Autor: Portal Emprega

  • Eficiente e eficaz: tem diferença?

    Eficiente e eficaz: tem diferença?

    pizza

    Olá, novamente, pessoal! Prosseguindo com nossos artigos, hoje vamos falar sobre duas palavras parecidas que às vezes até são utilizadas juntas, confundindo-nos. Muita gente tem dificuldade para diferenciar “eficiente” de “eficaz” (e seus equivalentes em inglês) — e isso não é nenhum problema! Então, vamos a elas.

    Em português, uma definição simplificada para começarmos a compreender é dada por: a) ser “eficiente” significa ‘fazer corretamente’ e b) ser “eficaz” significa ‘fazer o correto’. Seus sentidos são também similares nos substantivos “eficiência” e “eficácia”. Em inglês, as palavras são “effective” (termo que não deve ser confundido com “efetivo” em português) e “efficient” (que parece “eficiente”, mas é, justamente, “eficaz”, o que nos confunde ainda mais). Respectivamente, seus substantivos são “effectiveness” (eficiência) e “efficiency” (eficácia).

    Explicando mais: “eficiente” (‘effective’) indica algo que causa o efeito pretendido e o melhor depois de determinado esforço; “eficaz” (‘efficient’) indica a qualidade com que algo é executado e o quanto o resultado foi criativo ou superou a meta inicialmente desejada. Exemplo de situação: Uma empresa não está indo bem e decide dar treinamento para seus funcionários sobre determinada tecnologia nova. O treinamento corre muito bem: todos os funcionários são treinados em tempo recorde, e suas notas nas provas mostram que absorveram o conteúdo de maneira ótima. Mas a produtividade final no trabalho como um todo ainda não melhora. Neste caso, isso mostra que a estratégia da empresa foi eficaz, mas não eficiente. Ou seja, a ação foi feita de maneira correta (dar um bom treinamento) e deu bom resultado em si (as boas notas nas provas). Mas, ainda assim, não era a ação exata mais indicada — embora não se saiba ainda qual será o “remédio” certo. Ou seja, o resultado não foi eficaz. (Não foi gerado o ganho desejado.) Também podemos pensar que ‘eficiência’ se relaciona a um bom processo, e ‘eficácia’, a um resultado de alta qualidade, acima até da expectativa.

    As definições de alguns dicionários de português informam as duas palavras como sinônimos, ou como tendo sentidos muito parecidos, sem distinções muito claras — mas acabamos de ver que seus significados não são iguais. Ex.: a) “eficiência” = ‘produzir bem o efeito desejado ou realizar bem tarefas’; b) “eficácia” = ‘capacidade de produzir o efeito desejado ou esperado’ (Dic. Aulete). O dicionário não está errado, mas é importante pensarmos de maneira mais ampla na diferença em termos de conceito dessas expressões.

    Por outro lado, nos dicionários de inglês (idioma em que os conceitos dessas duas palavras não são tão similares como no português) os sentidos se mostram mais distintos: a) “effective” = ‘producing a result that is wanted : having an intended effect’ (eficiente = que produz um resultado que é desejado : que tem o efeito pretendido); b) “efficient” = ‘capable of producing desired results without wasting materials, time, or energy’ (eficaz = capaz de produzir resultados desejados sem desperdício de materiais, tempo ou energia).

    Outro exemplo de conceito é que se pode cavar um poço com técnica perfeita (com eficiência) e pode-se não encontrar água (ou seja, sem a eficácia que era pretendida no início).

    Com base nestas dicas, conseguiremos agora utilizar as palavras mais certas e em suas situações mais adequadas.

    Obrigado e até a próxima!

    eficiência

     

    Dorival Santos Scaliante

    Administrador e Tradutor

  • SOBREAVISO

    SOBREAVISO

    sobreaviso

    O trabalhador de sobreaviso é o que permanece em local convencionado com o seu empregador para eventuais chamados para a execução de serviços.

    O regime de sobreaviso está previsto pelo parágrafo 2º do artigo 244 da CLT que dispõe:

    “Considera-se de “sobre-aviso” o empregado efetivo, que permanecer em sua própria casa, aguardando a qualquer momento o chamado para o serviço. Cada escala de “sobre-aviso” será, no máximo, de vinte e quatro horas, As horas de “sobre-aviso”, para todos os efeitos, serão contadas à razão de 1/3 (um terço) do salário normal.”

