Autor: Portal Emprega

  • CASO 05 – OS FILHOS DO DONO DA LOJA DE ARMARINHOS.

    CASO 05 – OS FILHOS DO DONO DA LOJA DE ARMARINHOS.

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    Sr. Oswaldo, viúvo, é proprietário de uma loja de armarinhos. No início do ano, após um enfarto, seu Oswaldo precisou diminuir o ritmo de trabalho e foi nessa época que as brigas entre os seus filhos, João e Maria começaram.

    João trabalhava na loja desde menino. Era o mais velho, conhecia a clientela e os fornecedores. Ele acreditava que merecia gerenciar a loja da família. Não aceitava as ideias de Maria, mais jovem, recém-formada em administração, cheia de ideias novas.

    Ela por sua vez acreditava que era a pessoa mais indicada para administrar o comércio, afinal, estudara muito, cumpriu estágios na área e entendia que o irmão era desqualificado e cabeça dura.

    A situação ficou insustentável. Quando um chegava à loja, o outro saía. Se um atendia uma cliente o outro ficava se intrometendo até que a venda não se concretizava. Sr. Oswaldo não sabia mais o que fazer. Pensou até em vender a loja, mas sem ela a família não teria recursos. Ele não via saída até que se lembrou das matérias exibidas no Fantástico a respeito da mediação.

    Nelas os casos de conflitos entre parentes eram resolvidos no Judiciário por meio da mediação. Pensando nisso percebeu que se fosse por esta via estaria expondo seus filhos a um processo. Talvez com isso ele os separasse de vez. Não era o que gostaria.

    Conversando a respeito com um vizinho da loja, soube que havia um modo de resolver o conflito dos filhos de uma forma sigilosa e tão eficiente quanto aquelas exibidas na Globo.

    Então Sr. Oswaldo procurou a secretaria da Cmac, pagou a taxa de protocolo, fez seu pedido e saiu de lá, já sabendo a data do primeiro encontro entre o mediador e os irmãos. Estes foram convidados para as reuniões com as devidas explicações de que quem havia solicitado o procedimento era o pai.

    Em um primeiro encontro o mediador conversou com ambos explicando o procedimento da Câmara. Em um segundo, realizou reuniões individuais, primeiro com João e depois apenas com Maria.

    No terceiro encontro, o Sr. Oswaldo também estava presente e nele João e Maria, sentados juntos à mesma mesa, chegaram a um entendimento. Resolveram que Maria administraria a área financeira da empresa, enquanto João gerenciaria os clientes e as compras. Sr. Oswaldo ficou muito feliz em ver seus filhos conversando novamente. João e Maria entenderam que ambos eram qualificados, mas cada um nas áreas que tinham maior afinidade.

    Isso é o que uma câmara de solução de conflitos pode fazer pelas pessoas. Ajudar a resolver seus problemas sem o desgaste de um processo judicial e de forma rápida e segura.

     

    Conheça mais a respeito dos nossos serviços no site e seja você também um usuário desta via de solução de conflitos.

     

    CMAC – Câmara de Mediação e Arbitragem de Campinas
    Rua Barbosa da Cunha nº 03 – Jd. Guanabara – Campinas – SP
    Fones: (19) 33250004/33250006 – e-mail: cmac.secretaria@cmacps.com.br
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  • O mundo dá voltas

    O mundo dá voltas

    mundo

    “Nunca fechar portas – um sinal de inteligência”

     

    Recentemente uma amiga veio se aconselhar comigo sobre uma situação profissional. Ela estava saindo de uma empresa por vontade própria, após não acreditar mais no projeto e no rumo que a mesma estava tomando. Nos últimos meses, a decepção, descontentamento e desencanto foram tão grandes, que ela estava saindo da empresa realmente convicta e sem querer deixar qualquer possibilidade de voltar para aquela empresa nas suas próximas cinco vidas. Nesta conversa ela me disse que gostaria de dizer “umas verdades” ao líder da empresa e até fazê-lo por escrito. Seria uma espécie de desabafo e, ao mesmo tempo, uma mensagem de que nunca mais queria saber daquela empresa. Eu desaconselhei.

