profissional você acha que um recrutador fará de um profissional ao ver isso? Alguns poderão até dizer que isso não tem relação direta com o possível desempenho do profissional no ambiente de trabalho. Pode até não ter, mas a imagem que se forma de uma pessoa é construída a partir do que se tem. E se o que vemos é isso, a projeção é péssima. Na dúvida, melhor não arriscar. Eu também não arriscaria contratar uma pessoa que usa desta forma a rede social.

    A minha dica, aliás, a minha “ordem” (se é que tenho este crédito) é para que você use as redes sociais a favor da sua carreira, não contra. Como? Postando conteúdos de forma equilibrada e sensata. Pense sempre, antes de dar o “enter” em um post, que seus contatos profissionais e eventuais futuros empregadores poderão ler e formar um juízo sobre você. Pergunte-se sempre: – Que imagem transmitirei com este conteúdo. Não estou dizendo que não se pode postar conteúdos engraçados ou alguns até polêmicos, mas isso não pode ser a regra. Criei até uma métrica. Para mim, a cada conteúdo ou compartilhamento desse tipo, você deve ter dez conteúdos “sérios” ou não comprometedores. Evite fotos suas com pouca roupa, bebendo ou fazendo coisas que não vão agregar nada na sua imagem profissional. Não se iluda, a sua página hoje é um dos seus cartões de visita. Cuide bem dela. A sua carreira agradece.  Até o próximo!

     

    Prof. Marcelo Veras
    VERAS
  • Pretensão Salarial

    Pretensão Salarial

    salário

    Um assunto que gera incômodo para a maioria dos candidatos é a questão da pretensão salarial. Na maioria dos casos, até mesmo antes de você conhecer a vaga proposta em sua essência, os recrutadores já perguntam: qual é a sua pretensão salarial?

    Agora me responde: quem não gostaria de ganhar mais? Quanto eu quero ganhar? O máximo que vocês podem oferecer… Mas o que tiramos como base para responder a esta pergunta clássica? É ético falar a verdade? Mas será que eu não vou ser desclassificado do processo se eu realmente falar o quanto quero ganhar?

    Existem dois momentos que o profissional passa, dos quais interferem diretamente para este contexto. O primeiro deles é quando o candidato está trabalhando, e o selecionador, como forma de hunting, aborda o candidato oferecendo uma nova proposta de trabalho. Nesta situação, obviamente você não vai sair por menos do que ganha no emprego atual. E quantos por cento seria o ideal em minha petição?

    Estudos apontam que você pode pedir entre 20 e 30% a mais, levando sempre em consideração o quanto está ganhando e o quanto se paga para sua profissão no mercado atual.

    A segunda situação, geralmente mais típica, é quando o candidato está desempregado. Neste contexto o empregador leva a melhor na maioria dos casos, pois o candidato está fragilizado, precisando se recolocar.

    É neste caso que o empregador se ver na possibilidade de colocar o preço que ele quer, o que geralmente acarreta em aceitação da outra parte. Vale salientar que deve-se levar em consideração o pacote de benefícios que a empresa oferece, sua posição no mercado e a possibilidade de se fazer carreira nela.

    Bom, você já pode perceber que esta é uma fase essencial de qualquer processo seletivo, portanto a dica é: tenha cautela, observe o que vai te agregar e não deixa passar a oportunidade, que pode ser a melhor escolha para sua carreira.

     

    Confira algumas dicas que reservamos para você, exibido no Quadro Sua Chance do Bom Dia Cidade da EPTV Campinas, afiliada da Rede Globo.

    Filipe Lopes

    Psicólogo

    FilipeLopes_II

    Executive Coaching

    www.lopesrh.com.br

  • Ações que buscam correção do FGTS por outro índice que não a TR ficam suspensas em todo país

    Ações que buscam correção do FGTS por outro índice que não a TR ficam suspensas em todo país

    fgts

    Nesta quarta-feira (26/02) o Ministro Benedito Gonçalves do STJ (Superior Tribunal de Justiça) suspendeu o curso de todas as ações referentes à correção do FGTS por outros índices que não a TR.

    A decisão abrange ações individuais e coletivas em todas as instâncias, nas justiças estaduais e federal e incluem ainda as que tramitam nos Juizados Especiais e turmas recursais.

    A suspensão foi requerida pela Caixa Econômica Federal que estima serem cerca de 50 mil ações sobre o tema.

    Dessas ações, aproximadamente 23 mil foram julgadas, sendo que apenas 57 delas foram desfavoráveis à Caixa.

    A suspensão vigorará até o julgamento pelo STJ de Recurso Especial que será apreciado como representativo de controvérsia repetitiva. A decisão a ser proferida neste recurso norteará todas as decisões nas demais ações. Ainda não há data para o julgamento deste recurso.

    Como já mencionado em outro post, as ações buscam a correção do FGTS por índice que reflita a inflação e não pela TR.

    A Caixa entende que as ações devem ser julgadas improcedentes, pois a lei não preveria a aplicação de outro índice.

    Já na ação coletiva que deu origem ao Recurso Especial mencionado, um sindicato alega que a TR seria o índice para correção da poupança e não dos depósitos do FGTS, por isso a Caixa não poderia utilizá-la para tanto.