    Assim, a essência do regime de sobreaviso é a existência de obrigação imposta ao empregado pelo empregador para que aquele permaneça em sua residência, esperando eventual chamado. Esta característica retira a liberdade de locomoção do empregado que permanece em constante expectativa durante seu descanso aguardando ser chamado a qualquer momento, ficando ainda impossibilitado de assumir compromissos.

    O empregado que entende permanecer sob o regime de sobreaviso e não percebe a remuneração correspondente de seu empregador deverá ajuizar reclamação trabalhista e provar que em algum momento teve restringida sua liberdade de locomoção durante o suposto período em que permaneceu à disposição.

    Cumpre destacar que os Tribunais têm entendido que o uso de celular fornecido pelo empregador com o atendimento a chamadas, por si só, não caracteriza sobreaviso.

    Nos casos em que o trabalho se restringe ao atendimento a chamadas, sem necessidade de presença do trabalhador no local de realização dos trabalhos, não há que se falar em regime de sobreaviso.

    Recentemente, um consultor de negócios de uma distribuidora de gás não conseguir provar que o uso constante de celular fornecido pela empresa restringia sua liberdade de locomoção e que era punido caso não atendesse às ligações de seus superiores.

    Isso porque, conforme as provas produzidas nos autos, o empregado não era obrigado a permanecer em determinado local à disposição do empregador. Os julgadores entenderam também que não fora provado que havia punição para o caso de não atendimento às chamadas de seus superiores, que comprovaria a falta de controle por parte da empresa.

    A Súmula 428 do TST dispõe que o uso de celular ou instrumentos informatizados fornecidos pela empresa, por si só, não caracteriza o regime de sobreaviso previsto pelo parágrafo 2º do artigo 244 da CLT.

    Segundo a mesma súmula:

    “Considera-se em sobreaviso o empregado que, à distância e submetido a controle patronal por instrumentos telemáticos ou informatizados, permanecer em regime de plantão ou equivalente, aguardando a qualquer momento o chamado para o serviço durante o período de descanso.”

    Assim, é essencial para a configuração do regime de sobreaviso a ocorrência de restrição à liberdade de locomoção do empregado, sua permanência em determinado local aguardando chamado para a qualquer momento ser convocado para o trabalho e a caracterização do controle por parte da empresa.

     

    Depto. Trabalhista

    Barini De Santis Advogados

  • Pequenos hábitos x Grandes resultados – Gastos

    Pequenos hábitos x Grandes resultados – Gastos

    gastos

    “A melhor receita para ser sempre pobre é não saber quanto se gasta”

     

    Vamos a mais um da série “Pequenos hábitos x Grandes resultados”. Se você não leu os artigos (parte I e II) onde explico os chamados “hábitos angulares”, pode me enviar um email que respondo com os textos. Hoje quero tratar de um hábito angular que conheço bem e tenho há mais de 14 anos. Trata-se de um hábito relacionado às nossas finanças pessoais. Há aproximadamente um ano, escrevi uma série bem completa (10 artigos) sobre Finanças Pessoais, onde todas as dimensões desta competência foram exploradas. Aliás, recebi inúmeros emails solicitando a planilha que desenvolvi e uso há mais de uma década. Mas sei que o tema é complexo e que é muito difícil desenvolver uma disciplina em relação ao tema. Muita gente, talvez a imensa maioria, quer ser financeiramente saudável, não ter dívidas, fazer poupança e investimentos, mas começar é sempre muito difícil.

    A notícia boa é que existe um hábito angular que tem um poder enorme de catalisar este processo e puxar novos hábitos ao longo do tempo. Este hábito é simples e fácil de iniciar e manter. Trata-se de anotar tudo o que se gasta. Simples assim – anotar tudo o que se gasta. Somente isso. Como iniciar? Você pode fazer isso de duas formas. A primeira, mais simples e acessível a qualquer pessoa, é andar com uma caderneta pequena e escrever em duas colunas o que gastou e o valor. Use uma folha por dia e pronto. Anote tudo o que gastar, mesmo que seja uma despesa de R$ 2,00 para comprar um chocolate na rua. A segunda forma é usar um dos vários aplicativos que existem para smartphones, tanto para quem tem Iphone quanto celulares com sistema Android. São aplicativos simples, baratos (média de US$ 2,00) que você baixa no celular e começa a registrar todas as despesas. A vantagem destes aplicativos é que eles já geram automaticamente um resumo mensal (sem precisar somar tudo que foi anotado) e permitem que você crie categorias de despesas (Ex: moradia, transporte, presentes, supermercado, lazer etc).