    Um pouco antes, outro conhecido me pediu uma opinião sobre uma ação judicial que estava pensando em mover contra a empresa que acabara de deixar. Sem entrar no mérito da ação e dos motivos, estava claro que o que estava em jogo era muito mais uma mágoa e um desejo de vingança do que outra coisa.  Após ouvir textualmente que a coisa era muito mais pessoal do que técnica e corporativa, desaconselhei.

    Poderia aqui citar mais uns três ou quatro casos semelhantes nos últimos anos, de pessoas que me pediram opinião sobre o que fazer em situações de encerramento de relações, sejam profissionais ou afetivas. Em todas, a minha opinião, quando a vontade era de “chutar a canela do outro” no momento final, foi: – Não faça!

    Quem me conhece deve estar pensando: – Ué, o cara tá louco? Que versão “Marcelinho Paz e Amor” é esta?  Cadê aquele Marcelo assertivo e que chuta a canela de quem tiver que chutar? Quem não me conhece, também pode estar se questionando por que desaconselhei este momento de “prazer” que estas pessoas poderiam ter. Afinal, a relação está acabando mesmo. Por que não descarregar e devolver um pouco do que me causaram de sentimentos ruins?

    Hoje trato deste assunto com muita frieza e tranquilidade, de quem está perto de completar 20 anos de carreira (pós formatura), sem contar os 5 anos de aulas em cursinho na época da faculdade. Já fiz coisas parecidas com as que acabo de desaconselhar. Só entrei na justiça uma vez, contra um vizinho que bateu no meu carro na garagem do prédio e se negou a pagar. Foi divertido fazê-lo pagar o dobro na frente de um juiz. Mas confesso que já chutei algumas poucas canelas no passado, em situações semelhantes às citadas. E sabe de uma coisa? Não serviu para nada. Aliás, serviu sim. Serviu para fechar portas com estas pessoas e ter a chance de vê-las depondo contra mim sempre que pudessem. Ou seja, não ganhei nada.

    Esta é a principal razão de hoje eu desaconselhar qualquer um a ter atitudes que fechem portas. Depois de 20 anos de carreira, aprendi uma coisa muito simples e que muitos teimam em não enxergar  – o mundo dá muitas voltas. Pessoas que hoje não significam nada para você e que poderiam muito levar um chute na canela, amanhã podem ser decisivas em algum aspecto da sua vida ou da sua carreira. Sei que as estatísticas podem mostrar que as chances de você precisar de algumas pessoas no futuro são mínimas, mas acredite, não são nulas. E parece que o mundo conspira para colocar determinadas pessoas novamente na nossa estrada. Faça uma pesquisa você mesmo. Converse com pessoas mais velhas e pergunte se isso já aconteceu com elas ou não. Você vai se surpreender.

    Portanto o meu recado de hoje é este. Sempre que algum relacionamento seu acabar, pessoal ou profissional, e te der vontade de mandar aquela pessoa ou empresa para aquele lugar, lembre-se de duas coisas: Primeiro, que você não vai ganhar nada com isso. Segundo, que o mundo dá voltas. Até o próximo!

     

    Prof. Marcelo Veras

    VERAS

  • ANTECEDENTES CRIMINAIS NO PROCESSO ADMISSIONAL

    ANTECEDENTES CRIMINAIS NO PROCESSO ADMISSIONAL

    lupa

    Sempre que o trabalhador encontra uma nova oportunidade no mercado de trabalho deve apresentar uma série de documentos a fim de concluir o processo de admissão.

    Dentre inúmeros documentos pode estar o pedido de apresentação de certidão de antecedentes criminais.

    Recentemente uma empresa da Paraíba foi condenada a indenizar uma candidata a uma vaga de emprego por ter solicitado a apresentação da certidão de antecedentes criminais.

    A candidata se negou a apresentar o documento e ajuizou reclamação trabalhista pleiteando indenização tendo em vista que a empresa negou sua admissão.

    A sentença de primeiro grau condenou a empresa ao pagamento da indenização pleiteada. Em recurso para o Tribunal Regional a empresa conseguiu reverter a condenação.