    As ações alegam que a TR chegou a ser de 0% nos meses de setembro e novembro de 2009 e em alguns meses de 2010. Tendo a inflação sido maior que 0% nos mesmos períodos, os depósitos do FGTS teriam perdido o seu poder aquisitivo, violando a Constituição Federal.

    A pretensão foi afastada em primeira e segunda instância e o caso chegou ao STJ através da interposição de Recurso Especial.

    Segundo o Ministro Benedito Gonçalves, a suspensão evita a insegurança jurídica, pois poderia haver julgamentos diferentes para cada ação proposta.

    Julgando o recurso especial como repetitivo, não apenas ocorrerá a desobstrução dos tribunais superiores, mas garantirá decisões homogêneas sobre um mesmo tema evitando movimentações desnecessárias e que representam custos aos tribunais.

     

    Depto. Trabalhista

    Barini De Santis Advogados

  • Falta de assertividade ou de educação?

    Falta de assertividade ou de educação?

    conversation

    “Um belo exemplo do que nunca fazer”

     

    Tenho procurado não fazer deste espaço um muro de lamentações, mas confesso que não faltam exemplos e situações que me levam a pensar: – Não, essa eu tenho que dividir com os meus leitores!Vamos lá. Desde novembro do ano passado estou em uma cruzada de visitas a empresas e entidades de classe para apresentar um novo projeto de Educação que estou envolvido, visando firmar parcerias e propor soluções em Educação executiva. Pois bem, como tenho uma grande rede de contatos, em muitas empresas não é difícil começar a conversa no nível de diretoria. Entretanto, como este assunto, via de regra, é conduzido pela área de Recursos humanos, sempre procuro ficar atento para não atropelar ninguém e conduzir o processo respeitando a hierarquia e as responsabilidades de cada área. Pois bem, em uma empresa (grande, diga-se de passagem) que conheço o Vice presidente, fiz questão de perguntar a este meu colega a indicação da pessoa responsável pelo RH, para que eu pudesse agendar a reunião e apresentar o projeto e a proposta de parceria. Peguei o contato com ele e enviei um email, no início de dezembro do ano passado. Nenhuma resposta. Até aí, tudo bem. Pode ser que o meu email tenha ido para a caixa de span, sei lá! Um dia encontrei com este meu colega e ele me perguntou se a coisa tinha andado. Eu disse que não tinha recebido resposta, mas que iria tentar de novo. Enviei outro email logo na sequência. A resposta veio uma semana depois. Já era quase semana do Natal. Nela, este gerente de RH propôs uma data para me receber – 06 de fevereiro. Achei estranho porque ainda estávamos em dezembro. Mas tudo bem. Vai ver a agenda de janeiro desta pessoa é muito complicada, sairia de férias ou coisa do gênero. Precisamente no dia 05 de fevereiro (um dia antes da tardia reunião), recebo um email dele alegando um imprevisto e propondo uma nova data. Quanto ao imprevisto, tudo bem. Isso acontece. Mas a nova data proposta foi 13 de março, mais de um mês adiante. Quase não acreditei quando li. Respondi que iria checar a minha agenda e que responderia. Esqueci o assunto e não entrei mais em contato.

    Pode ser que eu esteja exagerando, mas confesso que determinadas posturas de pessoas que se escondem atrás de uma marca corporativa para serem arrogantes e mal educadas com todos ainda me assustam. Tanto pelo absurdo em si, como pela burrice generalizada destes profissionais. Chamo isso de burrice porque estas pessoas não têm ideia do quanto elas detonam a imagem da empresa em que trabalham, como também a sua própria. Acho que elas acreditam que sempre poderão se esconder atrás deste (falso) escudo e agir desta forma com quem quiserem. Ah, que inocência. Como já escrevi aqui em artigo recente, o mundo dá voltas.  Um dia esta conta chega e terá que ser paga.

    Quando o meu amigo me perguntar de novo se consegui fazer a reunião, a minha resposta será: –  Infelizmente nada andou e nem vai andar, porque existe na sua empresa uma pessoa que conseguiu,  em dois emails,  dar o maior exemplo de falta de educação e de arrogância, falando em nome da sua empresa. Se uma pessoa responsável pelo RH trata um parceiro desta forma, imagino como não deve pensar e agir internamente em relação às políticas e práticas de atração e retenção de talentos. Dá até arrepio só de pensar.

    Veja, não há nenhum problema em se ter assertividade. Eu ficaria muito satisfeito se, desde o primeiro contato, esta pessoa tivesse me dito que não tinha interesse em conhecer o projeto neste momento. Perfeito, deixaríamos para uma outra oportunidade, sem problemas. Mas tratar a mim ou quem quer que seja, com um descaso que beira a falta de educação, é realmente lamentável. Faço questão de ter este tipo de empresa longe da minha lista de parceiros.

    Por isso sempre digo e repito: Nunca use o seu cargo, o seu poder ou a marca corporativa para tratar as pessoas com arrogância, descaso ou falta de educação. Esta é uma das maiores demonstrações de burrice que alguém pode dar. O mundo dá voltas, muitas voltas… Até o próximo!

     

    Prof. Marcelo Veras
    VERAS