    Este hábito é poderosíssimo. Como expliquei nos textos sobre hábitos angulares, eles são chamados assim porque, quando desenvolvidos, puxam novos padrões de comportamento e novos hábitos mais complexos e que dificilmente seriam desenvolvidos isoladamente. Neste caso, garanto (e aposto com quem quiser) que o simples fato de anotar tudo o que gasta por dia, vai disparar um processo sem volta na direção da sua independência financeira. Se você começar e não parar, por pelo menos 5 meses, logo verá que, automaticamente, começará a analisar os resultados a cada mês, irá comparar o crescimento ou redução de despesas, se questionará sobre despesas excessivas ou desnecessárias e assim por diante. O passo seguinte vai ser calcular e planejar previamente as despesas, planejar poupança etc. Não tem mais volta, você vai ver com os seus olhos. Este hábito, sem bem desenvolvido, vai colocar você no caminho da sua independência financeira.

    Já reforcei aqui por várias vezes que a nossa carreira não está isolada da nossa vida pessoal e financeira. Quem tem educação financeira também ganha pontos e desenvolve competências importantes para a carreira profissional, porque aprende a gerenciar recursos escassos e planejar melhor o seu trabalho e o seu tempo. A educação financeira começa por aí. Sabendo quanto se gasta e como se gasta, o gatilho é disparado. O resto, deixe que o seu cérebro e o incrível poder dos hábitos angulares irão comandar.

    Invista neste hábito angular. A sua carreira e, pincipalmente, o seu bolso agradecerão muito. Não tenha dúvidas. Até o próximo!

    Prof. Marcelo Veras
    VERAS

     

  • O Líder do Futuro

    O Líder do Futuro

    olho

    E quanto ao futuro, quais são as perspectivas do Mundo Corporativo? Teremos muitos líderes? Ou poucos líderes com um bom futuro? Você está disposto a quebrar paradigmas e romper barreiras para se adequar a realidade desse Novo Mundo?

    Um líder que não se dispuser a estar em constante atualização com as demandas atuais do cenário organizacional certamente estará fadado ao fracasso, pois os métodos e técnicas de sucesso utilizados no passado já não garantem a sua eficácia nos dias atuais; pelo contrário, podem, por si mesmos, já estar ultrapassados e, por hora, já ter que ceder lugar às novas abordagens e metodologias. A autossuficiência da abordagem técnica, tão valorizada pelos líderes do passado, vem demonstrando não ser mais suficiente – pois, mais do que saber o que devem fazer, as pessoas querem oportunidades para utilizar seu conhecimento, talentos e competências, e para sentirem-se importantes e envolvidas na construção do futuro da organização a que pertencem. Os líderes precisam descobrir que o seu papel mudou de forma significativa; como consequência, o comportamento também precisa mudar. (Lago, Regina et. al.).

    No contexto atual, liderar uma empresa é ter que gerenciar a mudança, o que significa enfrentar a velocidade e complexidade das mudanças rápidas, confrontar-se com as ambiguidades, compreender a necessidade de mercado e antecipar-se às suas expectativas, garantir um sentido de direção em meio ao caos (Motta, 1999:XV). Para fazer parte deste contexto de forma assertiva, o líder precisa, antes de tudo, ter uma sensibilidade humana no trato com as pessoas, pois este comportamento lhe fará entender que as pessoas estão sempre mudando e esse fator requer adaptação constante. Por este motivo, muitos líderes convivem com a famosa crise de liderança, em seu dilema existencial, no qual sempre se questionam “agora que sabemos as respostas, mudaram as perguntas…”.

    Quando pensamos no líder do futuro, pensamos em um líder que estará apto a quebrar paradigmas e superar as crenças limitantes. O que ainda vemos acontecer na prática das organizações é a valorização pela ação e da responsabilidade individual pelo resultado de trabalho que é coletivo, existindo por parte dos membros da equipe dificuldade em entender a totalidade e a união e, consequentemente, a importância da interação com o próximo. O novo paradigma do líder do futuro será fazer gestão que pressupõe troca, participação, rede de relações, aprendizagem individual e coletiva, favorecendo a conexão afetiva e intelectual entre as pessoas, tornando o trabalho um veículo de satisfação, realização e crescimento pessoal. Neste sentido, a relação do líder com sua equipe deve dar-se, não de forma impessoal e unilateral, mas em constante fluxo – no qual sonhos, aspirações, visões e valores são compartilhados para gerar o comprometimento necessário à realização de metas organizacionais. (Lago, Regina et. al.).