    Todavia, a candidata interpôs recurso para o Tribunal Superior do Trabalho que restabeleceu a sentença e condenou a empresa ao pagamento da indenização por danos morais no importe de R$2.000,00.

    A empresa alegou em sua defesa que a função a ser exercida pela candidata, qual seja, atendente de telemarketing, possibilitava o acesso a informações pessoais de clientes, como conta bancária, número de cartão de crédito dentre outras, o que justificaria a apresentação da certidão.

    O Tribunal Regional da 13ª Região (PB) acolheu a argumentação da empresa, pois entendeu que não havia conduta discriminatória posto que o documento era solicitado a todos os funcionários quando da contratação. Entendeu ainda o Tribunal Regional que o pedido em nada fere a intimidade do trabalhador e a dignidade da pessoa humana.

    Todavia, o Tribunal Superior do Trabalho reverteu esta decisão, pois entendeu que a exigência de apresentação da certidão de antecedentes criminais ultrapassa os limites do poder de direção do empregador, além de ser medida extrema e caracterizar atitude discriminatória.

    Nossos Tribunais ainda não têm um entendimento pacificado sobre o tema.  Assim, aquele trabalhador que se sentir abalado moralmente face o pedido da mencionada certidão pela empresa, deverá ajuizar a competente reclamação trabalhista e comprovar o abalo sofrido, cabendo aos juízes e desembargadores analisarem e julgarem cada caso.

     

    Depto. Trabalhista

    Barini De Santis Advogados

  • A ARTE DE FALAR EM PÚBLICO

    A ARTE DE FALAR EM PÚBLICO

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    No cenário corporativo muito se discute sobre a habilidade da comunicação, sendo considerada como aspecto básico no escopo dos cargos de qualquer organização. Com o passar do tempo, as empresas têm entendido que a base do seu crescimento organizacional está pautada no capital humano e intelectual. Mas, como administrar a diversidade dos indivíduos na unidade institucional? Afinal, de quem é a responsabilidade por direcionar os objetivos individuais, antes fragmentados, rumo aos objetivos globais da empresa? Certamente, a comunicação será uma forte aliada neste processo.

    Tudo bem, já entendemos que a comunicação é essencial para qualquer progresso profissional; mas, frente a esta necessidade, surge a dúvida: os profissionais do mercado são hábeis na arte de se comunicar? Segundo a Revista Exame: “… num mercado tão competitivo como o de hoje, aqui e em qualquer lugar do mundo, os profissionais dos mais diversos ramos de atividade têm de estar preparados para tomar a palavra e argumentar de forma convincente…”. Mas, infelizmente, não é bem este o quadro da grande maioria dos profissionais. Oportunidades, portanto, é que não falta: dirigir ou participar de reuniões, fazer exposição de produtos e serviços, proferir palestras e conferências, ministrar aulas e treinamentos, falar diante de subordinados e superiores, dar entrevistas para rádio, televisão, etc. Todavia, falar em público ainda ocupa o topo da lista, quando se questiona sobre os maiores medos das pessoas, superando outros medos clássicos da humanidade, tais como: medo de morrer, de altura, de insetos e de voar.

    Segundo Alves Mendes, orador sacro português, “A oratória é a mais típica e a mais gráfica manifestação da arte, porque é a arte da palavra — da palavra que é a vestidura do pensamento, da palavra que é a forma da ideia, da palavra que é nítida voz da natureza e do espírito… e que por seus rendilhados e riquezas, por suas graças e opulências, aclama a oratória, rainha das artes, e o orador — rei dos artistas!”. Dominar esta arte, portanto, requer muito treinamento, dedicação e atualização. Mas, assim como toda boa arte, seus frutos se manifestam pela satisfação do artista e reconhecimento do seu público.

    O caminho da excelência na arte de se comunicar é um percurso árduo e complexo, mas repleto de ganhos e descobertas. Portanto, dedique-se, planeje, pratique, e se descubra como um verdadeiro artista e encante o seu público, ao se comunicar com excelência.

    Filipe Lopes

    Psicólogo

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    Executive Coaching

    www.lopesrh.com.br

  • CASO 04 – COMO RESOLVER O TRANSTORNO DE UMA BATIDA DE TRÂNSITO.