    Você que ainda se preocupa com o seu estilo de liderança lembre-se: como diria Drucker (2003), “Já não podemos olhar pelo retrovisor em busca de soluções para o presente, pois, embora o passado nos dê referência, é o futuro que nos dá direção.” Portanto, faça a diferença, construa o seu futuro e ajude a desenvolver uma nova geração.

    Filipe Lopes

    Psicólogo

    FilipeLopes_II

    Executive Coaching

    www.lopesrh.com.br

     

     

    Referências bibliográficas:

    CAVALCANTI, Vera L. et al. Liderança e motivação. 2ª ed. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2006.

  • Uma nova corrente de líderes está surgindo

    Uma nova corrente de líderes está surgindo

    decolar

     

     “Engrosse essa fila e veja a sua carreira decolar”

    Creio que mais de 50% dos meus artigos escritos até hoje tratam, direta ou indiretamente, sobre liderança de pessoas. Na maior parte deles, estive criticando alguns perfis de liderança que, no fundo, nascem do perfil de pessoas. Gente que gosta de mentir na vida pessoal, quando colocada numa posição de liderança, vai mentir. Gente preconceituosa ou intolerante, quando colocada numa posição de liderança, vai perseguir qualquer subordinado autêntico e diferente de si. E por aí vai. No fundo, a postura da maioria das pessoas no ambiente de trabalho é fruto do que elas são fora dali. Em posições de liderança então, nem se fala. Parece que as características ruins se potencializam quando alguém desse naipe assume uma equipe. Este palco, infelizmente, potencializa muito a maldade e a incompetência das pessoas.

    Hoje, infelizmente, muitas empresas (senão a maioria) escolhem seus líderes com uma preocupação mínima em relação a valores pessoais. Parece que os critérios utilizados na escolha de quem vai comandar não passam nem de perto destas questões. O que interessa é o potencial de gerar resultados e nada mais. Não sou e nunca fui contra este critério. Líder existe para dar resultado. O único detalhe é que esta frase está incompleta. A frase correta é: Líder existe para dar resultado, através das pessoas. E é aí que o bicho pega. Quando os valores pessoais de um líder são ralos e pobres, suas equipes não têm como dar resultados no médio e longo prazos. E a razão é muito simples de entender. O clima criado por líderes de valores pessoais questionáveis é ruim, tenso, falso, sem meritocracia, sem colaboração, cheio de intrigas e, por fim, pouco orientado para resultados. Em outras palavras, quando pessoas assim assumem o comando, o navio aponta para o iceberg. E ao longo dessa jornada, os bons vão pulando fora e só ficam aqueles que também gostam e se aproveitam dessa meleca ou aqueles que não têm coragem (ou competência) de mudar. Os (realmente) bons, vão embora.

    Bom, este tipo de liderança é bem fácil de se achar por aí. Creio que em muitas empresas eles viraram uma peste e tomaram conta de tudo. Mas, como profundo observador do mundo corporativo que sou, hoje venho compartilhar uma percepção que tenho sobre o tema.

    Recentemente eu estava em um evento numa empresa. Quando acabei a minha palestra, o presidente pegou a palavra e falou por uns 15 minutos para a equipe (aproximadamente 100 executivos) que participava do evento. Tratava-se de um evento com um grupo de alto nível e responsável por importantes projetos na empresa. No seu discurso, ele usou duas palavras que tenho ouvido cada vez mais em alguns poucos lugares e poucas empresas. As palavras foram: autenticidade e felicidade. O contexto pode ser resumido em duas frases: – Quero que vocês sejam quem vocês são. – Quero vocês felizes ao saírem de casa para virem trabalhar. Era notável nos seus olhos que as palavras eram verdadeiras. Além disso, não era um discurso isolado. Estava alinhado com projetos, resultados a serem atingidos, metas e planos para 2014. Ou seja, estou falando de um líder forte, focado em resultados, mas que defende e cuida de duas coisas preciosíssimas em uma equipe: A autenticidade e o prazer de trabalhar e produzir.

    Este caso parece isolado, mas tenho visto posturas como esta com mais frequência. Isso prova que alguns movimentos surgem quando o mundo precisa deles. Neste caso, as empresas que queiram sobreviver no futuro, precisam de pessoas assim nas posições de comando. Só que hoje estas pessoas são escassas ou estão escondidas e não se mostram. Portanto o meu recado de hoje e deste início de ano é este. Se você tem valores pessoais sólidos e acredita na verdade, na autenticidade e que as pessoas devem ser respeitadas e valorizadas pelo mérito, saia da toca. Mostre a sua cara. Tem um movimento (lento) começando. Muitas empresas vão querer você em breve. Até o próximo!

     

    Prof. Marcelo Veras
    VERAS
  • Pequenos hábitos x Grandes resultados – almoço

    Pequenos hábitos x Grandes resultados – almoço

    almoço

     

    “Almoce com uma pessoa diferente por semana. Você vai se surpreender com o resultado”

     

    Tenho uma proposta para você neste ano de 2014. Pensei muito e decidi escrever uma série sobre pequenos hábitos que geram grandes resultados. Estou absolutamente convencido, após oito anos de estudos sobre gestão de carreiras e desenvolvimento de competências, que todas as coisas grandes começam pequenas. Os hábitos angulares, ou seja, pequenos e simples hábitos que puxam outros hábitos mais complexos, estão cientificamente comprovados. Já escrevi dois artigos recentemente sobre eles. Todas as grandes conquistas começam com pequenas batalhas. Foi assim comigo, com dezenas de amigos bem sucedidos que tenho e com todos os grandes ícones que conheço e estudei. Independente de onde se quer chegar, devemos começar pelo começo e devagar. Todas as pessoas que quiseram construir muita coisa ao mesmo tempo sucumbiram. Esta série tem este objetivo – convidar (e desafiar) você a mudar alguns hábitos, aos poucos, e experimentar a força transformadora dos mesmos.

    A série será assim: Indicarei um pequeno hábito, em detalhes, e depois explicarei o porquê dele e os potenciais impactos na sua carreira, no curto, médio e longo prazos.

    O pequeno hábito de hoje diz respeito a um momento que todos temos diariamente – almoçar. Normalmente, as pessoas almoçam na empresa, perto dela ou (poucos privilegiados) em casa. O costume geral é almoçar praticamente todos os dias com as mesmas pessoas, certo? É normal. Mais fácil almoçarmos sempre com as mesmas pessoas. Já nos conhecemos, temos afinidade e é tudo tão normal. Esta é a regra. Mas a minha proposta é a seguinte: Que você escolha um dia da semana para almoçar com uma pessoa diferente. Se você trabalha na área administrativa, escolha um dia para sentar junto com alguém da produção ou da área comercial. A regra é: Almoçar um dia por semana com uma pessoa ou um grupo diferente do de costume. Se achar difícil, comece com a meta de fazer isso quinzenalmente nos primeiros meses. Se você almoça em casa ou a sua rotina não permitir isso, encontre outra refeição ou lanche para fazer com uma pessoa diferente, nem que seja o cafezinho da tarde. Prefiro o almoço porque tem uma duração maior e permite que haja uma troca, uma conversa. Este pequeno hábito já foi testado e você não faz ideia do poder que ele tem de alavancar uma carreira.

    Fazer um novo contato com frequência traz várias oportunidades. A primeira delas é a de conhecer uma nova pessoa frequentemente. Isso não significa que todas estas novas pessoas irão fazer parte da sua vida de uma forma diferente. Você não irá construir um relacionamento profissional com todas e nem todas terão o poder de ajudar a sua carreira a se desenvolver. Mas uma coisa é certa: Esta rotina vai te dar novas perspectivas sobre várias coisas. Você vai ouvir opiniões diferentes sobre temas de seu interesse, vai aprender novas coisas sobre outras áreas, mesmo que em doses homeopáticas. Este conjunto de informações, sendo acumulado aos poucos, tem um poder de transformação enorme. E digo mais, ao longo do tempo, este hábito vai ajudar a construir uma imagem de um profissional aberto, curioso e que consegue dialogar com diferentes públicos. Isso é muito desejado em posições de liderança.

    Se você adotar este pequeno hábito e não desistir dele, em breve verá que ele irá puxar novos hábitos em relação às pessoas e à sua carreira. Não irei contar quais são, até porque perderia o encanto. Prefiro que você descubra por si só. Viva esta experiência. Tenho várias para propor daqui pra frente. Garanto que você vai se encantar com vários pequenos hábitos. Até o próximo!

     

    Prof. Marcelo Veras
    VERAS
  • Caso 03 – A mediação e arbitragem em situações de inadimplência.

    Caso 03 – A mediação e arbitragem em situações de inadimplência.

    Logo CMAC - ver final

    A CMAC – Câmara de Mediação e de Arbitragem de Campinas volta hoje com mais um de seus casos solucionados.