    CASO 04 – COMO RESOLVER O TRANSTORNO DE UMA BATIDA DE TRÂNSITO.

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    A CMAC – Câmara de Mediação e de Arbitragem de Campinas volta hoje com mais um de seus casos solucionados.

    Caso 4: A Batida no trânsito.

    Recentemente a CMAC ajudou um grupo de pessoas envolvidas em um conflito havido no trânsito de Campinas. Numa tarde chuvosa, 5 carros se envolveram em um engavetamento.

    Todos nervosos culpando-se uns aos outros, a chuva, ao farol, ao asfalto liso, ao pneu careca do carro amarelo, à imprudência do motorista do carro vermelho, ao excesso de velocidade do carro azul etc…

    O fato é que ninguém se entendeu. As seguradoras também não se entenderam. Todos querendo descobrir um culpado para que sobre ele, caísse todo aquele prejuízo, até que um aluno de uma faculdade de Direito, filho de um dos motoristas envolvidos, falou a respeito dos métodos alternativos de solução de conflitos.

    Convencido, seu pai convenceu mais outros 2 motoristas envolvidos e juntos foram até a Câmara de Mediação e Arbitragem de Campinas. Lá na secretaria da câmara, após pagarem a taxa de abertura de procedimento, souberam quando seria o encontro com os outros 2 motoristas e as seguradoras.

    Na data marcada todos vieram com seus respectivos advogados e dentre eles 4 já haviam participado de outras sessões de mediação ou de arbitragem. Logo, o caso foi resolvido sem que se apontassem culpados. Todos assumiram seus deveres e receberam seus direitos.

    Isso é o que uma câmara de solução de conflitos pode fazer pelas pessoas. Ajudar a resolver seus problemas sem o desgaste de um processo judicial e de forma rápida e segura.

     

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  • CTPS – entrega, devolução e extravio

    CTPS – entrega, devolução e extravio

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    A CTPS (Carteira de Trabalho e Previdência Social) é um documento de identificação do trabalhador que permite ao governo analisar a mão de obra empregada e a desempregada. Além disso, através da CTPS, o empregador pode obter informações sobre o trabalhador analisando os contratos de trabalho nela registrados.

    Já para o trabalhador, a CTPS demonstra o tempo de serviço pelo qual este contribuiu para fins de aposentadoria, assim como, comprova a existência de contrato de trabalho e suas condições como salários e sua evolução, férias, etc.

    Atualmente, a CTPS é usada pelos trabalhadores urbanos, domésticos, rurais, temporários, dentre outros.

    As anotações na CTPS devem ser feitas pelo empregador que deve exigir que a mesma seja apresentada pelo trabalhador. Nenhum trabalhador pode se negar a apresentar a CTPS para as devidas anotações.

    O trabalhador deve entregá-la ao empregador mediante recibo. O empregador deve fazer as anotações pertinentes e devolver o documento ao trabalhador no prazo de 48 horas, também mediante recibo.

    O fornecimento de recibo pelo empregador quando recebe a CTPS, assim como, pelo trabalhador quando a recebe de volta é de extrema importância para evitar alegações de extravio.

    A não devolução da CTPS ao empregado é passível de condenação do empregador a indenizá-lo pelos danos decorrentes.

    Os danos ao empregado podem ser o comprometimento de sua recolocação no mercado de trabalho e a perda das informações sobre vínculos anteriores que estavam anotados na CTPS. O empregado deverá comprovar os danos suportados em eventual reclamação trabalhista.

    O empregado deverá comprovar também que entregou a CTPS ao empregador, daí a importância de pedir recibo quando da entrega.

    Assim como, o empregador deverá provar que devolveu a CTPS ao empregado, por isso, é de extrema importância que ambas as partes tenham recibo de entrega e de devolução do documento.

    Caso o empregado comprove a entrega da CTPS para o empregador e este não comprove a devolução poderá ser condenado ao pagamento de indenização por danos morais.

    Nossos Tribunais têm entendido que o extravio da CTPS do empregado lhe causa danos de ordem moral na medida em que o documento registra suas experiências e os salários anteriores.

    O valor das condenações tem sido em torno de R$ 5.000,00 a R$ 10.000,00.

    Por isso, não deixe de exigir o recibo de entrega de sua CTPS ao seu empregador!

     

    Depto. Trabalhista

    Barini De Santis Advogados

  • Nunca é tarde para mudar

    Nunca é tarde para mudar

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    “Agora é tarde para mudar! A desculpa dos fracos”

     

    Toda vez que discuto com alguém o tema mudança, duas perguntas entram na pauta: Até quando devemos promover mudanças radicais na nossa vida ou na nossa carreira? Será que existe uma idade limite para determinadas mudanças? Você já pensou nisso? Qual é a sua opinião sobre o tema? Como você já deve imaginar, eu tenho a minha. E quero dizê-la, e ao mesmo tempo provocá-lo(a), com um caso atual.

    Nesta semana, o meu grande amigo há 23 anos, Max Franco (43 anos, dois filhos, residente em Fortaleza desde que nasceu e há 25 anos na mesma empresa), promoveu uma mudança na sua vida que fez muita gente morder a língua. Aceitou um convite para um novo e grande desafio – Implementar o seu maior projeto profissional (viagens pedagógicas) em um novo grupo educacional de Campinas e região. Mudou de empresa, de casa, de cidade, de cultura, de ambiente profissional…. de tudo. Vai ficar este ano longe da família, visitando quinzenalmente, até todos virem também para a nova cidade.

    Há muita gente o chamando de louco e irresponsável. Mas tenho certeza que engrossarão a fila dos que estão fazendo curativo na língua. O seu conhecimento e experiência irão promover uma revolução que ainda não foi vista aqui por estas bandas. Tenho certeza disso. Ele vai fazer um belo projeto nesta nova empresa. Vai ganhar visibilidade e fazer novos contatos. Decidiu fazer também, de cara, uma Pós Graduação em “Inovação na Educação”. Ou seja, o cara está realmente decidido a crescer, experimentar novos desafios e construir uma nova história. Louco para alguns, empreendedor para mim.

    Pode ser que dê errado? Claro que pode. Pode ser que ele decida, em algum momento, voltar para a sua cidade e retomar projetos de lá? Claro que pode. Mas eu duvido. As oportunidades que, com certeza, aparecerão por aqui vão fazê-lo se encantar cada vez mais com esta nova vida. O tempo vai mostrar quem está certo. Aliás, acabo de me lembrar de uma frase muita usada pelo meu sócio e amigo Luis Rasquilha, de autoria de um colega dele de Portugal: “Quando desafiamos o futuro, a ignorância do presente se revolta. Mas o tempo acaba por premiar os mais ousados”.

    Pois é, quem acha que há limite de tempo ou de idade para grandes mudanças na carreira, tem aqui mais um belo exemplo de que a vida nos faz convites o tempo todo. Uns para pequenas festas e outros para grandes bailes. A maioria recusa estes convites, por medo, insegurança ou por acharem que a partir de uma determinada idade não cabem mais mudanças radicais. Uma pena para quem pensa assim.

    O mundo atual tem muitos problemas, mas uma coisa é inegável e só não enxerga quem não quer: As oportunidades pipocam todo dia ao nosso lado. Basta ficar atento, escolher e embarcar para novas jornadas. O medo é justificável e não pode ser condenado. É claro que dá medo mudar. É claro que, depois de uma certa idade, este medo aumenta. Mas coragem não é ausência de medo. Ter coragem é ter consciência do medo e enfrentá-lo. Quando se tem competências bem desenvolvidas e reconhecidas, o medo se dissipa. Ele desiste e vai procurar pessoas despreparadas. O medo tem dessas coisas. Ele é chato, insiste em nos fazer desistir, nos provoca, mas uma hora desiste.

    É isso. Pense nisso durante esta semana. Esqueça essa bobagem de que agora é tarde. Mude. Mude o que tiver que mudar. Não se esquive das oportunidades que aparecerem. Faça como o Max. Não tenha medo do novo. Ele pode mudar a sua vida para muito melhor. Até o próximo!