    Caso 3: Os inadimplentes.

    Um lojista passava por dificuldades financeiras, após o falecimento de seu sócio. Era ele quem cuidava das finanças da loja de eletrodomésticos, que tocavam juntos a mais de 20 anos.

    Quase por acaso descobriu que a sua carteira de clientes estava um caos. Desde a morte do sócio ninguém tomou conta desse setor da loja. Haviam mais prestações vencidas do que a receber de seus clientes. Triste e preocupado, procurou o seu advogado a fim de tomar as providencias para ajuizar ações de cobrança. Seriam quase 100.

    O advogado, diligente e antenado com as tendências jurídicas do momento, o aconselhou a procurar uma Câmara de Mediação e de Arbitragem a fim de realizarem alguns dias de esforço conjunto na tentativa de obter o maior e rápido recebimento possível.

    Após conversar com a Secretaria da CMAC, ficou decidido que o lojista faria uma campanha na rádio local e no jornal mais popular da região. A Câmara caberia enviar as correspondências aos inadimplentes, tudo a fim de divulgarem as datas, nas quais a Câmara atuaria com exclusividade, em forma de mutirão, a fim de resolver o maior número de casos possível.

    O lojista ao final deu-se por satisfeito, pois resolveu grande parte de seus problemas, com menores custos, desgastes além de preservar seus antigos clientes. Se tivesse oferecido as quase 100 ações no judiciário, teria que ir estas 100 audiências, em dias diferentes, não se sabe quantas audiências mais seriam necessárias para cada caso, além de demorar anos. Na CMAC, em dois dias, tudo foi resolvido.

    Isso é o que uma Câmara de solução de conflitos pode fazer pelas pessoas. Ajudar a resolver seus problemas sem o desgaste de um processo judicial.

     

    Conheça mais a respeito dos nossos serviços no site:

    CMAC – Câmara de Mediação e Arbitragem de Campinas
    Rua Barbosa da Cunha nº 03 – Jd. Guanabara – Campinas – SP
    Fones: (19) 33250004/33250006 – e-mail: cmac.secretaria@cmacps.com.br
    www.cmacps.com.br

    Facebook: https://www.facebook.com/groups/cmac2012/

  • Contrato de estágio

    Contrato de estágio

    estágio

    Muitas empresas têm o errado hábito de contratarem pessoas sob a denominação de estagiário para o desempenho de atividades que se caracterizam como verdadeiro vínculo de emprego.

    Nosso ordenamento jurídico impõe inúmeras condições para que o contrato de estágio possa ser considerado válido e não configure vínculo empregatício.

     

    Dentre referidas condições encontram-se:

     

    a)     Os estagiários devem estar regularmente matriculados e frequentando efetivamente curso de educação profissional, curso superior, de ensino médio, da educação especial e dos anos finais do ensino fundamental, na modalidade profissional da educação de jovens e adultos;

    b)     O contrato deve ser celebrado entre empresa, estagiário e instituição de ensino;

    c)     A carga horária máxima deverá ser de 30 horas semanais para estagiários de cursos superiores e 20 horas semanais, para estagiários de educação especial e dos anos finais do ensino fundamental, na modalidade profissional de educação de jovens e adultos.

     

    Caso o estágio tenha duração superior a 01 ano, o estagiário fará jus a férias remuneradas de 30 dias. Caso o estágio tenha período inferior, o recesso será proporcional.

    A empresa terá ainda que contratar, em favor do estagiário, seguro contra acidentes pessoais.

    Existe a obrigatoriedade de pagamento de bolsa auxílio e vale transporte somente para os casos de estágio não obrigatório.

    Deverá haver ainda compatibilidade entre as atividades previstas no termo de compromisso de estágio e as efetivamente desenvolvidas.

    O estágio deverá ser supervisionado pelo professor orientador da instituição de ensino e pelo supervisor da parte concedente (empresa).

    Nunca é demais lembrar que a real finalidade do estágio é possibilitar ao aluno complementação do seu aprendizado, bem como, prepara-lo na sua formação profissional.

    Assim, a quebra a qualquer dessas condições poderá ensejar o reconhecimento do vínculo empregatício, cujas consequências são inerentes à relação: registro em CTPS, pagamento de todos os benefícios oferecidos aos demais empregados, férias acrescidas de 1/3, décimo terceiro salário, FGTS, além de verbas rescisórias, dentre outras.

     

    Depto. Trabalhista

    Barini De Santis Advogados