     

    Prof. Marcelo Veras
    VERAS
  • Como se destacar no Mercado de Trabalho em Ano Eleitoral e Copa do Mundo?

    Como se destacar no Mercado de Trabalho em Ano Eleitoral e Copa do Mundo?

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    Cada ano que se inicia traz consigo novos projetos profissionais, novas expectativas e a busca de novos horizontes. Todavia, 2014 é um ano que se projeta como um período muito especial para todos os brasileiros, pois o Brasil será sede de um dos maiores eventos mundiais: a Copa do Mundo. Este é um momento quase mágico para todos os torcedores, e muitas pessoas que até não se classificam como fãs do futebol, ainda sim, dedicam-se a torcer e vibrar com essa competição.

    Nesse contexto o Brasil passa a ser o foco das atenções, pois o mundo inteiro quer saber como andam as preparações, como será a recepção aos estrangeiros, a evolução da construção dos estádios, as instalações físicas das cidades que irão receber seleções e hospedá-las. Enfim, a imprensa mundial direciona suas lentes para o chamado “País das Oportunidades”, o Brasil. Consequentemente começam surgir diversas críticas internas e externas: Afinal, estamos preparados?

    Comumente escutamos o velho ditado: “Fale bem ou fale mal, mas fale de mim”. Seria essa, de fato, a nossa intenção? Repercutir a ideia de que não temos planejamento, estrutura e preparação de pessoal pelo simples prêmio de consolação de estarmos em evidência? Destacar-se pelas falhas e despreparo, isto sim, seria jogar contra o próprio patrimônio nacional. Pelo contrário: podemos transformar a Copa do Mundo no Brasil em um evento encantador.

    Muitas pesquisas que apontam um prognóstico do Mercado de Trabalho Brasileiro tendem a considerar este ano como um bom momento, apesar de ainda termos uma taxa de desemprego que alcança o índice de 6,7%. Algumas pessoas ainda se arriscam em um discurso pessimista, no qual tendem a piorar essa taxa; todavia, ainda priorizo posicionar-me no time dos otimistas, que enxergam o nosso País como altamente competitivo, desde que saibamos utilizar todo nosso potencial — que infelizmente acaba sendo mal administrado tanto em gestão pública e organizacional como na esfera individual de planejamento de vida.

    Em ano de Copa do Mundo, o país sede já tem uma tendência a camuflar muitos aspectos de sua própria realidade, com o intuito de apresentar apenas o que se considera relevante para uma exposição saudável e amigável. Concomitantemente, este ano também será ano eleitoral, no qual representantes políticos se lançam como “amigos do povo” para buscar uma confiança, que é depositada na hora do voto.

    Analisando muitos casos de sucesso, as principais pessoas bem-sucedidas profissionalmente são aquelas que se permitiram sonhar, fizeram o seu planejamento, implementaram as ações e buscaram aperfeiçoamento contínuo. No sentido oposto, migram as pessoas malsucedidas, que bloqueiam os seus sonhos, por não se sentirem capazes, que pecam por falta de planejamento, reclamam mais do que fazem, e param no tempo no quesito qualificação profissional. Por fim, ainda questionam o porquê de não haverem obtido sucesso.

    É lamentável deparar-se com pessoas que se recusam a aceitar oportunidades por julgarem estar em um contexto desfavorável, seja financeiramente, por indisponibilidade de tempo ou compromissos pessoais. Esperar que as coisas melhorem para poder começar um curso de qualificação, por exemplo? Não seria mais assertivo, primeiro, buscar uma melhoria pessoal e, posteriormente, você mesmo mudar positivamente o ambiente a sua volta?

    Em um ano que se projeta como um mar de oportunidades tangenciais, fica à sua escolha: deixá-lo passar novamente despercebido, ou tornar-se um destaque na sua área de atuação. Portanto: Sonhe, Planeje, Execute e se Aprimore constantemente, pois você não será mais escolhido; pelo contrário: VOCÊ escolherá os lugares onde irá atuar e, desta forma, será livre e bem-sucedido.

     

    Filipe Lopes

    Psicólogo

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